quarta-feira, 28 de maio de 2008

O DIA MUNDIAL DA VELOCIDADE

ESPIRITO ESPORTIVO – VICENTE MAJO DA MAIA

O DIA MUNDIAL DA VELOCIDADE

Gastei (ou aproveitei) o meu domingo, em volta da TV, assistindo as corridas mais tradicionais do automobilismo mundial. Primeiro, acordei com o GP Mônaco, da F1. Depois, à tarde, as tradicionais 500 Milhas de Indianapólis. No total, foram quase oito horas de degustação. Terminei o domingo realizado.
Não escondo de ninguém as minhas preferências pelo GP Mônaco. O charme todo, a badalação, o perigo. Na F1 atual com toda a tecnologia, é insano correr ali. Porém, mais insano é ver esta corrida ser tirada do calendário. Por tudo que ela significa para a F1 e para a história do automobilismo mundial.
Para os pilotos, correr em Monte Carlo é um tremendo risco. São pouquíssimos aqueles que gostam de passar duas horas (de corrida, fora os treinos), espremidos, entre as laminas, os muros de concreto. De passarem duas horas acelerando na reta curva da largada, contornando a Saint Devote, onde domingo tivemos um cemitério de carros e de erros de pilotos. De Subirem 78 vezes, o Cassino; se esfregando no muro de pedra da Mirabouex. Parando no Lewis (a curva mais lenta da F1). Acelerarem no túnel, contornando a “nova chicane”. A seqüência de baixa velocidade que passa pela Tabacaria, os “SS” das piscinas, Rascasse. A última é a Albert Nogets, em homenagem ao “inventor” do GP nas ruas do Principado.
As câmeras carregadas pelos carros, quase na visão do piloto, nos propiciam sentir, em casa, no sofá, a emoção que é este GP. Os mais audaciosos, se arriscam num Playstation, para sentirem a emoção de pilotar ali, num lugar onde não é permitido erros. Num lugar em a gloria é terminar a prova. O título é vencê-la! Disse título, pois vencer em Mônaco é quase igual a ser campeão, tal a importância dada a quem sobre ao podium ao lado do Rei Albert e das Princesas: Caroline e Stefani. Quem levanta o troféu, janta no palácio real, ao lado dos descendentes da dinastia dos Grimaldis. É a consagração para o vencedor.

Nas tradicionais 500 Milhas de Indianápolis, tudo começou como sempre. Nos mínimos detalhes. Trinta e três (33) carros no grid, hino americano, sendo que poucos minutos antes da largada, veio à matriarca da família George e determinou: “Senhoras e senhores, liguem os seus motores!” Sendo ovacionada por mais de 300 mil pessoas que se empilhavam nas arquibancadas do templo sagrado ao automobilismo norte-americano. Este ano, em especial, a Sra. George usou a saudação: “senhoras e senhores”, já que no grid tinham três mulheres, buscando colocar a imagem de seu rosto no consagrado troféu das 500 milhas. Ali, onde Emerson Fittipaldi colocou seu rosto duas vezes. Ele e o Helio Castroneves. Gil de Ferran, uma vez.
Foram 200 passagem, em alta velocidade, risco extremo, contornando as quatro curvas do oval e cruzando a linha de tijolos, que a tradição conserva como linha de chegada, até que Scott Dixon, um neozelandês, recebeu a bandeirada final, com o brasileiro Vitor Meira na sua cola.
Degustei tudo! Das 8:45 da manhã até às 17:45 da tarde, com um intervalo para o almoço...

URUGUAIANA, 28 DE MAIO DE 2008.

ÁGUA

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ÁGUA:

Já escrevi um texto sobre a F1 e São Pedro. Já pedi que Mosley fosse substituído pelo Santo, para que possamos ter melhores corridas. Foi assim, novamente. Um GP que tinha tudo para ser um carrossel de parque de diversões, acabou – com a água da pista - proporcionando uma bela corrida, cheia de alternâncias e disputas. Foi São Pedro, o santo das águas, das chuvas. A emoção da F1 está dependente do infortuito. Da ação da natureza. Os homens já não sabem fazer corridas. Precisam da ajuda dos céus!

JUSTO:

Achei justo o resultado do GP Mônaco, apesar da chiadeira dos brasileiros, que viram prejuízo para Felipe Massa na estratégia usada pela Ferrari. Diga-se que Massa deu foi muita sorte, já que a Ferrari cometeu um gravíssimo erro em relação ao Kimi Raikkonen, quando não colocou tempestivamente os pneus no carro do finlandês, que foi obrigada a cumprir uma punição, acabando com qualquer chance de vitória e podium. Aliás, o assunto somente não foi objeto de discussão, pois o próprio finlandês cometeu um erro estúpido, batendo na traseira de Adrina Sutil e estragando por definitivo a corrida de ambos.
Lewis Hamilton mereceu ganhar. Robert Kubica mereceu ser segundo. Massa, portanto, foi premiado pelo terceiro e o podium e, de quebra, diminuiu a desvantagem para seu concorrente ao título para apenas um ponto. Portanto, se alguém tem que reclamar algo da corrida, este alguém chama-se: Adrian Sutil.

EQUILIBRADA:

Apesar de a Ferrari estar melhor que as outras equipes, a divisão de pontos entre Raikkonen e Felipe Massa está deixando a temporada extremamente equilibrada. Após seis provas temos: duas vitórias de Massa, duas de Raikkonen e duas de Hamilton. Na tabela: Hamilton lidera com 38, contra 35 de Raikkonen e 34 de Massa. Não muito longe, mas sem vitória, está o regular Kubica, com 32. Está parecido com a temporada do ano passado. Porém, não creio que as coisas continuem assim. A Ferrari tem clara vantagem e entendo que o campeonato será disputado entre seus dois pilotos.

DIA:

Passei o domingo vendo corrida na TV. Depois de Mônaco, veio as 500 Milhas. Alguns acidentes, porém, uma corrida sem grandes emoções. O neozelandês Scott Dixon confirmou o seu favoritismo e venceu. Colocou a sua imagem no troféu sagrado de Indianápolis. Ali, no mesmo lugar em que os brasileiros: Emerson Fittipaldi, Gil de Ferran e Helio Castroneves já colocaram a suas imagens. Ninguém tira.

URUGUAIANA, 28 DE MAIO DE 2009.

terça-feira, 20 de maio de 2008

FASCINAÇÃO

BANDEIRADA – POR VICENTE MAJÓ DA MAIA
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FASCINAÇÃO:

Não nego as minhas preferências pelo GP Mônaco. Não sei o motivo da fascinação. Talvez, pelo lugar. Pelo desafio. Pelo imprevisto. Pelo perigo. Pela possibilidade de ver uma corrida realmente diferente. É a prova que mais espero no calendário. Conheço os mínimos detalhes do circuito. De cabo a rabo. A F1 vive se questionam sobre ainda correr em Monte Carlo, porém, sou daquele “time” que não imagina a F1, sem o GP Mônaco. Daquela largada, com os carros espremidos contra as lâminas, na “reta-torta”. E largam em direção a Sainte Devote, se esfregando, buscando não ocupar o mesmo espaço, que os demais. Quantos terminam ali a sua participação! Contornam a Massenet, sobrem o Cassino, raspam no muro de pedra da Mirabeux. Param, na Lewis (a curva de menor velocidade da temporada). Dali, à direita a curva do Porto e a entrada no Túnel (segundo os pilotos, com um olho fechado e outro aberto). A “nova chicane”, onde alguns tentam a ultrapassagem, mas, quase sempre, acabam no atalho, fora da pista. Chegam na Tabacaria E vem os “SS” e a também famosa La Rascasse. Contornam a Albert Nights e completam a volta. Os sobreviventes chegam ao fim.

LOTERIA:

O GP deste ano é uma verdadeira loteria. Não há como fazer um prognóstico. Pode a Ferrari se manter na frente. Pode! Pode a McLaren repetir o ano passado? Pode! Fez dobradinha. Pode a BMW surpreender? Sim! E a Renault numa tática suicida nos treinos? Também. Portanto, se tem um GP sem favoritos, acho que é o de domingo. Esperemos, então.

