quarta-feira, 29 de outubro de 2008

PUBLICADO NO JORNAL TRIBUNA DE URUGUAIANA

NÃO TEM OUTRO ASSUNTO:

No domingo, em Interlagos, se decide mais um mundial de F1. Será a final do 49º campeonato da história, que começo no dia 13/05/1950, em Silverstone, na Inglaterra. É a primeira vez, que um brasileiro decide “em casa”, o título da categoria. Tudo isto, não me sobra outro assunto para abordar aqui.
Todos sabem da minha paixão pelo automobilismo, acompanho a F1, desde 1971. Antes de termos o nosso primeiro campeão, o Emerson Fittipaldi (1972). Vi todas as corridas de Nelson Piquet, todas de Senna, todas de Michael Schumacher. Disse todas. Pois desde lá, não perdi nenhuma, de acompanhar ao vivo. Ininterruptamente. No início, escutava no rádio de pilha, na Globo do Rio, com narração do Jorge Curi, reportagem do húngaro Janos Langel e comentários do hoje meu amigo Celso Itiberê (colunista de automobilismo do Globo), o melhor dos melhores. Depois, veio o compacto, no Fantástico. Finalmente, em 1978, quando fui morar em Porto Alegre, passei a ver ao vivo as corridas nos domingos pela manhã. Lembro que o narrador era o Luciano do Vale. O Reginaldo Leme gatinhava nos comentários. Em 1984, já na era do vídeo cassete, passei a gravá-las. Todas, sem perder um detalhe. Finalmente, a F1 tornou-se um dos maiores espetáculos da terra. Cada corrida uma verdadeira obra de arte no colorido dos carros, dos motorhomes, da sofisticação dos autódromos, cuja arquitetura serve exemplo para outras grandes obras no planeta. Veja-se a que ponto chegou a F1, que corridas são realizadas à noite, com clarão de um dia, ao custo dos bolsos emergentes de Cingapura. Lá no longínquo, 1971, isto nunca me passou pela cabeça...

Depois de uma temporada com 17 corridas já disputadas, me encontro no aguardo da última (18ª). Cheio de expectativas, como se fosse à primeira. Depois de ter acompanhado 593 delas, de um total de 802, já realizadas desde 1950. Dado incrível para quem nasceu dez anos depois da criação da categoria. Talvez, poucos tenham isto no currículo, aqui no Rio Grande do Sul, quiçá até no Brasil. Uma doença, não nego, pois NADA me tira da frente da televisão, durante uma corrida de F1. Disse NADA.

VICENTE MAJÓ DA MAIA - vmmaia@uol.com.br
Uruguaiana, 29 de outubro de 2008.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

BANDEIRADA JUNHO/SETEMBRO DE 2008

EXAGERADA:

Achei equivocada a punição ao inglês Lewis Hamilton, no GP Bélgica. Disputava posição com Raikkonen, devolveu após atalhar a chicane. Recuperou na curva seguinte e foi punido. Agora, mais recentemente, no GP Japão, largou mal e tentando recuperar-se, sofreu nova punição. Reservo-me o direito de achar, novamente, exagerada. Ao que parece, estabeleceram uma nova regra na F1: É proibido ultrapassar. É proibido arriscar. E a implicância dos fiscais parece ser dirigida ao inglês. Veja-se que – recentemente, na Hungria – Felipe Massa arriscou tudo no final da reta, fritou pneus, cortou a frente dos demais, assumindo a liderança da corrida. Por aqui, consideraram a manobra digna de comparativo com a feita por Nelson Piquet, em 1986, sobre Ayrton Senna, no mesmo lugar. Não houve qualquer punição e não deveria ter havido mesmo. Foi risco, arrojo, coragem, determinação. Portanto, entendo exagerada ambas as punições ao inglês: na Bélgica e no Japão.

DAS BOAS:

Não choveu e, mesmo assim, tivemos uma baita corrida de F1, no Japão. Ultrapassagens, punições (quase todas equivocadas), resultados fora dos prognósticos e nova vitória de Fernando Alonso. Ele conseguiu fazer a “carroça” da Renault vencer duas corridas em 2008. Uma façanha. Das maiores. Recupera-se a equipe francesa, projeta-se para a próxima temporada. Recupera-se também Nelson Ângelo que tira a corta do pescoço e mostra que merece nova chance, já que também ajudou na recuperação da equipe. Destaque também para Robert Kubica que mantêm condições matemáticas de chegar ao título, imagem!

CINCO:

Diminuiu (ou diminuíram, me refiro ao episodio das punições) a cinco pontos a desvantagem de Felipe Massa em relação ao inglês Lewis Hamilton. Mas, são duas provas somente para o final. Porém, tanto China, como Brasil, favoráveis à Ferrari. Se é que nesta temporada podemos antecipar algo. E tem o Kubica, como sua BMW, correndo bem por fora, com chances somente na matemática e no improvável. Nem Massa, nem Kubica dependem de seus resultados. Ambos contam com o insucesso de Hamilton. Porém, o brasileiro poderá ser ajudado pelo seu companheiro Raikkonen, já fora da luta pelo bicampeonato. O próximo round da luta, acontece na madrugada de sábado para domingo.

O QUE FAZER?:

É a primeira vez que temos uma prova às 5:00 horas da manhã (deveria ser às 4:00, mas estaremos no horário de verão). O que fazer? Dormir e madrugar no domingo. Ou varar a noite e dormir depois da corrida? Ainda não resolvi. Sério problema para resolver... Mas...Avisarei aos amigos se sair a tradicional reunião (churrasco, cerveja e F1).

URUGUAIANA, 15 DE OUTUBRO DE 2008.

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ILUSÓRIO:

Veja-se que – depois das vitórias não previstas de Vettel e Alonso – aumenta significativamente o número de vencedores na temporada. Somam-se a eles os vencedores: Hamilton, Raikkonen, Massa, Kubica e Kovalainen. Nos últimos anos, foi a temporada com mais número de vencedores diferentes. Porém, por mais incrível que pareça, nada disto significa que tenha havia equilíbrio na temporada. Muito pelo contrário. Houve sim, muitas condições circunstancias que propiciaram a existência de vários resultados fora dos prognósticos. O domínio da Ferrari é evidente. A única equipe a combatê-la é a McLaren. Porém, quando ambas falham, surgem as vitórias inesperadas, sem continuidade, de BMW, Renault e até a Toro Roso. Não por estarem no mesmo nível, mas por circunstâncias.

MERECIDA:

Apesar de circunstancial, foi merecida a vitória de Fernando Alonso, no GP Cingapura. Vejam o sacrifício feito pelo espanhol que passou a temporada inteira. Foi uma recompensa pelo trabalho que se propôs, a partir de um contrato de recuperação da Renault. Quem sabe, com um novo projeto aerodinâmico e com um carro melhor “nascido”, o espanhol volta a lutar pelas vitórias e pelo título em 2009.

CORDA:

A corda está no pescoço de Nelson Ângelo, infelizmente. Creio que não falta talento ao piloto brasileiro. Porém, esteve sempre acostumado a ter todas as atenções de suas equipes, nas categorias onde se formou e mostrou talento. Agora, é apenas mais um tentando espaço na F1. Isto, pode ter sido o principal motivo para ter cometido os erros que cometeu. Veja-se que o piloto chegou a disputar roda a roda o título da GP2 com Lewis Hamilton. Prova de que é do ramo. Mas, precisa se sentir mais a vontade dentro da equipe para render o potencial. Tomara que tenha outra chance.

FUJI:

Na madrugada de domingo teremos mais uma decisiva etapa da F1. Ano passado a prova foi debaixo de um temporal. Alonso bateu, Hamilton venceu e Massa ultrapassou Kubica de forma sensacional na última volta. Mais uma prova que promete, muito embora, a meteorologia preveja tempo bom, no Japão.

CÁLCULOS;

São sete pontos de vantagem para Hamilton. Faltam três provas. Basta para o inglês chegar em segundo em todas elas. Porém, os cálculos não podem ser só assim. Felipe Massa tem duas pistas prediletas pela frente: China e Brasil. Isto pode ser fator decisivo na luta pelo título.

URUGUAIANA, 08 DE OUTUBRO DE 2008.
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DRIVE-THOUGH:

A punição de Lewis Hamilton na Bélgica, ocorreu após o término da prova, porém, era equivalente a um “drive-trough” (na linguagem da F1, uma passagem pela área de Box, com a velocidade de pit-stop). Calcula-se que tal passagem represente a perda de 25 segundos para o piloto. Como a punição não ocorreu durante a prova, os fiscais resolveram somar ao tempo de inglês, os 25 segs. O grande ponto da discussão é em relação ao cabimento ou não de recurso, no caso de aplicação desta punição (drive-trough). Assim, encontramos uma grande divergência a ser debatida: primeiro, se houve ou não a infração; segundo, se cabe o recurso da McLaren, já que não é admitido recurso ao drive-trough.
Minha opinião: a punição foi totalmente INJUSTA. Não se pode proibir de ultrapassar. Não é claro se houve a vantagem de Hamilton com a manobra, ao que me pareceu o inverso: Raikkonen se apresentava muito lento no local. Porém, questiono o fato de que não é admitido o recurso no drive-trough. Portanto, creio que a decisão foi corretamente mantida por este segundo aspecto. O campeonato pode ter se decidido a partir desta punição. Foram sete pontos em discussão.
É uma regra a ser modificada na F1, concedendo o direito de discussão em relação à punição.

PROÍBIÇÃO:

Não gostei nada daquilo que vi, no GP Itália. A cada passagem sobre as zebras, os pilotos se apressavam em devolver a posição. Ora, há muitos anos se discute a ultrapassagem na F1. Agora, que elas às vezes acontecem, punem-se os pilotos. Sinceramente, quem acabar com o espetáculo.

ILUMINADO:

No próximo domingo, nas ruas do novo circuito de Cingapura, a primeira corrida com luz artificial na F1. O GP Iluminado. Cabe uma explicação: o GP será de noite em Cingapura, para obedecer ao horário normal das corridas na Europa (14:00 horas). É a força da televisão, que obrigaram os organizadores ao custo altíssimo da luz artificial para que pudessem realizar o GP. A direção da categoria irá forçar outros países ao mesmo procedimento, padronizando o horário da largada.

DOIS:

Com a confirmação do resultado do GP Bélgica, a diferença ente os dois pretendentes ao título é de somente um (01) PONTO. A vantagem de Hamilton é no ponto, porém, não é em vitórias, onde Massa tem mais. Quase, portanto, um empate técnico. Os demais estão fora da briga. Faltam quatro provas e a diferença para Raikkonen é de 21 pontos. O finlandês terá que ser fiel escudeiro de Felipe Massa até o fim do campeonato.

URUGUAIANA, 24 DE SETEMBRO DE 2008.
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PRESSENTIMENTO:

A minha coluna, antes do GP Bélgica, revela um pressentimento: que na primeira prova com chuva daria vitória de Sebastien Vettel. Dito e feito! A minha sorte é que está escrito. Repito o que escrevi (basta ver as colunas anteriores): “...Porém, se chover, poderemos ter grandes surpresas. Coisas imprevisíveis, como uma vitória da Toro-Roso, com um Vettel da vida. Só para citar um exemplo. Aguardemos, então.”
Não vou dizer mais nada!

NOVA GERAÇÃO:

Fala-se muito na nova geração de pilotos da F1. Pródiga é certa. Porém, alguns precisam ocupar melhores espaços para revelação de seus talentos. O próprio Vettel, por exemplo, fez uma grande façanha, em Monza, mas dificilmente poderá repeti-la num futuro próximo, já que pilotará uma Red Bull, em 2009, carro que ainda não tem condições de levá-lo a ocupar um espaço importante entre os pretendentes à vitória e títulos no próximo ano. Portanto, é um desperdício. Existem outros casos de pilotos talentosos, que estão explodindo de vontade de ocuparem melhores lugares e que não tem chances.

FAÇANHA:

Realmente, é uma façanha vencer em Monza pilotando um carro de segundo time e de quinto escalão na F1. O resultado conseguido por Vettel é – na minha visão – superior ao segundo lugar de Ayrton Senna, de baixo de chuva, com uma Tolemann, em 1984. Desculpem os mais fanáticos. Mas... Não estou desmerecendo o feito de nosso grande campeão. Vejam que, dois anos atrás, o carro de Vettel era - nada mais, nada menos – do que uma Minardi, um dos piores carros da F1. Claro que os mais fanáticos vão me corrigir e dizer que a Toro Roso tem o dedo de Adrian Newey. Porém, a equipe principal dos energéticos (Red Bull) nunca chegou perto da vitória e já tenta há muito tempo, com um orçamento bem maior que a equipe “B”, pilotada por Vettel. E um detalhe de registro importante: a vitória foi em Monza, não em circuitos que nivelam por baixo os carros, como é o caso das pistas de rua.

PROIBIDO:

Olha! Que baita frescura criaram na F1, depois da punição de Hamilton, em Spa. Toda vez que o piloto conseguia passar, usava as zebras, fazia um pequeno atalho e vinha à ordem da equipe para devolver a posição. Foi decretado, então: é proibido ultrapassar! Sinceramente, querem acabar com o espetáculo. O pior de tudo é que os pilotos ficam nas mãos da decisão de fiscais, que – muitas vezes – sequer sentaram em carros para pilotar em uma corrida.

CAMPEONATO:

Definitivamente, o campeonato ficou entre Lewis Hamilton e Felipe Massa. Diferença de um só ponto em favor do inglês. Os finlandeses (Kovalainen e Raikkonen) trabalhando em prol de seus companheiros de equipe. Quatro etapas de grande emoção. Com o “gran finale” no Brasil em novembro.

URUGUAIANA, 17 DE SETEMBRO DE 2008.
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QUATRO MINUTOS:

Não vamos resumir o GP Bélgica, em Spa-Francorchamps, há apenas os quatro minutos finais. Foi uma ótima corrida, quase na sua totalidade. Na largada ficou claro que teríamos grandes emoções. Já havia antecipado, na semana passada, que – em Spa – não é necessário chover para termos emoção. E foi assim. Porém, as voltas finais foram algo eletrizante. Os minutos finais estilo ao GP Mônaco, 1982, quando o Diretor de Prova, incrédulo, aguardava o vencedor, depois de uma chuvarada, antes da bandeirada. Em Spa, domingo, foi quase isto. Quem não fez um pit-stop de emergência, arrastou-se pela pista e pela grama na última volta da corrida, criando uma enorme expectativa. Coisas incríveis aconteceram, tanto que o resultado ainda está sendo discutido. Mas é outra prova para não esquecer.

DISCUSSÃO:

Não ainda de nada lermos textos sobre o GP Bélgica, sem entre no mérito da discussão e tomar uma posição sobre o resultado da corrida, na questão da punição de Hamilton. Portanto, vou dar a minha: INJUSTA! Vejam o seguinte: havia a disputa da posição entre Raikkonen e Hamilton, na chicane Bus-Stop. Ambos se enrolaram. Chegaram a roçar os carros. Hamilton efetivamente atalhou. Porém, fez a manobra clara de devolução da posição. Mas, a partir daquele momento, vimos o carro de Raikkonen muito mais lento do que o normal. Visivelmente, lento. Tão longo cruzaram a linha de chegada completando mais um volta, o inglês retomou o seu objetivo de ultrapassar o Raikkonen que estava muito, muito lento. O fez. Portanto, acho que a manobra foi normal. O que não foi normal, foi o fato de que Raikkonen estar muito mais lento. Falam que Hamilton vinha com melhor tração, porém, discordo desta posição. Quem vinha tentando acelerar na pequena reta era Raikkonen. Hamilton vinha desajustado pela parte do atalho. Assim, injusta – na minha ótica – a punição do inglês Lewis Hamilton.

GRAVE:

Surge a noticia de que a McLaren teria consultado os Fiscais, após a manobra, sendo que eles teriam validado a atitude de Hamilton. A consulta teria sido feita de modo a propiciar a Hamilton, se recuperar, caso tivesse que entregar novamente a posição para Raikkonen. Com a confirmação dos fiscais, Hamilton foi embora, fez o seu restante de corrida e venceu. Depois, a equipe foi surpreendida pela punição. Caso a ser discutido na apelação.

MASSA:

Numa corrida discreta, massa acaba sendo declarado vencedor, diminui a desvantagem para Hamilton, tira do campeonato Raikkonen e parte para as provas finais com a inteira preferência da equipe Ferrari. Está correndo com a cabeça e está sendo beneficiado pela sorte. Tem tudo para chegar ao Brasil disputando o título.


MONZA:

AS emoções seguem domingo. Agora, é no templo de Monza na Itália. Tudo pode acontecer...

URUGUAIANA, 09 DE SETEMBRO DE 2008.
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FASCINANTE:

Entre aquelas (corridas, é claro!) que mais espero está o GP Bélgica, em Spa-Francorchamps. Talvez, a única corrida dos circuitos históricos da F1, que ainda trás boas emoções. É risco extremo, alta velocidade, lugar fascinante, entre o arvoredo nas “vilas” de Spa e Francorchamps. O circuito teve origem em uma estrada que ligava as duas localidades. Por isto, até, tem uma chicane, que passa pela “Parada do ônibus” (Bus-Stop). É sempre um desafio para os pilotos o contorno da Eau-Rouge, um “S” em subida, que dá “frio”, até quando se pilota em vídeo-game. E tem a Blanchimont a curva mais veloz da F1. E a largada no grampo da “La Source”, onde vários já ficaram fora.

CHUVA:

A previsão meteorológica garante 80% de possibilidade de chover na hora da prova. Fico pensando: se Spa é uma corrida boa, quase sempre, porque não choveu, então, em Valência, onde tivemos a prova mais chata da história da F1. Acho que em Spa não precisa chover para ser uma boa corrida. Porém, se chover, poderemos ter grandes surpresas. Coisas imprevisíveis, como uma vitória da Toro-Roso, com um Vettel da vida. Só para citar um exemplo. Aguardemos, então.

IMPORTANTE:

Muitas definições poderão acontecer nas próximas duas semanas e duas corridas. Não haverá intervalo entre Spa e Monza, a próxima. Assim, as pretendentes ao título, em número de três (Hamilton, Massa e Raikkonen) terão que marcar o máximo de pontos possíveis para se manterem na “briga”. Quem fraquejar, fica fora a partir do GP Cingapura e sem a preferência da equipe.
Para Spa, um detalhe: nas últimas três corridas disputadas no circuito belga deu Raikkonen (2004, 2005 e 2007). **Em 2006, não teve o GP da Bélgica.

MOTORES:

A Ferrari e Massa têm uma preocupação extra para o veloz circuito belga. Será a segundo prova do motor. Portanto, depois dos últimos acontecimentos, toda a cautela é pouca. Por sua vez, Raikkonen estará de motor novinho em folha. Mas, estará em desvantagem, na semana seguinte em Monza. O assunto é relevante, pois a Ferrari chegou a pensar em trocar o motor de Massa para o GP Bélgica, sem perder as posições no grid, usando da possibilidade de uma troca que faculta o regulamento.

URUGUAIANA, 03 DE SETEMBRO DE 2008.
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AS GALINHAS E OS OVOS:

Esperamos por três semanas a volta da F1. Esperamos a estréia do GP Valência, cujo objetivo é rivalizar com Mônaco a preferência. Esperamos por mais uma corrida de rua, num lugar paradisíaco. Esperamos por grandes disputas. Por grandes emoções. Enfim, esperamos...
Mas, lembrei domingo, após o GP, de uma frase milenar de minha bisavó: “muita galinha e pouco ovo”. Acho que foi isto o GP de Valência. Muita expectativa e pouquíssimo resultado positivo. A pista é paradisíaca, porém, não rivaliza com Monte Carlo. A corrida foi das piores que já vi em minha vida. Os três primeiros não mudaram durante todas as voltas da corrida. Ultrapassagens: zero. Não vi nenhuma. De positivo, somente a vitória do brasileiro Felipe Massa, deixando o campeonato cheio de expectativas até o seu final.