DOMÍNIO:

A Ferrari vem dominando a temporada. Não quero crer que domine, também, em Monte Carlo. Se dominar, definitivamente o campeonato ficará nas mãos de Raikkonen e Massa. Portanto, o GP é importante para definir o amplo favoritismo da Ferrari, ou a possibilidade de reação da McLaren, por exemplo.

DIA DA VELOCIDADE:

Depois do GP Mônaco, na mais tradicional prova da F1; teremos – na tarde – as 500 Milhas de Indianápolis, a mais tradicional corrida norte-americana. Nesta, cinco brasileiros no grid. Com chances para Helio Castroneves (já venceu lá duas vezes) e Tony Kanaan. Mas, terão vários fortes adversários. O último final de semana de maio sempre abriga o GP Mônaco e as 500 Milhas de Indianápolis, as duas provas mais tradicionais do automobilismo mundial (antigamente se incluía às 24 Horas de Le Mans, neste Gran Slam da velocidade). Portanto, o último domingo de maio é o dia mundial da velocidade.

URUGUAIANA, 20 DE MAIO DE 2008.

quinta-feira, 15 de maio de 2008

SHEIK - EDIÇÃO DOIS

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SHEIK II:

Depois de dominar duas vezes consecutivas o GP Bahrein, chamei o brasileiro Felipe Massa, de Sheik. Agora, chega a sua terceira vitória consecutiva no GP Turquia, em quatro anos de existência da pista. Um especialista nas “Arábias”. Domina como poucos o seletivo e moderno circuito, onde de inclui a desafiadora curva oito. Com o resultado se credencia definitivamente ao título da temporada, o qual provavelmente terá como adversário único o seu companheiro de equipe: Kimi Raikkonen. Mesmo assim, o nome da prova foi o inglês Lewis Hamilton.

CONFIRMAÇÕES:

O GP Turquia comprovou que Massa é um especialista em Istambul. Que o inimigo mora ao lado (Kimi Raikkonen). Confirmou que Lewis Hamilton é um grande piloto. Fez de tudo pela vitória. Mas, ainda não está credenciado a lutar pelo título, já que a McLaren continua inferior a Ferrari. Confirmou que Alonso carrega o Renault nas costas. Que Nelson Ângelo precisa melhorar muito! Que a aposentadoria chegará para: Fisichella, Coulthard e Barrichello.

PERDA DE RENDIMENTO:

Em relação ao ano passado, a McLaren perdeu muito em rendimento. Até a quinta corrida, naquela temporada, os ingleses tinham a liderança do campeonato, dois pilotos entre os primeiros e pretendentes ao título. Na atual temporada, somente conseguiram a vitória inicial e Hamilton está sete pontos atrás na tabela de classificação. Raikkonen lidera. A Ferrari venceu quatro das cinco provas até agora. Portanto, o projeto não é o esperado e Alonso está fazendo – em parte – falta no time.

DESORDEM:

A pista é ótima. Propicia ultrapassagens, diferencia os homens e os meninos, na curva oito. Mas, a organização demonstra algumas desordens que podem comprometer o futuro da corrida na Turquia. Primeiro, a localização que dificulta o acesso a pista. Segundo, o público que é dos menores durante a temporada. Terceiro, a invasão de animais na pista, que acabaram provocando acidente na GP2 com Bruno Senna (atropelou um cachorro). O GP está sob ameaça.

DIA MUNDIAL DA VELOCIDADE:

Agora, esperemos pelo último domingo de maio. Ali sempre temos: o GP MÔNACO, tradicionalíssima prova da F1 e as 500 MILHAS DE INDIANAPÓLIS, não menos importante, nos EUA. Verdadeiro dia mundial da velocidade.

URUGUAIANA, 14 DE MAIO DE 2008.

quarta-feira, 7 de maio de 2008

MONOPÓLIO

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MONOPÓLIO:

A divisão de vitórias no ano passado entre quatro pilotos e duas equipes, criou uma nova expectativa em torno da F1. Principalmente, no que se refere a atual temporada. No início do campeonato de 2008, pensava-se que teríamos uma briga intensa entre vários pilotos pelas vitórias. Porém, passada as primeiras corridas, verificou-se um imenso domínio da Ferrari que, por “barbeiragem” de seus pilotos, deixou de ganhar somente a primeira prova da temporada em Melbourne. A tendência agora é de um monopólio de vitórias da Ferrari a serem divididas entre Kimi Raikkonen e Felipe Massa. Um deles acabará campeão. Não vejo outra leitura para o campeonato. Pelo menos, por enquanto...

NA HORA:

Para Felipe Massa escrever o seu nome entre os pretendentes ao título precisa chegar na frente de Kimi Raikkonen, na Turquia. É quase uma obrigação. Tem um baita carro, apoio idêntico da equipe, ótimo retrospecto no circuito, onde venceu duas vezes, em três corridas ali realizadas. Portanto, a hora é agora...

DEPOIS DA TRÊS, VEM A OITO:

Em Barcelona o número da curva era o três. Com duas ou três pernas. Curva difícil. Agora, na Turquia, o desafio é a curva oito; uma curva só, raio grande, com quatro pernas (dobras). Está mais do que na hora de serem batizadas. Terem nome próprio. Deixarem de ser simplesmente um número. Como os exemplos de várias famosas: Peraltada (México), Eau-Rouge (Spa), Stone (Silverstone), as duas de Lesmo (Monza), a Tamburello (Imola), Saca-Rolhas (Laguna Seca), que lembrei, entre outras. Precisam, portanto, de identificação.

CURVA OITO:

Mesmo sem nome, a curva oito da Turquia diferencia os pilotos. Separa os homens, dos meninos. Até acho que Schumacher pesou a curva oito, quando decidiu parar com a F1. Não conseguiu acompanhar Alonso, em 2006.

ESQUECIMENTO:

Manifestei na última coluna, a data de 1º/maio. Ligada a nós amantes do automobilismo ao fato da morte de Ayrton Senna. Esperei dos principais meios de comunicação algum registro. Vi, lamentavelmente, tímidos registros. Quase um esquecimento. Principalmente, daqueles que fizeram seu nome em torno do nosso piloto. Quem sabe, tenham esperado pelo próximo ano, quando estaremos completando 15 anos do fatídico final de semana de Imola.

RECORDE:

Enquanto a grande mídia esquece Senna, prepara-se para badalar o recorde de Barrichello na Turquia. O brasileiro será o piloto com mais provas disputadas na história da F1. Completa 257 e supera definitivamente Ricardo Patrase.

URUGUAIANA, 07 DE MAIO DE 2008.

quarta-feira, 30 de abril de 2008

AMPLO DOMÍNIO

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AMPLO DOMÍNIO:

Depois de um inicio de temporada titubeante, a Ferrari encontrou o caminho e domina amplamente a F1, em 2008. Nas duas últimas provas, com direito a dobradinha. Ambos os pilotos sequer foram pressionados pela concorrência. No GP Espanha, se não houvesse a presença do safety-car, por duas vezes, a vantagem final de seus pilotos seria superior aos 20 segundos, o que na F1 é uma eternidade. Se continuar assim, o mundial tende a perder completamente o interesse, já que a Ferrari não dá mostra de que possa perder espaço, enquanto as outras equipes sequer conseguem chegar perto dos carros vermelhos. Se continuar assim, poderemos ter a repetição do campeonato de 2004, quando Schumacher venceu todas as corridas que pode vencer, deixando o resto para seu companheiro de equipe (Barrichello). Sinceramente, temos que torcer pela evolução imediata das demais, sob pena de termos um campeonato completamente diferente do ano passado.

SEM PROBLEMAS:

Veja-se que praticamente todas as equipes tiveram problemas e um de seus carros. Algumas em ambos. Não completaram a prova. Por sua vez, ambas as Ferraris chegaram facilmente na frente. Portanto, prova da imensa vantagem.