PASSEIO:

Por falar em Felipe Massa, registre-se o verdadeiro passeio no Porto de Valência, na beira do Mediterrâneo. Pole, melhor volta e vitória de ponta a ponta. Diminuiu a desvantagem em relação ao líder Lewis Hamilton e superou seu companheiro de equipe na tabela. Credencia-se para obter a atenção total da equipe nas seis provas finais do campeonato. Resumindo: amadureceu o seu título.


DESMOTIVAÇÃO:

Apesar de negar, é clara a desmotivação de Kimi Raikkonen, nesta temporada. Na metade da temporada, houve declarações de aposentadoria do finlandês e de seu aborrecimento com os compromissos contratuais. Da falta de tempo para gozar a vida! Não estaria ele sabendo conviver com as obrigações com seus patrocinadores e da equipe. Realmente, trata-se de um piloto diferente. Completamente a moda antiga. Como já conquistou o seu “pé-de-meia” na F1, pode estar dando adeus e indo finalmente realizar o sonho: Não fazer nada... Existe algo melhor?

ESPECULAÇÕES:

Fala-se muito na “aposentadoria” de Raikkonen. Isto abriria uma vaga importante na Ferrari. Quem se credencia é Fernando Alonso. O espanhol é assediado pela Honda, a pedido de Ross Brawn. Há falatório, também, em relação ao espanhol na BMW, no lugar de Hiedfeld. Alonso disse que – até final de setembro – define o seu futuro.

FICA:

Nelson Ângelo deve mesmo ficar na Renault. Não vejo possibilidade de que seja trocado, já que reagiu bem nas últimas provas e conseguiu um podium, coisa que nem o bicampeão Alonso conseguiu para a fraca Renault. Se alguém tem problema dentro da equipe, este alguém é o próprio carro. Péssimo até agora.

URUGUAIANA, 28 DE AGOSTO DE 2008.
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CIRCUITO URBANO:

Mais uma prova em circuito urbano, na F1. Desta vez, será o GP Europa, nas ruas de Valência, Espanha. Interessante, pois Valência tem um autódromo, onde várias modalidades competem (carros e motos). O circuito é totalmente novo, para a F1, embora já tenha sido usado em outras categorias. O desafio será a curva UM, feita (calcula-se) a mais ou menos em 290 km/h, sem área de escape. Perigo eminente. A previsão é que o Safety-Car entre várias vezes, durante a corrida. Portanto, as equipes terão grande trabalho nas suas estratégias de corridas e saber administrar bem as entradas de pit-stop de seus pilotos.

AS MELHORES:

Não nego! Sou fanático pelas corridas de rua. Até quis trazer uma delas para as ruas de Uruguaiana, em 2002 (F-3 sul-americana). Quase consegui realizar meu sonho. Mas, as da F1 são especiais. É um desafio atrás de outro. Quando vejo o calendário com os GPs: Austrália, Mônaco, Canadá, Valência e Cingapura, todos em circuitos urbanos, é a gloria para mim. Certamente, vou estar na frente da televisão vidrado, durante todo o final de semana. Quanto mais provas de rua, melhor.

VISUAL:

Pelo que vi na internet, não gostei muito do visual da pista. Muito muro e grades. Pouco da cidade. Mas, como disse, em imagens precárias vistas na internet. Quem sabe, no quando começarem os treinos, aparecem os pontos principais da cidade.

RISCO:

Tentei de tudo para saber sobre a programação da televisão “oficial”, no domingo, já que teremos provas e o encerramento das Olimpíadas de Pequim. Ninguém sabe informar nada. Manifesto a minha preocupação, pois há risco de termos um GP fracionado. Misturado com provas das Olimpíadas. Espero ver toda a corrida.
Até entenderia a prova não ser livre na sua integra na televisão aberta, se fosse oportunizada a imagem na televisão à cabo. Mas, sabemos isto não acontece. Esperemos então. Quem tiver a informação, não deixe este colunista de fora.

IMPORTANTE:

A corrida será muito importante para o campeonato. Tanto a McLaren, como a Ferrari se apresentam como favoritas a vencer nas ruas de Valência. Não há como fazer um prognóstico adequado. Primeiro, pois é a estréia do circuito. Não há dados de comparação. Segundo, pois – com a parada de três semanas – muitas novidades serão apresentadas pelas equipes.

URUGUAIANA, 20 DE AGOSTO DE 2008.
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CORRIDA DE NEURÔNIOS:

O intervalo de três semanas, que estão sendo chamados de “férias”, já é tradicional no calendário. Servem para os pilotos “descansarem” dos carros, mas atenderem seus compromissos publicitários. Enquanto isto, as equipes de engenheiros das principais equipes fervem os neurônios, tentando achar soluções que lhe permitam dominar o final da temporada. Quem sabe, levar seus pilotos ao título e suas equipes a vencer o mundial de construtores. Quase sempre, conseguem achar soluções e surpreender nas provas seguintes do campeonato. Tudo porque não são somente os carros que correm rapidamente nas pistas. São as invenções dos engenheiros, que mudam a cada momento para deixarem os carros mais rápidos. A F1, portanto, corre 24 horas por dia, durante 365 dias do ano.
Se não temos corrida nas pistas, certamente, há correria nas fábricas, no grupo de engenheiros, tentando soluções mirabolantes para a definição do campeonato. É só esperar, então, pelas novidades. Tudo pode mudar na próxima corrida...

F1 E AS ELEIÇÕES:

A temporada da F1 deu uma parada de três semanas. Descanso para uns e muito trabalho para outros. Porém, até as nossas eleições (05/10/2008), ainda teremos quatro provas (Valência, Spa, Monza e Cingapura). Até lá, as equipes já terão elegido seus candidatos ao título, bem se vendo que somente a Ferrari ainda tem dúvida no voto (se fica com Massa ou Raikkonen, para enfrentar Hamilton da McLaren). Mas, a definição deve ser rápida, pois a equipe italiana já não tem amplo favoritismo anterior e Hamilton continua liderança o campeonato, enquanto os pilotos da Ferrari se dividem entre bons e maus resultados.

MUDANÇAS:

Fervem, também, as informações sobre a formação das equipes para a próxima temporada. De todos os nomes de destaque, o único ainda indefinido é o de Fernando Alonso. Novamente, diga-se de passagem. Ano passado, a tônica foi saber qual a equipe do espanhol. Parece ser esta a única dúvida, mas que – porém – poderá modificar alguns lugares nas equipes. Mexendo-se a peça Alonso, poderemos ter gente desempregada. Por enquanto, o único que definiu sua nova equipe é o alemão Sebastian Vettel. Este vai de Red Bull, oficial, em 2009.

POSSIBILIDADES:

A possibilidade maior é que Alonso fique onde está e quase todas as equipes repitam a mesma formação em 2009. Porém, há a possibilidade do espanhol ir para a Honda (pedido de Ross Brawn). Neste caso ou Barrichello ou Button perderia a vez (Brawn gosta de Barrichello). Porém, falasse em BMW e neste caso trocaria de lugar com Nick Hiedfeld, que iria para a Renault. Falasse, ainda, na Toyotta, possibilidade descartável.

URUGUAIANA, 14 DE AGOSTO DE 2008.
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COISAS DE CORRIDAS:

O que aconteceu com Felipe Massa, no GP Hungria, não é nenhuma novidade em corridas de automóveis. São vários os exemplos. Lembro alguns trágicos, como o fato de Michael Schumacher ter perdido o título de 2006, para Fernando Alonso, logo após o estouro do motor Ferrari, no GP Japão. O alemão vinha reagindo no campeonato e foi fulminado pela quebra do motor da Ferrari. No caso de Felipe Massa, as coisas são um pouco diferentes, pois o piloto brasileiro ainda tem sete provas que poderão oportunizar uma recuperação no campeonato. Portanto, não se pode “atirar” toda a culpa do mundo para a equipe italiana. Quebrar motores são fatores previsíveis em corridas de automóveis e, desta forma, não é hora de lamentações. Registre-se que de bom, ficou a largada arrojadíssima do brasileiro e a lição: corrida são corridas. Dizia o mestre Fangio.

CIRCUNSTANCIAS:

Outra corrida definida pelas circunstâncias. Veja-se que Kovalainen largou mal, ficou conformado com o terceiro lugar. Mas, a sorte sorriu para o finlandês (100 vencedor da história da F1). Primeiro, o pneu furado de seu companheiro Hamilton. Depois, a quebra de Felipe Massa. A primeira vitória caiu no colo do piloto. Mas, mais pelas circunstâncias; menos, por sua atuação na corrida.

DESINTERESSE:

O grande problema de Massa foi o aumento da vantagem de Hamilton na tabela. Porém, dois fatores correm do lado do brasileiro: primeiro, a McLaren já não tem a vantagem adquirida nas provas anteriores. Segundo, o desinteresse de seu companheiro de equipe, que – apesar de estar melhora classificado na tabela – parece não estar preocupado com o campeonato. É crível a frieza do “Homem de Gelo”. Parece não estar nem um pouco preocupado em defender o seu título e lugar pelo bi.

REAGINDO:

A Renault parece estar reagindo em relação ao péssimo inicio de temporada. Está longe ainda de lugar sempre pelo podium e mais distante ainda das vitórias. Porém, os carros têm marcado pontos nas últimas corridas. Bom para Alonso e melhor ainda para Nelson Ângelo.

FÉRIAS:

Agora, a F1 ganha três semanas de “férias”. Quando voltar, será o GP Europa, na nova pista de rua de Valência, na Espanha. Pelo que vi na “rede” pista cheia de muros e poucos espaços abertos para que o telespectador veja a cidade. Porém, foi uma simulação. Tomara que a realidade seja diferente.

URUGUAIANA, 08 DE AGOSTO DE 2008.
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SALVAÇÃO:

Qual será a salvação do GP, neste final de semana? É uma pergunta com resposta importante. Nas duas últimas, tivemos boas corridas. Uma pela chuva. Outra pelo acidente de Glock. Agora, esperamos por uma ação circunstancial para não termos em Hungaroring, uma grandiosa chatice. A pista é estreita, sem pontos de ultrapassagens, não foi modernizada. Geralmente, quem sai na frente: vence! Com o favoritismo de Lewis Hamilton, parece que o resultado já está projetado. Esperemos, então, pela salvação!