BRIGA:

Briga, mesmo, só pela terceira posição na tabela de classificação. Por enquanto, Raikkonen lidera com boa vantagem. Massa apesar de estar em quarto na classificação, a posição é circunstancial. Tem carro suficiente para ser o segundo breve. Assim, a luta vai ficar entre Hamilton, os da BMW e quem sabe o Kovalainen. Alonso ao visto não terá chances, já que a “nova” Renault não melhorou tudo que precisava.

SUSTO:

Se não fosse o acidente de Kovalainen, ninguém falaria sobre o GP Espanha. Foi aquela corridinha tradicional. Uma ciranda. Porém, o susto da batida do finlandês, despertou aqueles que cochilavam. Revimos alguns filmes passarem pela memória. Às vezes, o acidente de Schumacher na Stone de Silverstone, em 1999. As vezes, o da Tamburello, em 1994, quando apareceu aquela capa azul, cobrindo as imagens. Sorte, ficou só no susto...

1º/MAIO:

Completa 14 anos da morte de Ayrton Senna. Nem parece. Um dia para o esporte nacional esquecer. Foi à última da F1. Passou muito rápido. E eu nem terminei o meu livro...

URUGUAIANA, 30 DE ABRIL DE 2008.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

ADESÕES

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ADESÕES:

Vejam só!! Minhas reclamações contra os testes realizados em Barcelona tiveram adesões importantes. Barrichello foi o primeiro a aderir. Disse que somente uma alteração climática salva o GP da Espanha. Depois, veio Kubica reclamar da quantidade de testes realizados ali. Finalmente, Nelson Ângelo que disse não gostar da pista. É isto! Barcelona tem que ser substituída do calendário. Que fique somente como pista de testes da categoria. Mesmo assim, que seja usada pelos pilotos de testes. Tomara que eu me engane e que tenhamos um ótimo GP, domingo. Mas... Só acredito se houver séria alteração climática. Caso contrário, será um carrossel. De duas em duas equipes.

ATRAPALHAR:

Dizem as previsões meteorológicas que pode chover em Barcelona, no final de semana. Falam que a chuva pode atrapalhar o GP. Com todo o respeito, discordo: a chuva se vier (e tomara que venha) salvará a corrida.


EUROPÉIA:

O GP Espanha marca a abertura da temporada européia. Algumas expectativas para a prova: Ferrari se mantém claramente na ponta? McLaren reage? A BMW confirma como força ou terceira força? A Renault com carro quase novo vem para a briga? Depois de três semanas, a F1 certamente muda muito. São novos segredos, novas descobertas. Muita coisa a ser comprovada na pista.

DESISTINDO:

Quem parece ter jogado as fichas e desistido de lutar pelo título é o bicampeão: Fernando Alonso. Depois dos testes com a “nova” Renault, alertou a “torcida” espanhola que não tem chance na corrida de domingo.


APROVEITAR:

Por sua vez, quem tem que aproveitar com unhas e dentes o GP Espanha é o brasileiro Felipe Massa. Afinal de contas, vencendo a segunda no ano (repetindo a vitória do ano passado), descontará a desvantagem e colocará pressão em seu companheiro de equipe, o finlandês Kimi Raikkonen. Portanto, seu resultado em Barcelona pode ser fundamental para o prosseguimento do campeonato e para a inclusão (ou exclusão) de seu nome dentre os favoritos ao título.

DIVERGÊNCIA:

Várias divergências surgiram em relação a quebra do recorde de participações em corridas da F1, pelo brasileiro Rubens Barrichello. Desde o início, manifestei que o certo seria comemorar na GP Turquia. Pois agora, chega a noticia de que a Honda está preparando a festa para o brasileiro, justamente na Turquia. Portanto, quem lê e acompanha o BANDEIRADA está bem informado.

URUGUAIANA, 23 DE ABRIL DE 2008.

quarta-feira, 16 de abril de 2008

INCOMPREENSÍVEL

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INCOMPREENSÍVEL:

Continuo não entendendo certas atitudes dos dirigentes da F1. Entre elas, os testes coletivos marcados para esta semana e que serão realizados em Barcelona. Até aí, tudo normal, não fosse à proximidade do GP Espanha (27/04), que será realizado justamente na mesma pista dos testes. Ora, isto é prenuncio de extrema “chatice”, na próxima etapa do campeonato. Insisto: em pistas que fazem parte do calendário, deveriam ser proibidos os testes. Ainda mais, que fora do calendário da F1, a categoria tem diversas opções para os testes. Em Barcelona, circuito mais conhecido pela equipes, na história da F1, as provas são sempre sem emoção. Os pilotos andam tanto, conhecem tanto, Montmeló, que são capazes de guiar até de olhos fechados, desculpem o exagero. Mesmo que os testes desta semana tenham por objetivo os pneus slick, que serão usados a partir de 2009; ainda assim, é uma chance das equipes se familiarizarem com circuito, com novos setup para seus carros, o que – certamente – vai prejudicar a “emoção” no GP no fim de abril.

REPETITIVO:

Não quero me tornar um repetitivo. Mas... Não me entra na cabeça, a possibilidade de ter uma boa corrida, quando realizada em um circuito conhecido demais dos pilotos, engenheiros e equipes. Barcelona é o principal exemplo disto. Há muitos anos, pelo clima, as equipes treinam lá. A pior corrida do ano, SEMPRE é lá. Em contrapartida, a melhor prova da atual temporada, foi na Austrália, pista que só é aberta uma vez por ano. Exclusivamente, para a realização da corrida. Meu argumento é forte, portanto. Claro, que uma chuva acaba com a tese.


SACO CHEIO:

Imagino os pilotos de testes das principais equipes. Estes devem ter “pavor” de Montmeló. Já foram obrigados a rodar milhões de vezes neste circuito. Testando isto e aquilo...

SLICK:

Pelo menos, os testes em Barcelona revelaram que os novos slick são rapidíssimos. Realmente, grudam no chão. Prenuncio que a próxima temporada terá carros bem mais rápidos. Segue a dúvida em relação à questão das ultrapassagens.


ABERTURA:

Recebi o convite da VICAR (assessoria de imprensa) para a festa de lançamento da temporada de 2008 da Stock Car Brasil. Foi realizada no último final de semana. Quando tivemos, também, a abertura da temporada em Interlagos e a premiação dos melhores do ano passado. A Stock Car Brasil está em alta. Cobertura de todas as provas pela Globo. Um grande aparato. Até o regulamento está diferente e tem reabastecimento e rebaixamento. A primeira corrida, inclusive, revelou uma tática à moda Schumacher da equipe Medley para vencer a corrida, com seu piloto Marco Gomes. Tem tudo para ser a grande atração do automobilismo na América do Sul. Certamente, estarei presente nas provas aqui no Rio Grande do Sul: Santa Cruz do Sul e Tarumã.

URUGUAIANA, 16 DE ABRIL DE 2008.

quarta-feira, 9 de abril de 2008

O SHEIK DE SAKHIR

BANDEIRADA – POR VICENTE MAJÓ DA MAIA
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SHEIK:

Com a segunda vitória consecutiva em Sakhir, com o amplo domínio exercido durante todo o final de semana, onde foi primeiro em todos os treinos e liderou quase toda a corrida, Felipe Massa firma-se com um verdadeiro Sheik do Bahrein. É especialista do circuito. O brasileiro se recupera no campeonato, se equilibra psicologicamente e mostra que a Ferrari não tem preferência de piloto. Principalmente, depois das insinuações e das novas teorias conspiratórias criadas pós GP Malásia. O resultado de Massa em Sakhir, com Raikkonen ficando em segundo, põe por terra qualquer dúvida de tratamento dentro da Ferrari. Mostra, também, que a equipe italiana está bem à frente das demais, o que limita a luta pelo título, por enquanto, somente entre Massa e Raikkonen. A McLaren parece atrapalhada e a BMW ainda não tem a força para tirar o primeiro (e o segundo) lugar da Ferrari. O resto é coadjuvante. A F1 evolui muito rápido. Agora, teremos uma parada de três semanas, quando será aberta a temporada européia. Até lá, muito pode mudar. Mas...A leitura que se pode fazer das três primeiras corridas é que a Ferrari está bem a frente das demais.

** Sheik (tradução simples): senhor.

FIM:

Depois do que aconteceu no Bahrein, espero que sejam esquecidas e enterradas as manifestações sobre as conspirações contra Felipe Massa, que já estavam crescentes na mídia brasileira. Desta vez, quem perdeu mais tempo nos pits foi justamente Raikkonen. Portanto, fica claro que ninguém conseguirá prejudicar um piloto, nos pits, com a precisão cirúrgica de 0,6 segs, como queriam alguns na mídia. De outra forma, o brasileiro admitindo o erro cometido na Malásia, quando rodou sozinho, se dignificou a recuperação no Bahrein. Penitenciou-se. Assim, é melhor.

A PROVA;

Sobre a corrida, pouco se pode dizer. Massa liderou quase de ponta a ponta. Posso registrar a bela ultrapassagem de Raikkonen sobre Kubica, que acabou por validar a dobradinha da Ferrari. Registro as trapalhadas de Lewis Hamilton, que andou as voltas com os botões da sua McLaren e acabou batendo na traseira de Alonso.

IMPORTÂNCIA:

Vejam a importância de um bom carro na F1. De um projeto bem nascido. Leia-se então: Fernando Alonso. O bicampeão não consegue fazer milagre com a carroça da Renault. Portanto, mesmo sem os controles, com a volta da importância do piloto, sem carro, ninguém anda.

PÍFIOS:

Dois grandes badalados que não emplacaram até agora na temporada: Vettel e Sutil. Ambos, alemães, de quem se esperavam muito mais em 2008. Até agora, não justificaram...

URUGUAIANA, 09 DE ABRIL DE 2008.

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quarta-feira, 2 de abril de 2008

UMA NOVA LEITURA

BANDEIRADA – POR VICENTE MAJÓ DA MAIA
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BAHREIN E A LEITURA:

Importante a etapa da F1, neste próximo final de semana. Não só pela corrida na escaldante Sakhir, mas para que possamos fazer uma nova leitura do que poderá ser o campeonato. Veja-se o seguinte: depois do amplo domínio da McLaren, na Austrália, antes território vermelho da Ferrari, tivemos aprova na Malásia, onde a McLaren havia vencido na temporada passada e tomou um verdadeiro passeio da Ferrari, neste atual temporada. Inverteram-se as projeções. Assim, a prova do Bahrein vai nos dar um terceiro detalhe importante para que possamos concluir alguma coisa sobre as projeções no restante da temporada. Só a título de curiosidade, ano passado, a vitória foi de Felipe Massa, com Hamilton e Raikkonen, no podium. Só a título de análise, a Ferrari treinos este ano na pista, os pneus e o carro sem controle de tração. Isto pode significar um plus. Enfim, temos que esperar pela prova, que vai acrescentar um novo e importante critério de análise e projeções. Por enquanto, pelo que se viu, a luta de Ferrari e McLaren continua vivíssima e ninguém se aproximou das rivais. Por enquanto, o que se viu a temporada começou com os mesmos protagonistas (campeão e vice do ano passado), disputando o título.

REVELAÇÕES:

A temporada começou com duas provas em finais de semanas seguidos. Depois, veio o intervalo. Porém, as revelações fervilharam... Primeiro, vieram as noticias a nível presidencial: a morte de Jean-Marie Balestre (quem lembra dele?), o carrasco de Ayrton Senna, no campeonato de 1989. Por sua vez, o atual FIA, Max Mosley, o presidente, foi pego com a “boca-na-botija”, em orgias. Mas, tivemos, também, as de pilotos: Fernando Alonso, bicampeão, revelou estar sem esperanças para esta temporada. Rubens Barrichello também teve o seu momento, declarando que pretende chegar aos 300 GPs. Nenhuma delas foi motivante... A melhor de todas, talvez, tenha sido dada por Michael Schumacher que, sentado a frente de sua bola de cristal, revelou que outras equipes (além da Ferrari e Mclaren) irão vencer em 2008. Tomara!!!


FICHAS:

Disse, ainda, Schumacher, que Felipe Massa não tem mais fichas para gastar em 2008. Sua hora é agora. Portanto, resta para o brasileiro repetir o resultado de 2007 e vencer ou vencer em Sakhir. Mesmo com um inicio de temporada terrível, Massa – pelo equipamento que tem – demonstra condições de reagir na temporada. Precisará de equilíbrio emocional, quem sabe correndo para chegar, sem afobação. É aquela história do melhor resultado possível. Com um passo de cada vez. Primeiro, largar bem. Depois, pensar em chegar até o final e marcar pontos. Se der... podium. Se sobrar uma chance... vence. Porém, a obrigação e a ordem são reagir.

BOBÃO NO 1º DE ABRIL:

Contaram-me que Montoya voltaria para McLaren, no lugar do Hamilton. Que Barrichello será campeão da F1. Que Schumacher disputaria na Moto GP e Valentino, na F1. Que Raikkonen deixou da Vodka. Que Massa é o primeiro piloto da Ferrari. Que a cobertura da TV vai melhorar. Mas... Não acreditei!!!

URUGUAIANA, 02 DE ABRIL DE 2008.

quarta-feira, 26 de março de 2008

OS PATRIOTAS

BANDEIRADA – POR VICENTE MAJÓ DA MAIA
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OS PATRIOTAS:

Muito estranha à ânsia da grande imprensa na defesa dos pilotos brasileiros, principalmente, nesta temporada. Atribuíram ao câmbio, à rodada de Piquet, nos treinos da Austrália. Atribuíram à Ross Brawn, o erro no pit stop de Barrichello, na mesma corrida. Esqueceram a passagem do sinal vermelho, que desclassificou o piloto brasileiro. Atribuíram para Coulthard, o acidente de Massa. Tudo com excessos, como se os nossos pilotos fossem infalíveis. Porém, a história do primeiro pit stop, em Sepang, ultrapassou os limites. Narrador e ambos os comentaristas iniciaram nova teoria conspiratória dentro da Ferrari, por força de 0,6 segundos de diferença, entre o pit de Massa (8,5s) e Raikkonen (7,9s). Veja-se o seguinte: contar a até dois (1,2) é equivalente a transcorrer um segundo. Já 0,6 segundos... Não é possível uma equipe de F1 montar uma estratégia com esta precisão cirúrgica. Portanto, houve sério equivoco. Para não dizer desrespeito ao espectador. Na mesma forma, ainda, tentaram justificar o erro de pilotagem de Massa, que – claramente – rodou sozinho. Culpam o carro, a pista, enfim...
Cabe um alerta: o público que acompanha na madrugada as corridas, é um público diferenciado. Exigente. Público que gosta de automobilismo e não está ali por acaso ou por insônia. Tem conhecimento das coisas. Portanto, espera-se da “cobertura” coisas mais precisas, mais condizentes com a realidade e menos ufanismos.

PREFERÊNCIA:

Já escrevi ao longo destes anos, que não é crível que uma equipe venha prejudicar o seu próprio piloto. Ora, é mais do que evidente - no mundo competitivo que vivemos - que a Ferrari e McLaren (assim como as outras equipes) queiram ocupar SEMPRE os dois principais lugares no podium, no fim de TODAS as corridas. Isto significa mais prestigio e mais interesse dos patrocinadores (quem é que investe em perdedor???) e melhor orçamento para a equipe. Portanto, não consigo entender como as pessoas conseguem criar e acreditar em teorias conspiratórias. Assim como, não é crível que a Ferrari venha a “prestigiar” somente o Raikkonen, quando estamos somente na segunda prova do campeonato, com dezesseis por vir. O futuro à Deus pertence e, portanto, a Ferrari sabe disto e não vai priorizar somente um de seus pilotos.

ULTRAPASSAGEM DUPLA:

Falando um pouco do GP Malásia, posso dizer que a melhor coisa da corrida foi à dupla ultrapassagem de Hiedfeld sobre Weber e Alonso. Só possível pela largura da pista. Manobra que - certamente – será repetida várias vezes, nos meios de comunicação, até o fim da temporada. De resto, na madrugada, deu sono.