INVERSÃO:

Na primeira metade da temporada ficou claro o domínio da Ferrari. Porém, a vantagem não se confirmou na tabela de classificação, onde seus pilotos não conseguiram abrir vantagem em pontos. Dividiram interesses, cometeram erros, houve falhas da equipe. Neste período, a McLaren limitou-se a fazer o que era possível. Assim, manteve seu piloto perto na tabela de classificação, apostando no desenvolvimento do carro. Deu certo! Inverteram-se os valores. Na segunda metade quem parece estar melhor é juntamente a equipe inglesa. Lewis Hamilton lidera, tem pistas pela frente, onde pode aumentar a vantagem. Transferiu o problema para a rival. Vamos ver se os italianos saberão administrar a inversão dos papéis e força para recuperar a liderança do campeonato.
BRASILEIROS:

Depois de Massa liderar o campeonato, de Barrichello e Piquet subirem ao podium, caímos na realidade. Somente uma combinação de resultados pode levar os dois últimos a um bom resultado em Hungaroring. Algo fora da normalidade. Em relação à Massa, é o único que pode ter chances de lutar por um bom resultado. Mas, a liderança no campeonato, dependerá mais de um fracasso de Hamilton, do que da força da Ferrari. A sua missão principal deverá ser manter-se a frente do companheiro de equipe: Raikkonen.

MELHOR DIVISÃO:

Mais uma vez, surge movimento de dirigentes na F1. As equipes principais chegaram até a formar recentemente uma nova associação - FOTA (Formula One Teams Association) - para evitar a retirada de marcas importantes do cenário do automobilismo, bem como, para pressionarem a direção da categoria. Não há rupturas. Nas vezes anteriores, os movimentos foram acalmados, abaixo de melhor divisão do ”bolo” ($$$$). Agora, não sei.


URUGUAIANA, 31 DE JULHO DE 2008.
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CIRCUNSTANCIAS (I):

O GP está exatamente como eu tinha anunciado aqui no Bandeirada: uma grande procissão. Porém, até o acidente de Timo Glock, que obrigou a entrada do Safety-Car na pista e embaralhou os carros e modificou o resultado da corrida. Portanto, se tivemos uma boa metade de prova, foi por circunstâncias, não por força de eventual equilíbrio entre os carros ou de ultrapassagens e disputas interessantes. Nada disto! Se Glock não tivesse batido, teríamos um inicio de domingo sonolento, aborrecedor.

CIRCUNSTANCIAS (II):

O resultado mais badalado pela nossa imprensa, relativo ao segundo lugar e podium de Nelsinho Piquet, também, foi obra das circunstancias. Não tivesse ele a sorte de estar no box, exatamente na hora do acidente de Glock. Modificou a sua história na corrida, na Renault e, quem sabe, no seu futuro na F1. Mas, temos que registrar que foi muito bem, quando esteve na liderança e na manutenção do segundo lugar. Se tiver um carro melhor, pode surpreender, sim!

RELEVANTE:

Tão relevante quanto o resultado de Piquet, foi o fato de que os engenheiros de Fernando Alonso copiaram o seu SETUP, depois do treino de sexta-feira. Ora, isto desmente completamente a história que correu na imprensa brasileira, que Piquet não vinha colaborando com as informações para a equipe. Não treinava e não trazia bons dados. Ora, se o bicampeão do mundo, badalado Fernando Alonso, usa do expediente de copiar o seu setup, significa noticia contrária ao que se divulgava. Aliás, eu já havia alertado aqui no BANDEIRADA, algo. Veja-se que Piquet era piloto de testes da Renault. Nesta condição, é obrigado a saber passar informações sobre o comportamento do carro.

DOMÍNIO:

Olha, contrariando aquilo que todos “achavam”, a McLaren recuperou terreno, passou a Ferrari. O título não ficará oriundo de uma disputa interna entre Massa X Raikkonen, como se dizia. O domínio de Lewis Hamilton foi massacrante, na Alemanha. Assumiu a liderança do campeonato e definitivamente se inscreveu entre os pretendentes ao título. Fica melhor assim a F1. Quanto mais gente melhor.

PENA:

Que pena ver um Kovalainen não fazer nada com uma McLaren. Ver Alonso e Piquet com uma carroça da Renault. Poderíamos ter mais gente na fila de pretendentes ao título.

ERRO OU ACERTO?

Discutiu-se muito se a McLaren errou ao não chamar Hamilton para o pit, quando da batida de Glock. Inclusive, a grande imprensa manifestou que foi um sério equivoco da equipe. Porém, o resultado final foi de vitória de Hamilton. As circunstâncias em que ela aconteceu, não são relevantes. Portanto, a estratégia foi certa. Deu a vitória e a liderança do campeonato para o inglês.

URUGUAIANA, 23 DE JULHO DE 2008.
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ÍNDIOS:

Depois do que se viu nas provas de Mônaco e Silverstone, disputadas sob pista molhada e pelo que não se viu na Malásia e na Espanha, disputadas em pista seca; convido aos meus leitores para que passem a rufar os seus tambores, como faziam os índios, em busca de alguns pingos de chuva para que possamos nos divertir, durante o GP da Alemanha, no próximo domingo. Caso contrário, a previsão é que teremos mais uma procissão dominical. Portanto, vamos aos batuques. Vamos pedir chuva!!!

FLORESTA NEGRA:

A “nova” F1 podou do circuito de Hockenheim, a parte da chamada floresta negra. Tiraram as grandes retas e um passeio entre um arvoredo maravilhoso. Optaram por um circuito mais curto, mais “moderno”, cujas corridas são mais previsíveis, mais sem graça e sem o antigo visual. E de quebra, a floresta ajudava na alteração climática da região. Por muitas vezes, chovia na mata e fazia sol no lugar onde hoje está a pista.

E PARA PIORAR AS COISAS...:

Pois a exemplo do que já havia acontecido antes do GP da Espanha e da Inglaterra, foram autorizados – também – testes na semana passada em Hockenheim. Isto significa que todos chegam para disputar o GP Alemanha, com seus segredos já revelados. A McLaren andou bem, a Ferrari ficou em segundo e o resto é o resto. Assim, sem chuva. Sem emoção.

SEM CRÉDITO:

Mesmo liderando o campeonato, o piloto brasileiro volta a não ter crédito entre os torcedores brasileiros. Explico: conceituado site de automobilismo fez a seguinte pergunta durante a semana: “Se Alonso for para a Ferrari, quem sai ou perde o lugar?” A resposta foi que a grande maioria - 55% - entende que quem perde o lugar é o brasileiro. Isto acrescido de mais 12% que entendem que tanto Massa, como Kimi devem sair. Portanto, o percentual de quem não acredita em Felipe Massa está em 67%. É muito para quem lidera o campeonato.

DÚVIDA:

A aposta da semana é para saber quem saíra de Hockenheim como líder do campeonato. Há quatro opções: Hamilton, Massa, Raikkonen e Kubica. Os três primeiros dependem só de seu resultado. Chegar na frente dos demais. Kubica precisa de um pouco mais.

URUGUAIANA. 16 DE JULHO DE 2008.
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INTERVENÇÃO:

Mais uma corrida que se tornou sensacional devido à intervenção da chuva. A F1 segue dependente da chuva para proporcionar emoção e corridas interessantes. Quanto mais possas d’água, maior é o atrativo, maior o desafio e mais imprevisível o resultado final. É isto que buscamos ao ver a F1. É isto que buscamos quando sentamos na frente da televisão, nas manhãs de domingo. Infelizmente, a F1 tornou-se dependente. As mais diversas pesquisas e modificações em regulamentos não foram suficientes para tornar a F1 atrativa. Precisou-se do auxilio da natureza, para que pudéssemos nos divertir. Um atestado de incompetência para os dirigentes e um atestado de solidariedade outorgado por São Pedro. O Santo da F1.

BEM:

Lewis Hamilton se recuperou, em casa, fez uma bela corrida. Tranqüilo na frente, não cometeu erros, diferente da maioria de seus adversários. A McLaren, em franca evolução, trabalhou bem nos pits e garantiu a vitória e liderança para seu piloto, que – antes da prova - era somente o quarto no campeonato. Bem, também, Nick Hiedfeld e Rubens Barrichello integrantes do podium, porém, ambos quase um volta atrás do vencedor.

MAL:

Por sua vez, Felipe Massa foi muito mal no GP. Cinco rodadas, deu a sorte de não ter achado o muro ou a caixa de brita (destino que tirou Piquet, numa única rodada). Não é bom de chuva. Não adianta a grande mídia insistir. Pela atuação em Silverstone, revelou a “velha” inconstância de pilotagem e de resultados, que tem atrapalhado seu desempenho. Agora, luta de igual para igual pelo titulo com o seu companheiro e mais a companhia indigesta de Hamilton e sua McLaren, cada vez mais forte. Complicou as coisas. Sozinho.

RELARGADA:

Chegamos à metade do campeonato com três pilotos empatados com 48 pontos na liderança do campeonato (Hamilton, Massa e Raikkonen). O quarto (Kubica) vem logo atrás com 46. Coisa inédita na categoria. A partir da Alemanha, próxima prova, acontecerá uma espécie de relargada no campeonato. Tudo praticamente do zero entre os quatro pretendentes ao título. Com alguns detalhes importantes como a estréia de duas provas em circuito de rua: Valência e Cingapura. O que, certamente, aumentará o grau de dificuldade e de imprevisibilidade do campeonato.

URUGUAIANA, 08 DE JULHO DE 2008.
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METADE:

Estamos chegando à metade do campeonato de 2008. Sinceramente, ninguém poderia prever que – nestas alturas – um dos pretendentes ao título seria o polonês Robert Kubica. Talvez, só os mais otimistas acreditaram em Felipe Massa, principalmente, depois do inicio de temporada titubeante do brasileiro. E depois do ano passado, ninguém mais acreditava na volta da falta de sorte do atual campeão, Kimi Raikkonen. Mas, parece que a aura de pé-frio voltou a acompanhar a carreira do finlandês. E, ainda, o desempenho pouco previsto da McLaren, com Lewis Hamilton. Apesar da situação pouco prevista, temos quatro pretendentes ao título. Igual ao que acontecia no ano passado. Mas, com diferenças: desta vez, são três carros diferentes e Fernando Alonso foi substituído na briga por Robert Kubica.

HORA “H”:

Bom! É evidente que a etapa da Inglaterra, a ser disputada em Silverstone, nesta final de semana, será importantíssima para algumas definições. Principalmente, quando se trata de tabela de classificação. Porém, talvez, os mais ameaçados pelos resultados são: Robert Kubica, que parece ainda não ter carro para acompanhar a concorrência e Kimi Raikkonen, que duas provas atrás era o líder do campeonato e, agora, aparece somente na quarta posição. Este ameaçado dentro da equipe pelo líder Felipe Massa. Com mais um resultado negativo, a Ferrari poderá definir o primeiro piloto e investir as “fichas” no brasileiro. Esta deve ser – portanto - a torcida brasileira: secar Raikkonen.

PRENÙNCIO:

Prenúncio de uma corrida chata. Adivinhem, por quê? Pelo simples fato de que – na semana passada – as equipes treinaram em Silverstone. Ora, com tanto lugar para exercer atividades, a direção da categoria autoriza testes na pista da próxima corrida. Assim, se não chover (como está previsto), teremos um carrossel, costumeiro, sem ultrapassagens, sem nada para se divertir. Tomara que eu esteja errado.

CASA:

Quem corre em casa é a McLaren, que, aliás, fez bons testes em Silverstone na semana passada. A Ferrari – apesar da vitória de Raikkonen, ano passado – não tem bom retrospecto recente nesta pista. Na era Schumacher, o alemão somente conseguiu uma vitória nesta pista, em 1998. Mas na história de Silverstone há em empate técnico entre as tradicionais: McLaren, 11, Ferrari, 11 e Williams, com 10 vitórias. Quem sabe, um desempate no domingo.

URUGUAIANA, 02 DE JULHO DE 2008.
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GANGORRA:

Uma verdadeira gangorra está acontecendo com os pilotos da Ferrari, nesta temporada. O campeonato começou com Felipe Massa titubeando e Raikkonen assumindo a liderança. Porém, nas últimas três provas, o finlandês teve sérios equívocos e o balanço inverteu-se em favor do brasileiro. De quebra, as falhas da Ferrari. Também balançam. Ora, atingem Felipe Massa, ora atingem Kimi Raikkonen. Talvez, por isto, o campeonato se mantenha equilibrado até agora, pois - caso contrário - teríamos um fácil domínio da equipe de Maranello, já que é o melhor carro deste ano de 2008. Veja-se que Massa reagiu a partir das três ultimas provas, onde Raikkonen somente marcou oito pontos. Isto, inclusive, contando-se que tinha vitória certa em Magny-Cours e sua Ferrari teve o escapamento quebrado, coisa que não é normal. Na prova anterior, foi abalroado grosseiramente por Hamilton na saída do box. E em Mônaco, erro duplo, da equipe que o deixo sem pneus na largada e a batida vexatória no carro de Sutil. Por isto tudo, corridas são corridas. Quem se aproveitou bem do momento foi o brasileiro Felipe Massa, que agora lidera o campeonato.

LEMBRANÇA:

Enquanto os pilotos da Ferrari dividem pontos e vitórias, eu aqui lembro 1986 e do ano passado. Em ambas, a melhor equipe perdeu, pois não priorizou um de seus pilotos. Em 1986, Piquet e Mansell dividiram pontos e vitórias. Alain Prost acabou campeão. No ano passado, a briga interna da McLaren dividiu a equipe e o título acabou com a “quase zebra” Raikkonen. Mais uma vez, a história parece se repetir. O fim, ninguém sabe.

O VERDE E O MADURO:

Apesar de ter disputado o título do ano passado, Lewis Hamilton continua VERDE. A manobra da largada, quando encurtou a pista é a prova. Por sua vez, apesar de conseguir a primeira vitória, o polonês Kubica não se precipitou na seguinte, fez o que poderia fazer. Parece MADURO.

MOTIVAÇÃO:

Cada vez maior a motivação do brasileiro Felipe Massa. Assumiu a liderança do campeonato, está com a sorte virada para seu lado. O principal adversário Raikkonen parece despreocupado com os resultados e mais interessado em se livrar dos contratados de publicidade que o impedem – muitas vezes – de ver as partidas de Hóquei no Gelo, de seu time de Espoo. O brasileiro tem que aproveitar as próximas três provas e se firmar na liderança. Daí, o título estará nas mãos.

URUGUAIANA, 25 DE JUNHO DE 2008.
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LISTA:

Se Bernie apresentou a sua lista indicando Alonso e Kubica como os melhores pilotos da atualidade, nós temos o direito de opinar e debater o assunto. Até porque Bernie (o Ecclestone) não foi “convidado” a se manifestar sobre o assunto. Foi espontâneo. Assim, posso concordar e discordar do grande comandante da F1. Na minha lista, tem Alonso, mas não tem Kubica. Tem Raikkonen. São nomes consolidados. O polonês, apesar da vitória no Canadá, ainda tem um longo caminho até chegar ao topo. Precisa ser melhor que Hamilton. Se tiver que escolher um dos novos, fico com o Vettel. O tema é para ampla discussão.

MAGNY-COURS:

O circuito de Magny-Cours não chega a ser de nova geração. Porém, é o mais novo da França. Não está entre as corridas que trazem emoção ao espectador. Portanto, quem espera uma grande corrida no domingo, que espere. Provavelmente, não vai ser desta vez. A não ser é claro, que ajam agentes da natureza que venham a trazer emoção para a corrida. O circuito é estreito, só tem a curva Adelaide, onde os pilotos tentam ultrapassar fazendo o famoso “X”. E resto, largar na frente é muito importante. Só uma grande estratégia pode mudar o resultado dos treinos.

CHANCES:

Por óbvio, que Felipe massa pode assumir a liderança do campeonato, nesta corrida. Os motivos: 1) treina melhor que Raikkonen; 2) Hamilton largará muito atrás (sofreu punição pela batida no Canadá); 3) Kubica só é concorrente eventual. Portanto, o brasileiro pode sair da França como favorito ao título de 2008.

CASA:

Não é só a Renault que corre em casa. O seu segundo piloto, Nelson Ângelo, tem a chance de se recuperar na temporada. De se manter forte dentro da equipe. Conhece muito bem o circuito, assim como, também a sua equipe. Portanto, é a chance de recuperação. Ou vai ou racha...

TEXTO:

Das minhas quatro mulheres restaram três. A vozinha Paula foi com 102 anos. Mas ficaram a Nilza (a mãe), Alessandra (esposa) e a Amandinha (filha). Para elas, as quatro, o texto, a minha admiração e dedicação.

URUGUAIANA, 18 de JUNHO DE 2008.
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quarta-feira, 11 de junho de 2008

OS EFEITOS

BANDEIRADA – POR VICENTE MAJÓ DA MAIA
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OS EFEITOS:

A BMW vinha bem na temporada. Apresentou seu carro com vários apêndices, fez bons testes de pré-temporada, vinha colhendo resultados até o Canadá. Faltava a vitória. Ela veio com dobradinha e um domínio significativo e a liderança de Kubica no campeonato, o que é mais surpreendente até o momento. A dúvida, agora, é saber se a BMW veio para ficar. A dúvida é saber quais os efeitos desta vitória e da liderança do campeonato. Em dois aspectos, em especial: primeiro, a importância na elevação evidente da auto-estima da equipe; segundo, na reação de Kubica – agora – convivendo com a sua primeira vitória e com a liderança do campeonato.
Para a equipe o resultado significou um alivio. O fim do jejum. Para o piloto as coisas são bem mais complicadas, pois defende a surpreendente liderança do campeonato. As respostas, só na França...

OS EVENTUAIS:

Passo cada vez mais a defender as corridas nas pistas que são abertas uma vez só por ano, para as provas da F1. Vejam o seguinte: tivemos três provas realizadas em circuitos fechados (Austrália, Mônaco e Canadá) e que foram as três melhores provas até agora. Quando as corridas são realizadas em pistas abertas (e alguns casos de testes dos carros) são chatas e previsíveis. Espero ver boas corridas ainda este ano: Valência e Cingapura, ambas de rua. Certamente, teremos surpresas.

COISA DE GÊNIO:

Realmente, é coisa de gênio a regra de abrir o box para entrada e fechar o box para saída, quando da entrada do safety-car na pista. Não quero com isto absolver o Massa e o Fisichella (ano passado), nem o Hamilton (agora), ou qualquer outro que tenha “furado” o sinal. Mas, questiono a regra. Não é compreensível. E só está criando problemas, vejam o preço pago pelo Kimi Raikkonen, que estava tentando cumprir a regra. Se o objetivo de quem criou a regra é a segurança, pior ainda. O acidente dentro do box poderia ter conseqüências gravíssimas, já que ali circulam carros, combustíveis e, principalmente, pessoas.

BENZEDURA:

A Ferrari precisa de uma benzedura. Kimi Raikkonen, também. No GP de Mônaco deixaram seu carro sem as rodas. Agora, foi abalroado, por trás, como tinha feito com Adrian Sutil. Perdeu a liderança em duas provas. Já o Massa, deixou de ir ao podium, pois não funcionou a mangueira de injeção de combustível. Porém, fez uma baita corrida e uma ultrapassagem digna de registro, dupla: Barrichello e Kovalainen.

MELHOR:

Melhor corrida do ano. Sem dúvidas. Mas, ficou muito satisfeito de ver a BMW vencendo e outro piloto entrando (de mansinho) na luta pelas vitórias e quiçá título. Fica melhor assim a F1.