SEIS:

Duas corridas e seis pilotos diferentes ocupam o podium. Na Austrália: Hamilton (McLaren), Hiedfeld (BMW) e Rosberg (Williams). Na Malásia: Raikkonen (Ferrari), Kubica (BMW) e Kovalainen (McLaren). Sempre com três carros diferentes, também. Mostra o equilíbrio da temporada até agora. Equilíbrio também entre os brasileiros. Todos no zero.

RÁDIO GRID:

Já está disponível no site do GRID BRASIL (www.gridbrasil.com.br), os debates e análises deste inicio de temporada. É a RÁDIO GRID, o pod cast do melhor site de automobilismo do Brasil. A ancoragem e a apresentação são minhas.

URUGUAIANA, 26 DE MARÇO DE 2008.

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quarta-feira, 12 de março de 2008

VIDA DE DEDICAÇÃO

BANDEIRADA EXTRA - POR VICENTE MAJÓ DA MAIA

DEDICAÇÃO:

Abre a temporada de F1, neste final de semana. Por óbvio, será a principal atração. Não nego a minha ansiedade, já que foram cinco longos meses de espera desde a última prova (GP Brasil, outubro/2007). Não nego, também, a imensa dedicação que tenho por esta categoria, que é principal do automobilismo mundial.
Para começar, confesso: acompanho ininterruptamente todas as provas realizadas pela F1, desde julho/1971. (SIM, 1971, não é erro de digitação). Primeiro, pelo radinho de pilhas, de difícil sintonia, na Globo do Rio, às vezes, na Jovem Pan e até em rádios argentinas. Na TV só por vídeotape, a partir de 76 (a TV só chegou aqui em 1974). Ao vivo, só em 1978, quando foi estudar em Porto Alegre. São quase 600 provas acompanhadas (a F1 ainda não realizou 800, que será em Cingapura, este ano). Só perdi 201 de toda a história, que começou em maio/1950, dez anos antes de eu nascer.
Hoje, orgulhosamente, escrevo em 23 jornais/sites (22 do Brasil e 01 de Portugal) sobre a F1. Isto até me tornou um pouco conhecido, entre aqueles que militam no meio. Por isto, estou sempre recebendo convites para participar de várias corridas, especialmente, a Stock Car Brasil. Mantenho um arquivo invejável de ter a disposição todas as provas – em videocassete – desde a temporada de 1984 (toda a carreira do Ayrton Senna). Estou terminando de escrever um livro sobre os ACIDENTES. Especialmente, aquele inesquecível da Tamburello, em 1994, o último fatal.
Vibrei com Emerson, com Piquet. Chorei por Gilles, Senna, Cevert e Peterson. Ri de Mansell e admirei Schumacher.
Lembro de GPs, como o da Suécia/1973, que Dennis Hulme passou cinco carros, nas dez voltas finais e ganhou a prova. Do GP Mônaco/1982, que quase não teve vencedor. Lembro a cara do diretor de prova esperando – por ninguém – para dar a BANDEIRADA. Até que apareceu o Ricardo Patrese, único a recebê-la. (seis carros pararam na última volta, por uma série de problemas).
As corridas quem mais espero na temporada são: todas as realizadas na madrugada (duplo fascino, pela F1 e pela madrugada) e mais, o GP Mônaco e o GP Bélgica, na desafiadora pista de Spa-Francorchamps. E quando me atrevo a pilotar num Play-Station, sempre escolho as duas. Para passar no túnel de Monte Carlo e sentir um frio na barriga da Eau-Rouge de Spa. Quem já passou pela experiência sabe bem no que eu estou falando...
No domingo, começo a minha 38ª temporada da F1. Uma vida dedicada a uma de minhas paixões. Aguardo, com imensa expectativa, para ver como se apresentam as equipes, os candidatos ao título. Não descarto o favoritismo das Ferraris e das McLarens. Mas... Com o andar cada carruagem (metade do campeonato), incluo Fernando Alonso. O favorito ao título (ou ao bi) é o finlandês Kimi Raikkonen.
Para aqueles que apreciam a F1. Ótimo, GP Austrália. Ótima, temporada.

RITUAL

BANDEIRADA – POR VICENTE MAJÓ DA MAIA
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RITUAL:

O início da temporada deve ser celebrado! Depois de longa espera, expectativa propiciada pelo teste de pré-temporada, mudanças no regulamento. Enfim... Merece algo especial. Assim será! Começarei recebendo a analise do Celso Itiberê (Globo do Rio), no meu programa de esportes. Na noite de sábado, pretendo reunir alguns amigos, aqueles que gostam de automobilismo. Que acompanham a F1. Depois da meia-noite estaremos em volta da TV, na espera da abertura da temporada. A corrida está marcada para 01:30 horas. Com todo o ritual das provas realizadas nas madrugadas. Com toda a expectativa que nos reserva a abertura da mais uma temporada da F1.

TRINTA E OITO:

Abro domingo a minha trigésima oitava temporada de F1. Quase 600 corridas. Mais de mil horas, só de corrida (sem treinos e reportagens). Tudo com muito orgulho. Uma vida dedicada a uma paixão. Vivi momentos extraordinários como o primeiro título brasileiro em 1972, com Emerson Fittipaldi, quando eu era ainda uma criança. Emoção repetida em 1974. Já adolescente vi o primeiro dos três títulos de Nelson Piquet. Fiz-me adulto para ver o tricampeonato de Ayrton Senna. Para ver a era Schumacher, entre outras tantas obras. Cito as positivas, as coisas alegres.

OS TRÊS:

Voltamos a ter três pilotos no grid, coma estréia de Nelson Ângelo Piquet, na Renault. Cada um com seus graus de dificuldades e objetivos. Rubens Barrichello objetiva bater o recorde de participações. Hoje, é de Ricardo Patrase com 256. Para o brasileiro faltam oito provas (França em 22/06/2008, poderá alcançar o objetivo). Claro, tentará fazer uma temporada melhor que a passada, quando não marcou nenhum ponto. No que se refere ao objetivo de Nelson ÂNGELO, creio ser o mais complicado. Primeiro, pela estréia. Segundo, pelo comparativo que sofrerá em relação ao seu ex-rival de GP2, Lewis Hamilton. Terceiro, pela concorrência com Alonso, que será evidenciado como primeiro piloto da Renault. Quarto, pois o carro francês não se apresentou bem nos testes. Não é daqueles bem nascidos, tanto que os franceses já preparam grandes modificações para a temporada européia, especialmente, carro novo para GP Espanha. Por fim, Felipe Massa. Ano especial e perigoso. Terá que superar o campeão Raikkonen dentro da equipe Ferrari e disputar o título até o fim. Quase um tudo ou nada.

FAVORITOS:

Na minha visão, são favoritos para a corrida: Raikkonen e Massa. Para o campeonato: Raikkonen e Hamilton.

CONTROLE DE TRAÇÃO:

Entre as novidades da temporada está o fim do controle de tração. Este fato, acrescenta um percentual maior de importância do piloto. Pilotagem menos robotizadas. Nos testes da pré-temporada ninguém reclamou, mas, certamente, as dificuldades aparecerão nas corridas. Talvez, com o aumento do risco, principalmente, na complicadíssima pista de Melbourne. É um aperitivo a mais para o espectador, principalmente, nas primeiras provas da temporada. Depois, os pilotos se acostumam, os engenheiros encontram soluções e a dificuldade passa a ser sem relevância.

PREOCUPAÇÃO COM A LARGADA:

A maior das preocupações com o fim do controle de tração está na largada, no meu entender. Sabe-se lá o que pode acontecer na primeira curva.... Muita atenção. Para os pilotos e para os espectadores.