URUGUAIANA, 11 DE JUNHO DE 2008.

quinta-feira, 5 de junho de 2008

PSICÓLOGO

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PSICÓLOGO:

Não há como ignorar que Felipe Massa está em alta no campeonato. Recuperou-se de um inicio de erros, aproximou-se de seus principais rivais na luta pelo título. Soube administrar bem os equívocos do inicio da temporada, amadureceu e encontra-se preparado psicologicamente para enfrentar a luta pelo seu primeiro título. A recuperação foi elogiável, já que as criticas foram pesadas, após os erros cometidos, principalmente, na Malásia, quando – sozinho – pos fora um segundo lugar mais do que garantido. Recuperou-se na tabela de classificação e, agora, tem tudo para assumir, breve a liderança do campeonato.
Se o leitor deste espaço recordar, mencionei, antes do GP Espanha, que a missão de Massa seria chegar ao fim da prova, marcar pontos, não se preocupar exclusivamente em vencer a corrida. Precisava ele, naquele momento, de afirmação. Pois a partir daquela prova (e do meu texto) as coisas se transformaram para o brasileiro. Talvez, o pior já tenha passado. Agora, é saber administrar a face do campeonato e não se deixar envolver em teorias conspiratórias e outros atos da imprensa que não serve para absolutamente nada.
Preocupando-se com a pilotagem, o brasileiro tem chance sim de conseguir o seu primeiro título.

DONO:

Tem alguns jogadores de futebol que precisam se sentir os donos do time para render o seu potencial. Não sabem dividir espaço com outra(s) estrela(s). Acho que trazendo este exemplo para a F1, podemos identificar o que acontece com Nelson Ângelo, hoje na Renault. Veja-se que ele sempre teve a atenção completa em toda a sua carreira no automobilismo. Teve, muitas vezes, equipe própria, com atenção total de engenheiros e mecânicos. Mostrou resultados. Não podemos esquecer que rivalizou com Lewis Hamilton na G2, lutando até a última prova pelo título. Foi vice. Portanto, não se trata de um piloto sem condições para estar na F1. Porém, parece que está encontrando dificuldades de enfrentar e conviver com o bicampeão Fernando Alonso que tem todas as atenções da equipe. Portanto, parece que Piquet não está conseguindo lidar com outro camisa dez, dentro da equipe. Não está se sentido o dono do pedaço. Daí, não consegue render o seu potencial.

TROCAS:

Muita especulação sobre troca-troca de pilotos em meio à temporada. Passo agir como São Tomé: só vendo para crer. No caso de Piquet, por exemplo, deve ser considerado os patrocínios levados pelo piloto para a Renault. Portanto, não deve ser fácil de desmanchar estes contratos. Desta forma...

MONTREAL:

Outra baixa pista, é esta da Ille de Notre Dame, em Montreal, Canadá, onde teremos – domingo a tarde – mais um etapa do mundial. Quem já pilotou em Playstation, nesta pista, pode verificar que são longas retas seguidas de freadas fortíssimas. Circuito exigente para motores e freios. Nos dois grampos, existe possibilidade de ultrapassagens. Porém, existem trechos perigosos, com um – em especial – que quase vitimou Robert Kubica, ano passado. Bem se vendo que o polonês bateu no quase parado Trulli.

URUGUAIANA, 04 DE JUNHO DE 2008.

quarta-feira, 28 de maio de 2008

O DIA MUNDIAL DA VELOCIDADE

ESPIRITO ESPORTIVO – VICENTE MAJO DA MAIA

O DIA MUNDIAL DA VELOCIDADE

Gastei (ou aproveitei) o meu domingo, em volta da TV, assistindo as corridas mais tradicionais do automobilismo mundial. Primeiro, acordei com o GP Mônaco, da F1. Depois, à tarde, as tradicionais 500 Milhas de Indianapólis. No total, foram quase oito horas de degustação. Terminei o domingo realizado.
Não escondo de ninguém as minhas preferências pelo GP Mônaco. O charme todo, a badalação, o perigo. Na F1 atual com toda a tecnologia, é insano correr ali. Porém, mais insano é ver esta corrida ser tirada do calendário. Por tudo que ela significa para a F1 e para a história do automobilismo mundial.
Para os pilotos, correr em Monte Carlo é um tremendo risco. São pouquíssimos aqueles que gostam de passar duas horas (de corrida, fora os treinos), espremidos, entre as laminas, os muros de concreto. De passarem duas horas acelerando na reta curva da largada, contornando a Saint Devote, onde domingo tivemos um cemitério de carros e de erros de pilotos. De Subirem 78 vezes, o Cassino; se esfregando no muro de pedra da Mirabouex. Parando no Lewis (a curva mais lenta da F1). Acelerarem no túnel, contornando a “nova chicane”. A seqüência de baixa velocidade que passa pela Tabacaria, os “SS” das piscinas, Rascasse. A última é a Albert Nogets, em homenagem ao “inventor” do GP nas ruas do Principado.
As câmeras carregadas pelos carros, quase na visão do piloto, nos propiciam sentir, em casa, no sofá, a emoção que é este GP. Os mais audaciosos, se arriscam num Playstation, para sentirem a emoção de pilotar ali, num lugar onde não é permitido erros. Num lugar em a gloria é terminar a prova. O título é vencê-la! Disse título, pois vencer em Mônaco é quase igual a ser campeão, tal a importância dada a quem sobre ao podium ao lado do Rei Albert e das Princesas: Caroline e Stefani. Quem levanta o troféu, janta no palácio real, ao lado dos descendentes da dinastia dos Grimaldis. É a consagração para o vencedor.

Nas tradicionais 500 Milhas de Indianápolis, tudo começou como sempre. Nos mínimos detalhes. Trinta e três (33) carros no grid, hino americano, sendo que poucos minutos antes da largada, veio à matriarca da família George e determinou: “Senhoras e senhores, liguem os seus motores!” Sendo ovacionada por mais de 300 mil pessoas que se empilhavam nas arquibancadas do templo sagrado ao automobilismo norte-americano. Este ano, em especial, a Sra. George usou a saudação: “senhoras e senhores”, já que no grid tinham três mulheres, buscando colocar a imagem de seu rosto no consagrado troféu das 500 milhas. Ali, onde Emerson Fittipaldi colocou seu rosto duas vezes. Ele e o Helio Castroneves. Gil de Ferran, uma vez.
Foram 200 passagem, em alta velocidade, risco extremo, contornando as quatro curvas do oval e cruzando a linha de tijolos, que a tradição conserva como linha de chegada, até que Scott Dixon, um neozelandês, recebeu a bandeirada final, com o brasileiro Vitor Meira na sua cola.
Degustei tudo! Das 8:45 da manhã até às 17:45 da tarde, com um intervalo para o almoço...

URUGUAIANA, 28 DE MAIO DE 2008.

ÁGUA

BANDEIRADA – POR VICENTE MAJÓ DA MAIA
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ÁGUA:

Já escrevi um texto sobre a F1 e São Pedro. Já pedi que Mosley fosse substituído pelo Santo, para que possamos ter melhores corridas. Foi assim, novamente. Um GP que tinha tudo para ser um carrossel de parque de diversões, acabou – com a água da pista - proporcionando uma bela corrida, cheia de alternâncias e disputas. Foi São Pedro, o santo das águas, das chuvas. A emoção da F1 está dependente do infortuito. Da ação da natureza. Os homens já não sabem fazer corridas. Precisam da ajuda dos céus!

JUSTO:

Achei justo o resultado do GP Mônaco, apesar da chiadeira dos brasileiros, que viram prejuízo para Felipe Massa na estratégia usada pela Ferrari. Diga-se que Massa deu foi muita sorte, já que a Ferrari cometeu um gravíssimo erro em relação ao Kimi Raikkonen, quando não colocou tempestivamente os pneus no carro do finlandês, que foi obrigada a cumprir uma punição, acabando com qualquer chance de vitória e podium. Aliás, o assunto somente não foi objeto de discussão, pois o próprio finlandês cometeu um erro estúpido, batendo na traseira de Adrina Sutil e estragando por definitivo a corrida de ambos.
Lewis Hamilton mereceu ganhar. Robert Kubica mereceu ser segundo. Massa, portanto, foi premiado pelo terceiro e o podium e, de quebra, diminuiu a desvantagem para seu concorrente ao título para apenas um ponto. Portanto, se alguém tem que reclamar algo da corrida, este alguém chama-se: Adrian Sutil.

EQUILIBRADA:

Apesar de a Ferrari estar melhor que as outras equipes, a divisão de pontos entre Raikkonen e Felipe Massa está deixando a temporada extremamente equilibrada. Após seis provas temos: duas vitórias de Massa, duas de Raikkonen e duas de Hamilton. Na tabela: Hamilton lidera com 38, contra 35 de Raikkonen e 34 de Massa. Não muito longe, mas sem vitória, está o regular Kubica, com 32. Está parecido com a temporada do ano passado. Porém, não creio que as coisas continuem assim. A Ferrari tem clara vantagem e entendo que o campeonato será disputado entre seus dois pilotos.

DIA:

Passei o domingo vendo corrida na TV. Depois de Mônaco, veio as 500 Milhas. Alguns acidentes, porém, uma corrida sem grandes emoções. O neozelandês Scott Dixon confirmou o seu favoritismo e venceu. Colocou a sua imagem no troféu sagrado de Indianápolis. Ali, no mesmo lugar em que os brasileiros: Emerson Fittipaldi, Gil de Ferran e Helio Castroneves já colocaram a suas imagens. Ninguém tira.

URUGUAIANA, 28 DE MAIO DE 2009.

terça-feira, 20 de maio de 2008

FASCINAÇÃO

BANDEIRADA – POR VICENTE MAJÓ DA MAIA
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FASCINAÇÃO:

Não nego as minhas preferências pelo GP Mônaco. Não sei o motivo da fascinação. Talvez, pelo lugar. Pelo desafio. Pelo imprevisto. Pelo perigo. Pela possibilidade de ver uma corrida realmente diferente. É a prova que mais espero no calendário. Conheço os mínimos detalhes do circuito. De cabo a rabo. A F1 vive se questionam sobre ainda correr em Monte Carlo, porém, sou daquele “time” que não imagina a F1, sem o GP Mônaco. Daquela largada, com os carros espremidos contra as lâminas, na “reta-torta”. E largam em direção a Sainte Devote, se esfregando, buscando não ocupar o mesmo espaço, que os demais. Quantos terminam ali a sua participação! Contornam a Massenet, sobrem o Cassino, raspam no muro de pedra da Mirabeux. Param, na Lewis (a curva de menor velocidade da temporada). Dali, à direita a curva do Porto e a entrada no Túnel (segundo os pilotos, com um olho fechado e outro aberto). A “nova chicane”, onde alguns tentam a ultrapassagem, mas, quase sempre, acabam no atalho, fora da pista. Chegam na Tabacaria E vem os “SS” e a também famosa La Rascasse. Contornam a Albert Nights e completam a volta. Os sobreviventes chegam ao fim.