URUGUAIANA, 11 DE MARÇO DE 2008.

quarta-feira, 5 de março de 2008

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FALTA POUCO:

Depois de três meses de espera, faltam menos de dez (10) dias para começar mais uma temporada da F1. Será a 38ª da minha vida, quase 600 corridas ininterruptas. Confesso que – neste período de espera – revi várias corridas, da última temporada e de outros campeonatos. Acompanhei algo que não tinha visto, através do canal Speed, da Sky (lá vai propaganda gratuita). Vivo distante da ansiedade, defeito que não tenho e que, quando bate, consigo dominar com facilidade, em face de pratica do xadrez. Porém, quando se trata de abertura da temporada de F1, simplesmente, me balança. Fico aguardando, imaginando e, até, contando os dias. Afinal de contas, considero a F1 uma das sete maravilhas da vida (depois eu conto as outras seis).

INIMIGOS:

Cada um dos principais candidatos ao título, aponta seus adversários. O brasileiro Felipe Massa diz que disputará o título contra o companheiro Kimi Raikkonen e contra o inglês Lewis Hamilton. Exclui Fernando Alonso, que - por sua vez – exclui Massa e aponta os mesmos adversários. Raikkonen limita-se em dizer que Ferrari e McLaren dominarão. Já Lewis Hamilton vê em Raikkonen o principal adversário na luta pelo título. São os protagonistas apontando seus principais adversários. A disputa não foge disto: Raikkonen, Hamilton e Massa, pela ordem. Corre por fora: Alonso, sem descartá-lo. Quiçá tenhamos outra surpresa a exemplo do ano passado, quando ninguém apostava em Hamilton e o inglês surpreendeu.

PROJETISTA:

Tanto a Toyotta, como a Williams, correm com o mesmo motor. Pelos testes realizados, a média de Williams foi melhor. O carro dos ingleses é melhor nascido. Isto prova que o maior problema enfrentado pela montadora japonesa está no chassi, no projeto do carro. O motor até que rende bem. Como a Toyota é uma das equipes que mais investe dinheiro na F1, fica clara a necessidade de melhorar a escolha de seus projetistas. Quem sabe, um Adrian Newey...

URUGUAIANA, 05 DE MARÇO DE 2008 (03)

sábado, 1 de março de 2008

CARTAS EMBARALHADAS

BANDEIRADA – POR VICENTE MAJÓ DA MAIA - LEIA - BLOG BANDEIRADA: WWW.BLOGBANDEIRADA.BLOGSPOT.COM

CARTAS EMBARALHADAS:

Os últimos testes antes do início da temporada, realizados em Barcelona (sempre lá) embaralharam as cartas da F1. A Williams liderou parte com Nakajima e, no final, a surpresa de Trulli com a sua desacreditada Toyotta. Aliás, esta que fornece os motores da outra (ou de ambas, como queiram). Seria um indício? (não creio). No meio disto tudo, teve o sobe e desce da Ferrari e da McLaren. Ambas alternaram primeiras e últimas posições. As cartas estão muito bem embaralhadas, portanto, pois ainda temos que acrescentar no baralho a BMW e a Renault. Somente na primeira corrida, na metade de março é que saberemos quem efetivamente achou o melhor caminho, após o fim do controle de tração. Mesmo depois disto, ainda mantenho a minha posição inicial: Ferrari (os dois) e Hamilton disputam o título. Alonso corre por fora.


PAGANDO DÍVIDA:

Um atento leitor português me cobrou a lista dos melhores de 2007. Na verdade a minha dívida é parcial, pois a lista foi publicada na BANDEIRADA de 22/10/2007 (a primeira coluna como sempre a fazer o balanço dos melhores). Faltou sim a explicação de como apontei o Hamilton como o melhor do ano. Pois bem! Vamos lá. Escolhi o Hamilton como o melhor do ano, pois nunca um estreante chegou na F1 e surpreendeu tanto. No inicio da temporada sequer era apontando entre os favoritos. Todos achavam que o inglês iria ser o fiel escudeiro de Alonso, apenas. Mas, ele disputou o título até a última corrida. Deixo de considerar os erros cometidos e que comprometeram o título. Porém, aquele no Brasil, atribui inteiramente à equipe. O segundo escolhido foi Raikkonen, afinal campeão. Mas, até a metade da temporada, estava em quarto no campeonato e atrás de seu companheiro de equipe. No terceiro lugar, escolhi o Alonso, que vi prejudicado pela equipe após o episódio espionagem. Mesmo assim, o espanhol perdeu o título por um ponto. E, ainda, na última corrida pilotou uma carroça. Os demais, sem grandes explicações, pela ordem: 4) Massa, 5) Rosberg, 6) Hiedfeld, 7) Vettel, 8) Kubica, 9) Kovalainen e 10) Sutil.
ENROLAÇÃO:

Continua enrolada a situação da McLaren com a Justiça italiana. Agora, os investigadores do caso de espionagem afirmam a participação dos principais dirigentes da equipe no caso. A FIA já fez a sua parte. Já puniu a equipe inglesa.Agora, se novos fatos forem descobertos, a McLaren não sofrerá as conseqüências, já que ninguém pode ser punido duas vezes pelo mesmo delito.

NEGAÇÃO:

Enquanto isto, Raikkonen nega o favoritismo dele e da Ferrari. A McLaren nega a saída de Ron Dennis. Nelsinho Piquet nega que a Renault tenha chance de vitórias.

Uruguaiana, 28 de fevereiro de 2008.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

DE VOLTA EM 2008

BANDEIRADA – POR VICENTE MAJÓ DA MAIA - LEIA-BLOG BANDEIRADA: WWW.BLOGBANDEIRADA.BLOGSPOT.COM (vmmaia@uol.com.br)

SUMINDO E VOLTANDO:

Pessoal, sumi!!! Com o fim da temporada de F1, não me animei aborrecer o leitor, contando fatos de difícil comprovação, como são os testes de “inverno”. Voltei, agora, quando faltam somente 30 dias para o começo da temporada de 2008.
Assim, costumem-se a ler a BANDEIRADA, aqui neste espaço já tradicional, durante esta que – certamente – será uma temporada eletrizante.

ELETRIZANTE:

Trovejam forte as novidades no mundo da F1. A expectativa é grande para o começo na Austrália, no dia 16 de março. Depois de várias especulações sobre a formação dos “times”, Fernando Alonso acabou na Renault e recolocou os franceses na disputa das vitórias e quiçá até o título em 2008. No seu lugar, Heikki Kovalainen, que dividirá espaço com Lewis Hamilton, na McLaren. A Ferrari segue fortíssima. Cresce: Williams e BMW. Portanto, muita gente para disputar as vagas no podium, as vitórias, os pontos e o título da temporada. De quebra, os brasileiros terão duas boas expectativas: Felipe Massa credenciado ao título e a estréia de Nelson Ângelo Piquet.
As novidades não atingem somente os pilotos e as equipes. Os carros não terão controle de tração. Isto, pelo menos na teoria, nivela as equipes e renova a importância dos pilotos. Fator que poderá deixar a temporada ainda mais eletrizante.

APOSTAS:

Como não sou de ficar em cima do muro, tomo partido e digo: três disputam o título da temporada. São eles, pela ordem: Raikkonen, Hamilton e Fernando Alonso. Por fora: Massa e Kovalainen. A Ferrari é favorita (quando não é?). Alonso vem para a briga, mesmo que tenha que carregar a Renault nas costas. É uma questão de honra!!! Felipe Massa estará sobre forte pressão: ou vai ou racha. Nelson Ângelo poderá ocupar pódios, não creio em vitórias. Kovalainen vai dar um sufoco no Hamilton. Brigas nas posições intermediárias. A lista é grande: Rosberg, Hiedfeld, Kubica... Tem a Red e a Roso. Será que a Toyotta vem? Não creio na Honda, nem com a estratégia de Ross Brawn.

GP NOTURNO:

Quem lê a BANDEIRADA sabe das minhas preferências pelas corridas de Mônaco, Spa e todas que chegam na madrugada aqui no Brasil (a lista é grande). Mas, vou acrescentar duas novas de 2008: Cingapura e Valência. Ambas provas de rua, sendo que o GP Cingapura será a primeira prova noturna da F1 (28/09/2008). Imaginem!!!

URUGUAIANA, 20 DE FEVEREIRO DE 2008 (01)

terça-feira, 23 de outubro de 2007

JUSTICEIRO

BANDEIRADA – POR VICENTE MAJÓ DA MAIA
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JUSTICEIRO:
À margem dos escândalos da temporada, fazendo o seu trabalho quieto, sem polemica, sem encrenca com seu companheiro de equipe, com grande destaque na segunda metade da temporada e com seis vitórias (maior vencedor de 2007), o finlandês, ruim de mídia, mas muito bom piloto, arrebata – de forma inédita – o título de 2007, na F1. Depois da descoberta da espionagem, a não punição dos pilotos da McLaren, seria injusto, se ostentassem o título de campeões do mundo. Assim, o título fica em ótimas mãos!! Foi feita Justiça, por linhas certas. Dentro da pista, uma grande reação. Conseguiu uma grande proeza. Acreditou sempre!!! Traduz a vitória do esporte contra a politicagem.

HERÓI OU ANTI-HERÓI:
O público, em geral, compartilha com heróis polêmicos. Escolhe quase que sempre, os mais chegados à mídia, a grandes declarações e badalações. São estereotipados!! No caso de Kimi Matias Raikkonen as coisas são bem diferentes! Veja-se que o finlandês nunca esteve envolvido com brigas internas dentro de suas equipes, que viessem a chamar a atenção. Nunca houve com ele qualquer polêmica de relacionamento com seu companheiro de equipe e com seus adversários na F1, nunca deu uma declaração bombástica contra algo que lhe tenha desgostado dentro de suas equipes. E contrariando a maioria, tem atitudes éticas, com seus colegas de profissão (nunca se envolveu em um acidente doloso). Assim, em meio à gigantesca badalação feita em cima da briga interna da McLaren e o acompanhamento quase que diário da vida privado da nova estrela da F1, Lewis Hamilton, vejo o finlandês como um anti-herói para a mídia internacional (anti-herói, não bandido!!). Não sorri. É extremamente tímido. Não briga!! Responde aos jornalistas com frases pequenas. As vezes, com um simples: sim ou não!! Não é um bom relações públicas de si mesmo. O máximo que conseguiu até hoje foi despertar o interesse da imprensa sobre suas noitadas e bebedeiras, na época de férias. Mas, esta postura – contrária aos interesses da grande imprensa internacional – não pode tirar os méritos que ele apresenta dentro das pistas. É, como outros, um grande campeão nas pistas. E mereceu o título de 2007.

TORCIDA:
Na BANDEIRADA da semana passada, mencionei minha torcida pela Justiça. Portanto, estou satisfeito com o resultado do campeonato.

NOVATO:
Pouco vale a especulação sobre os problemas enfrentados por Lewis Hamilton em Interlagos. A história de que apertou ou não o botão do neutro e desativou o setup do carro. Se desperdiçou dois match-point com saque a favor, terá que superar o trauma. Importa que ele foi o estreante mais surpreendente da história da categoria. Certamente, será um campeão num futuro muito breve.

AMARGO:
Não gostei das atitudes de Massa no podium. Primeiro, foi mostrar que “entregou” a vitória, saindo do posto para mostrar a taça ao torcedor. Depois, não participou do “banho” de champagne ao novo campeão. Parecia não reconhecer em seu companheiro de equipe o legitimo campeão de 2007.

PERDEDOR:
Se Raikkonen foi o grande vencedor da F1 em 2007, o grande perdedor foi Ron Denis. Jamais havia perdido como perdeu nesta temporada. Não falo só do título. Falo da ética, da escolha errado do piloto para enfrentar a Ferrari, neste final. Manchou a F1 com o escândalo da espionagem, manchou a F1 quando declarou total apoio ao piloto Lewis Hamilton. Foi responsável direto em fomentar a intriga entre seus dois pilotos. Alimentou a vaidade e o ego. De quebra, pelo que se viu nas duas últimas corridas, prejudicou deliberadamente as possibilidades de Fernando Alonso conquistar o tri. Perdeu sozinho o campeonato. Castigo!!

MELHORES:
BANDEIRADA sempre é o primeiro em apresentar os melhores da temporada. A justificativa vem na próxima, mas a minha listagem tem, pela ordem: Hamilton, Raikkonen, Alonso, Massa, Rosberg, Hiedfeld, Vettel, Kubica, Kovalainen e Sutil.

TARUMÃ:
Lá vou eu!! Agora, é a Stock Car do Brasil.

URUGUAIANA, 22 DE OUTUBRO DE 2007.

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

ROTEIRO

BANDEIRADA – POR VICENTE MAJÓ DA MAIA

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ROTEIRO:

Repercutiu na última BANDEIRADA, a questão do filme sobre a temporada de 2007, da F1. A grande dúvida do ali debatido, foi em relação a quem efetivamente merece o papel principal do filme. As opiniões foram diversas. Há quem defenda com hulhas e dentes, que o “mocinho” deve ser Lewis Hamilton. Afinal, postura de bom moço, jovem ídolo, que chegou assombrando recordes na categoria. Representa a novidade em detrimento ao grande número de competidores já bem conhecidos do público. Figura como leal a sua equipe. Contra somente o fato do envolvimento no caso de espionagem, fato que também seu adversário e companheiro Fernando Alonso se envolveu. Na defesa de Fernando Alonso, tem aqueles que o vêem como injustiçado dentro da equipe. Segundo estes, a McLaren e a FIA trabalham pelo título do novato Hamilton. Correndo por fora, os defensores de Kimi Raikkonen. Estes, baseiam seus argumentos no fato de que o finlandês, manteve-se a margem dos escândalos da categoria e teria sido a grande vitima da temporada. Por Justiça, que não foi feita pela FIA, mereceria o título.
Obrigatoriamente, o roteiro tem que ter o seu herói. Portanto, a escolha – no nosso caso, no nosso filme - é absolutamente pessoal. Uns usam o coração, outros a razão, mas todos nós temos a nossa preferência, para a parte final e mais importante, que é o título da temporada. Escolho a minha usando critério de Justiça!!

DEPENDÊNCIA:

O único que corre sem depender do resultado dos adversários é Lewis Hamilton. Basta chegar à frente de Alonso e de Raikkonen. No que se refere às chances do espanhol, por pura ironia, precisa da ajuda do próprio adversário Raikkonen (e dos demais é claro). Se Alonso vencer, alguém tem que evitar que Hamilton seja segundo. No que se refere às chances de Raikkonen, a coisa fica bem mais complicada. Precisa de uma dobradinha com Massa, para eliminar Alonso. Mas, precisa que outros (inclusive, Alonso), evitem que o inglês chegue entre os cinco primeiros. Para ser campeão, o finlandês precisa, portanto, da dobrainha da Ferrari (elimina Alonso) e que Hamilton seja sexto. É complicado. Não vi os prognósticos dos matemáticos, mas os percentuais de Hamilton devem ultrapassar os 80% de chances de ser campeão. Caberão para Alonso, 15% e para Raikkonen, 5%.

DEFININDO O DESTINO:

Entre as várias “variações” possíveis, existe uma em especial, na qual Fernando Alonso poderá definir o título em favor de Hamilton. Imaginemos, então: última volta. Raikkonen perto da linha de chegada, liderando, com o escudeiro Massa, em segundo. Hamilton passa, em sexto. Mantidas as posições, na soma total, Raikkonen ganharia o título em número de vitórias (6 x 4). Porém, em terceiro (ou quarto, ou quinto) corre Fernando Alonso. Como está a frente de Hamilton, pode colaborar com o título saindo da pista ou parando no box. Enfim, cedendo a posição para o companheiro de equipe. Assim, Hamilton poderia subir uma posição e – em quinto lugar – garantir o título por um ponto de vantagem sobre Raikkonen. Pergunta: Qual atitude tomaria Fernando Alonso podendo decidir quem será o campeão da temporada? Não dá para descartar a hipótese. Mas, quem quiser opinar, por favor, faça antes do GP (vmmaia@uol.com.br).