LOTERIA:

O GP deste ano é uma verdadeira loteria. Não há como fazer um prognóstico. Pode a Ferrari se manter na frente. Pode! Pode a McLaren repetir o ano passado? Pode! Fez dobradinha. Pode a BMW surpreender? Sim! E a Renault numa tática suicida nos treinos? Também. Portanto, se tem um GP sem favoritos, acho que é o de domingo. Esperemos, então.

DOMÍNIO:

A Ferrari vem dominando a temporada. Não quero crer que domine, também, em Monte Carlo. Se dominar, definitivamente o campeonato ficará nas mãos de Raikkonen e Massa. Portanto, o GP é importante para definir o amplo favoritismo da Ferrari, ou a possibilidade de reação da McLaren, por exemplo.

DIA DA VELOCIDADE:

Depois do GP Mônaco, na mais tradicional prova da F1; teremos – na tarde – as 500 Milhas de Indianápolis, a mais tradicional corrida norte-americana. Nesta, cinco brasileiros no grid. Com chances para Helio Castroneves (já venceu lá duas vezes) e Tony Kanaan. Mas, terão vários fortes adversários. O último final de semana de maio sempre abriga o GP Mônaco e as 500 Milhas de Indianápolis, as duas provas mais tradicionais do automobilismo mundial (antigamente se incluía às 24 Horas de Le Mans, neste Gran Slam da velocidade). Portanto, o último domingo de maio é o dia mundial da velocidade.

URUGUAIANA, 20 DE MAIO DE 2008.

quinta-feira, 15 de maio de 2008

SHEIK - EDIÇÃO DOIS

BANDEIRADA – POR VICENTE MAJÓ DA MAIA
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SHEIK II:

Depois de dominar duas vezes consecutivas o GP Bahrein, chamei o brasileiro Felipe Massa, de Sheik. Agora, chega a sua terceira vitória consecutiva no GP Turquia, em quatro anos de existência da pista. Um especialista nas “Arábias”. Domina como poucos o seletivo e moderno circuito, onde de inclui a desafiadora curva oito. Com o resultado se credencia definitivamente ao título da temporada, o qual provavelmente terá como adversário único o seu companheiro de equipe: Kimi Raikkonen. Mesmo assim, o nome da prova foi o inglês Lewis Hamilton.

CONFIRMAÇÕES:

O GP Turquia comprovou que Massa é um especialista em Istambul. Que o inimigo mora ao lado (Kimi Raikkonen). Confirmou que Lewis Hamilton é um grande piloto. Fez de tudo pela vitória. Mas, ainda não está credenciado a lutar pelo título, já que a McLaren continua inferior a Ferrari. Confirmou que Alonso carrega o Renault nas costas. Que Nelson Ângelo precisa melhorar muito! Que a aposentadoria chegará para: Fisichella, Coulthard e Barrichello.

PERDA DE RENDIMENTO:

Em relação ao ano passado, a McLaren perdeu muito em rendimento. Até a quinta corrida, naquela temporada, os ingleses tinham a liderança do campeonato, dois pilotos entre os primeiros e pretendentes ao título. Na atual temporada, somente conseguiram a vitória inicial e Hamilton está sete pontos atrás na tabela de classificação. Raikkonen lidera. A Ferrari venceu quatro das cinco provas até agora. Portanto, o projeto não é o esperado e Alonso está fazendo – em parte – falta no time.

DESORDEM:

A pista é ótima. Propicia ultrapassagens, diferencia os homens e os meninos, na curva oito. Mas, a organização demonstra algumas desordens que podem comprometer o futuro da corrida na Turquia. Primeiro, a localização que dificulta o acesso a pista. Segundo, o público que é dos menores durante a temporada. Terceiro, a invasão de animais na pista, que acabaram provocando acidente na GP2 com Bruno Senna (atropelou um cachorro). O GP está sob ameaça.

DIA MUNDIAL DA VELOCIDADE:

Agora, esperemos pelo último domingo de maio. Ali sempre temos: o GP MÔNACO, tradicionalíssima prova da F1 e as 500 MILHAS DE INDIANAPÓLIS, não menos importante, nos EUA. Verdadeiro dia mundial da velocidade.

URUGUAIANA, 14 DE MAIO DE 2008.

quarta-feira, 7 de maio de 2008

MONOPÓLIO

BANDEIRADA – POR VICENTE MAJÓ DA MAIA

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MONOPÓLIO:

A divisão de vitórias no ano passado entre quatro pilotos e duas equipes, criou uma nova expectativa em torno da F1. Principalmente, no que se refere a atual temporada. No início do campeonato de 2008, pensava-se que teríamos uma briga intensa entre vários pilotos pelas vitórias. Porém, passada as primeiras corridas, verificou-se um imenso domínio da Ferrari que, por “barbeiragem” de seus pilotos, deixou de ganhar somente a primeira prova da temporada em Melbourne. A tendência agora é de um monopólio de vitórias da Ferrari a serem divididas entre Kimi Raikkonen e Felipe Massa. Um deles acabará campeão. Não vejo outra leitura para o campeonato. Pelo menos, por enquanto...

NA HORA:

Para Felipe Massa escrever o seu nome entre os pretendentes ao título precisa chegar na frente de Kimi Raikkonen, na Turquia. É quase uma obrigação. Tem um baita carro, apoio idêntico da equipe, ótimo retrospecto no circuito, onde venceu duas vezes, em três corridas ali realizadas. Portanto, a hora é agora...

DEPOIS DA TRÊS, VEM A OITO:

Em Barcelona o número da curva era o três. Com duas ou três pernas. Curva difícil. Agora, na Turquia, o desafio é a curva oito; uma curva só, raio grande, com quatro pernas (dobras). Está mais do que na hora de serem batizadas. Terem nome próprio. Deixarem de ser simplesmente um número. Como os exemplos de várias famosas: Peraltada (México), Eau-Rouge (Spa), Stone (Silverstone), as duas de Lesmo (Monza), a Tamburello (Imola), Saca-Rolhas (Laguna Seca), que lembrei, entre outras. Precisam, portanto, de identificação.

CURVA OITO:

Mesmo sem nome, a curva oito da Turquia diferencia os pilotos. Separa os homens, dos meninos. Até acho que Schumacher pesou a curva oito, quando decidiu parar com a F1. Não conseguiu acompanhar Alonso, em 2006.

ESQUECIMENTO:

Manifestei na última coluna, a data de 1º/maio. Ligada a nós amantes do automobilismo ao fato da morte de Ayrton Senna. Esperei dos principais meios de comunicação algum registro. Vi, lamentavelmente, tímidos registros. Quase um esquecimento. Principalmente, daqueles que fizeram seu nome em torno do nosso piloto. Quem sabe, tenham esperado pelo próximo ano, quando estaremos completando 15 anos do fatídico final de semana de Imola.

RECORDE:

Enquanto a grande mídia esquece Senna, prepara-se para badalar o recorde de Barrichello na Turquia. O brasileiro será o piloto com mais provas disputadas na história da F1. Completa 257 e supera definitivamente Ricardo Patrase.

URUGUAIANA, 07 DE MAIO DE 2008.

quarta-feira, 30 de abril de 2008

AMPLO DOMÍNIO

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AMPLO DOMÍNIO:

Depois de um inicio de temporada titubeante, a Ferrari encontrou o caminho e domina amplamente a F1, em 2008. Nas duas últimas provas, com direito a dobradinha. Ambos os pilotos sequer foram pressionados pela concorrência. No GP Espanha, se não houvesse a presença do safety-car, por duas vezes, a vantagem final de seus pilotos seria superior aos 20 segundos, o que na F1 é uma eternidade. Se continuar assim, o mundial tende a perder completamente o interesse, já que a Ferrari não dá mostra de que possa perder espaço, enquanto as outras equipes sequer conseguem chegar perto dos carros vermelhos. Se continuar assim, poderemos ter a repetição do campeonato de 2004, quando Schumacher venceu todas as corridas que pode vencer, deixando o resto para seu companheiro de equipe (Barrichello). Sinceramente, temos que torcer pela evolução imediata das demais, sob pena de termos um campeonato completamente diferente do ano passado.

SEM PROBLEMAS:

Veja-se que praticamente todas as equipes tiveram problemas e um de seus carros. Algumas em ambos. Não completaram a prova. Por sua vez, ambas as Ferraris chegaram facilmente na frente. Portanto, prova da imensa vantagem.

BRIGA:

Briga, mesmo, só pela terceira posição na tabela de classificação. Por enquanto, Raikkonen lidera com boa vantagem. Massa apesar de estar em quarto na classificação, a posição é circunstancial. Tem carro suficiente para ser o segundo breve. Assim, a luta vai ficar entre Hamilton, os da BMW e quem sabe o Kovalainen. Alonso ao visto não terá chances, já que a “nova” Renault não melhorou tudo que precisava.

SUSTO:

Se não fosse o acidente de Kovalainen, ninguém falaria sobre o GP Espanha. Foi aquela corridinha tradicional. Uma ciranda. Porém, o susto da batida do finlandês, despertou aqueles que cochilavam. Revimos alguns filmes passarem pela memória. Às vezes, o acidente de Schumacher na Stone de Silverstone, em 1999. As vezes, o da Tamburello, em 1994, quando apareceu aquela capa azul, cobrindo as imagens. Sorte, ficou só no susto...

1º/MAIO:

Completa 14 anos da morte de Ayrton Senna. Nem parece. Um dia para o esporte nacional esquecer. Foi à última da F1. Passou muito rápido. E eu nem terminei o meu livro...