ATENÇÕES VOLTADAS:

Todas as atenções estão voltadas para Interlagos e para a definição do campeonato. O melhor dos últimos dez anos, no mínimo. As variações, a possibilidade de surpresas. Dizem que – desta vez – não haverá chuva. Porém, para que a prova fique sensacional, imaginemos a troca de motor de Hamilton, tendo que “pagar” a pena de 10 posições no grid. Sinceramente, se isto acontecer, será realmente uma prova sensacional. Boa prova para todos. Que vencem quem mais merecer.

URUGUAIANA, 17 DE OUTUBRO DE 2007.

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

HOLYWOODIANA

BANDEIRADA – POR VICENTE MAJÓ DA MAIALEIA-BLOG BANDEIRADA: WWW.BLOGBANDEIRADA.BLOGSPOT.COM

HOLYWOODIANA:

A temporada de F1/2007 é definitivamente uma trama de fazer inveja aos maiores roteiros de Holywood. Teve de tudo!! Dentro e fora das pistas. Para não ser mais esquecida. Para ganhar o OSCAR dos últimos vinte anos. A história começa com o novato atrevido, que estréia subindo ao podium. Passa pelo revezamento de vitórias entre os quatro pretendentes ao título. Enquanto esquenta a disputa nas pistas, ferve – fora dela - a história da espionagem, a tentativa de sabotagem, enfim... Especulação de punições, desclassificação de equipe do mundial de construtores, são fatos que incrementam a história. Teve briga interna na McLaren, proteção declarada por um dos pilotos. Quase no fim, o piloto que tinha a mão e meia na taça, se vê em apuros para arrebatar o título e ser o mais jovem e o primeiro negro a vencer na principal categoria do automobilismo mundial. Chegamos à última corrida sem campeão e com três pretendentes. Roteiro que nenhum Steven Spielberger foi capaz de imaginar, na sua brilhante carreira nas telas. Roteiro para virar filme. Urgente!!

MERECIMENTO:

A dramaticidade do final de temporada, na definição do título é merecida por nós os amantes da velocidade. Há muito tempo, vimos campeonatos sendo decididos na metade da temporada. Quantas vezes, vimos corridas com vitórias pré-anunciadas. Favoritismo destacado de uns, enquanto pouco se esperava de vários. Agora, não!!! Depois de dezessete provas, chegamos ao GP Brasil com três pilotos disputando o título. A temporada parece ter sido escrita linha a linha, para nós, que fomos castigados vários anos. Como espectadores, nunca nós desistimos e, portanto, merecemos este final especial, recheado de expectativas.

TRIPLICE:

No inicio do campeonato houve um tríplice empate na liderança (três pilotos tinham 22 pontos, até a prova do Bahrein). Mais tarde, quatro pilotos passaram a dividir três vitórias para cada um (até Turquia). Agora, numa variação matemática pouco provável – mas possível – o campeonato pode terminar com um empate entre os três pretendentes atingindo 108 pontos. Para isto, seria necessário que Raikkonen (100) fosse segundo no Brasil; Alonso (103) teria que ser quarto e Hamilton (107), o sexto. Terminaram a temporada todos com 108 pontos e o título caberia para Raikkonen pelo número de vitórias (tem 5, contra 4 dos demais).

INÚTIL:

A imprensa dita especializada detona Hamilton, pelo resultado do Japão. Atribuem a ele a responsabilidade do erro, a sua inexperiência, por não ter trocado os pneus duas voltas antes. Não vejo muita relevância na pressa de apontar culpado. Vejo, sim, que a McLaren manteve o piloto o máximo possível na pista, por estratégia de pit-stop. Não deu certo. Ponto. Acabou a borracha e deu no que deu. Tivesse dado certo, ninguém falaria nada. E a taça já estaria no armário.

NOVA GUERRA:

A nova guerra da F1 é fora das pistas. Os exércitos não pilotam carros, não se debruçam sobre pranchetas, não examinam pneus, não acompanham detalhes de telemetria. Às vezes, os soldados entendem muito pouco de automobilismo e são dominados por um imenso patriotismo. Fato da guerra feita pela imprensa inglesa, que defende Lewis Hamilton e a imprensa espanhola que defende Fernando Alonso. A nova guerra da F1 tem intriga, falsa boataria, como nunca foi visto na mais importante categoria do automobilismo mundial. Não é guerra religiosa, mas beira o fanatismo.

CONFIRMAÇÕES:

Entre as confirmações da temporada, a mais evidente é Lewis Hamilton, novato, quase campeão, que ninguém apostou no início de temporada, quando se falava somente em três pretendentes (Alonso, Massa e Raikkonen). Mas, as confirmações podem ser ampliadas em menor grau de importância, embora evidentes, para mais alguns pilotos. Entre eles: Sebastian Vettel, duas grandes corridas na Toro Roso; Adrian Sutil, carregando nas costas a Spyker. Podemos acrescentar na lista o recuperado Nico Rosberg. Todos merecem carros melhores para 2008.

URUGUAIANA, 10 DE OUTRUBRO DE 2007.

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

O SALVADOR

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O SALVADOR:

São Pedro salvou novamente a F1. Na segunda corrida do ano com chuva, tivemos a melhor da temporada. Tirando as voltas intermináveis com o inútil safety-car (viu-se mais tarde serem desnecessárias), o GP Japão, abaixo do Monte Fuji, foi eletrizante. Teve de tudo!! Vitória incontestável do novo talento da F1, Lewis Hamilton. Teve erro na escolha de pneus (mais um da Ferrari em 2007). Teve liderança da Toro Roso, com Sebastian Vettel (merece algo melhor). Teve batida inexplicável deste em Mark Weber, estragando a possibilidade de podium para ambos.Teve Spyker marcando seu primeiro ponto, com Adrian Sutil (também, merece algo melhor). Teve a ultrapassagem por fora de Raikkonen sobre Coulthard. Teve o duelo final, insano, de Kubica com vitória de Massa. Teve o fim das esperanças da Ferrari em ganhar, também, o campeonato de pilotos. Teve Alonso no muro e quase sem esperanças de ser tri. Como disse: teve de tudo, no GP Japão.

CONFIRMAÇÃO:

Não foi só o título quase confirmado por Lewis Hamilton que chamou a atenção neste final de semana. O novato inglês mostrou que realmente merece ser o primeiro estreante campeão (na verdade, segundo, se contarmos que Farina ganhou o primeiro campeonato da F1, em 1950). Mostrou maturidade e experiência dos grandes campeões da F1, pilotando com precisão e competência, no dilúvio de Monte Fuji.

DESTAQUES:

Dois novatos, ambos alemães, mostraram que precisam de mais carro: Sebastian Vettel (apesar do erro de bater em Weber) e Adrina Sutil. Este marcou o primeiro ponto da história da Spyker. Deu-se muito bem nas duas últimas corridas, com a evolução do carro. Se derem mais, certamente, mostrará mais...

DUELO:

O duelo da corrida foi nas voltas finais: Massa contra Kubica. Manobras dignas de registro. Porém, só possíveis por força das condições da pista molhada. Caso contrário, nenhum dos dois teria condições de fazer qualquer tentativa, quando mais ultrapassagem. Daí, eu não comparo, por vários aspectos, com aquela famosa disputa de Villeneuve e Arnoux, em Dijon-Prenios, em 1979. Naquela, a pista era seca e foram várias voltas de um verdadeiro duelo.

BOATARIA:

Continua infernal a boataria na F1. Agora, sai a noticia de que Ron Denis e Lewis Hamilton iriam para a novata ProDriver em 2008. Que Alonso seria da Toyotta. Não creio em nada. A McLaren não vai ser extinta, correrá em 2008 com Alonso e Hamilton e será o ano da revanche. A Prodrive terá um novato e o Pedro de La Rosa e os velhinhos não se aposentarão.

CHINA:

A F1 pode terminar domingo. É a vez da China. Outra madrugada... Basta Hamilton chegar na frente de Alonso. Nem falo em Raikkonen este só um milagre. Massa já era. Corre 2008 com a corda no pescoço.

NO AR:
No ar a sexta edição da rádio GRID (www.gridbrasil.com.br). Cada vez, melhor!!!
URUGUAIANA, 03 DE OUTUBRO DE 2007.