URUGUAIANA, 30 DE ABRIL DE 2008.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

ADESÕES

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ADESÕES:

Vejam só!! Minhas reclamações contra os testes realizados em Barcelona tiveram adesões importantes. Barrichello foi o primeiro a aderir. Disse que somente uma alteração climática salva o GP da Espanha. Depois, veio Kubica reclamar da quantidade de testes realizados ali. Finalmente, Nelson Ângelo que disse não gostar da pista. É isto! Barcelona tem que ser substituída do calendário. Que fique somente como pista de testes da categoria. Mesmo assim, que seja usada pelos pilotos de testes. Tomara que eu me engane e que tenhamos um ótimo GP, domingo. Mas... Só acredito se houver séria alteração climática. Caso contrário, será um carrossel. De duas em duas equipes.

ATRAPALHAR:

Dizem as previsões meteorológicas que pode chover em Barcelona, no final de semana. Falam que a chuva pode atrapalhar o GP. Com todo o respeito, discordo: a chuva se vier (e tomara que venha) salvará a corrida.


EUROPÉIA:

O GP Espanha marca a abertura da temporada européia. Algumas expectativas para a prova: Ferrari se mantém claramente na ponta? McLaren reage? A BMW confirma como força ou terceira força? A Renault com carro quase novo vem para a briga? Depois de três semanas, a F1 certamente muda muito. São novos segredos, novas descobertas. Muita coisa a ser comprovada na pista.

DESISTINDO:

Quem parece ter jogado as fichas e desistido de lutar pelo título é o bicampeão: Fernando Alonso. Depois dos testes com a “nova” Renault, alertou a “torcida” espanhola que não tem chance na corrida de domingo.


APROVEITAR:

Por sua vez, quem tem que aproveitar com unhas e dentes o GP Espanha é o brasileiro Felipe Massa. Afinal de contas, vencendo a segunda no ano (repetindo a vitória do ano passado), descontará a desvantagem e colocará pressão em seu companheiro de equipe, o finlandês Kimi Raikkonen. Portanto, seu resultado em Barcelona pode ser fundamental para o prosseguimento do campeonato e para a inclusão (ou exclusão) de seu nome dentre os favoritos ao título.

DIVERGÊNCIA:

Várias divergências surgiram em relação a quebra do recorde de participações em corridas da F1, pelo brasileiro Rubens Barrichello. Desde o início, manifestei que o certo seria comemorar na GP Turquia. Pois agora, chega a noticia de que a Honda está preparando a festa para o brasileiro, justamente na Turquia. Portanto, quem lê e acompanha o BANDEIRADA está bem informado.

URUGUAIANA, 23 DE ABRIL DE 2008.

quarta-feira, 16 de abril de 2008

INCOMPREENSÍVEL

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INCOMPREENSÍVEL:

Continuo não entendendo certas atitudes dos dirigentes da F1. Entre elas, os testes coletivos marcados para esta semana e que serão realizados em Barcelona. Até aí, tudo normal, não fosse à proximidade do GP Espanha (27/04), que será realizado justamente na mesma pista dos testes. Ora, isto é prenuncio de extrema “chatice”, na próxima etapa do campeonato. Insisto: em pistas que fazem parte do calendário, deveriam ser proibidos os testes. Ainda mais, que fora do calendário da F1, a categoria tem diversas opções para os testes. Em Barcelona, circuito mais conhecido pela equipes, na história da F1, as provas são sempre sem emoção. Os pilotos andam tanto, conhecem tanto, Montmeló, que são capazes de guiar até de olhos fechados, desculpem o exagero. Mesmo que os testes desta semana tenham por objetivo os pneus slick, que serão usados a partir de 2009; ainda assim, é uma chance das equipes se familiarizarem com circuito, com novos setup para seus carros, o que – certamente – vai prejudicar a “emoção” no GP no fim de abril.

REPETITIVO:

Não quero me tornar um repetitivo. Mas... Não me entra na cabeça, a possibilidade de ter uma boa corrida, quando realizada em um circuito conhecido demais dos pilotos, engenheiros e equipes. Barcelona é o principal exemplo disto. Há muitos anos, pelo clima, as equipes treinam lá. A pior corrida do ano, SEMPRE é lá. Em contrapartida, a melhor prova da atual temporada, foi na Austrália, pista que só é aberta uma vez por ano. Exclusivamente, para a realização da corrida. Meu argumento é forte, portanto. Claro, que uma chuva acaba com a tese.


SACO CHEIO:

Imagino os pilotos de testes das principais equipes. Estes devem ter “pavor” de Montmeló. Já foram obrigados a rodar milhões de vezes neste circuito. Testando isto e aquilo...

SLICK:

Pelo menos, os testes em Barcelona revelaram que os novos slick são rapidíssimos. Realmente, grudam no chão. Prenuncio que a próxima temporada terá carros bem mais rápidos. Segue a dúvida em relação à questão das ultrapassagens.


ABERTURA:

Recebi o convite da VICAR (assessoria de imprensa) para a festa de lançamento da temporada de 2008 da Stock Car Brasil. Foi realizada no último final de semana. Quando tivemos, também, a abertura da temporada em Interlagos e a premiação dos melhores do ano passado. A Stock Car Brasil está em alta. Cobertura de todas as provas pela Globo. Um grande aparato. Até o regulamento está diferente e tem reabastecimento e rebaixamento. A primeira corrida, inclusive, revelou uma tática à moda Schumacher da equipe Medley para vencer a corrida, com seu piloto Marco Gomes. Tem tudo para ser a grande atração do automobilismo na América do Sul. Certamente, estarei presente nas provas aqui no Rio Grande do Sul: Santa Cruz do Sul e Tarumã.

URUGUAIANA, 16 DE ABRIL DE 2008.

quarta-feira, 9 de abril de 2008

O SHEIK DE SAKHIR

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SHEIK:

Com a segunda vitória consecutiva em Sakhir, com o amplo domínio exercido durante todo o final de semana, onde foi primeiro em todos os treinos e liderou quase toda a corrida, Felipe Massa firma-se com um verdadeiro Sheik do Bahrein. É especialista do circuito. O brasileiro se recupera no campeonato, se equilibra psicologicamente e mostra que a Ferrari não tem preferência de piloto. Principalmente, depois das insinuações e das novas teorias conspiratórias criadas pós GP Malásia. O resultado de Massa em Sakhir, com Raikkonen ficando em segundo, põe por terra qualquer dúvida de tratamento dentro da Ferrari. Mostra, também, que a equipe italiana está bem à frente das demais, o que limita a luta pelo título, por enquanto, somente entre Massa e Raikkonen. A McLaren parece atrapalhada e a BMW ainda não tem a força para tirar o primeiro (e o segundo) lugar da Ferrari. O resto é coadjuvante. A F1 evolui muito rápido. Agora, teremos uma parada de três semanas, quando será aberta a temporada européia. Até lá, muito pode mudar. Mas...A leitura que se pode fazer das três primeiras corridas é que a Ferrari está bem a frente das demais.

** Sheik (tradução simples): senhor.

FIM:

Depois do que aconteceu no Bahrein, espero que sejam esquecidas e enterradas as manifestações sobre as conspirações contra Felipe Massa, que já estavam crescentes na mídia brasileira. Desta vez, quem perdeu mais tempo nos pits foi justamente Raikkonen. Portanto, fica claro que ninguém conseguirá prejudicar um piloto, nos pits, com a precisão cirúrgica de 0,6 segs, como queriam alguns na mídia. De outra forma, o brasileiro admitindo o erro cometido na Malásia, quando rodou sozinho, se dignificou a recuperação no Bahrein. Penitenciou-se. Assim, é melhor.

A PROVA;

Sobre a corrida, pouco se pode dizer. Massa liderou quase de ponta a ponta. Posso registrar a bela ultrapassagem de Raikkonen sobre Kubica, que acabou por validar a dobradinha da Ferrari. Registro as trapalhadas de Lewis Hamilton, que andou as voltas com os botões da sua McLaren e acabou batendo na traseira de Alonso.

IMPORTÂNCIA:

Vejam a importância de um bom carro na F1. De um projeto bem nascido. Leia-se então: Fernando Alonso. O bicampeão não consegue fazer milagre com a carroça da Renault. Portanto, mesmo sem os controles, com a volta da importância do piloto, sem carro, ninguém anda.

PÍFIOS:

Dois grandes badalados que não emplacaram até agora na temporada: Vettel e Sutil. Ambos, alemães, de quem se esperavam muito mais em 2008. Até agora, não justificaram...

URUGUAIANA, 09 DE ABRIL DE 2008.

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quarta-feira, 2 de abril de 2008

UMA NOVA LEITURA

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BAHREIN E A LEITURA:

Importante a etapa da F1, neste próximo final de semana. Não só pela corrida na escaldante Sakhir, mas para que possamos fazer uma nova leitura do que poderá ser o campeonato. Veja-se o seguinte: depois do amplo domínio da McLaren, na Austrália, antes território vermelho da Ferrari, tivemos aprova na Malásia, onde a McLaren havia vencido na temporada passada e tomou um verdadeiro passeio da Ferrari, neste atual temporada. Inverteram-se as projeções. Assim, a prova do Bahrein vai nos dar um terceiro detalhe importante para que possamos concluir alguma coisa sobre as projeções no restante da temporada. Só a título de curiosidade, ano passado, a vitória foi de Felipe Massa, com Hamilton e Raikkonen, no podium. Só a título de análise, a Ferrari treinos este ano na pista, os pneus e o carro sem controle de tração. Isto pode significar um plus. Enfim, temos que esperar pela prova, que vai acrescentar um novo e importante critério de análise e projeções. Por enquanto, pelo que se viu, a luta de Ferrari e McLaren continua vivíssima e ninguém se aproximou das rivais. Por enquanto, o que se viu a temporada começou com os mesmos protagonistas (campeão e vice do ano passado), disputando o título.

REVELAÇÕES:

A temporada começou com duas provas em finais de semanas seguidos. Depois, veio o intervalo. Porém, as revelações fervilharam... Primeiro, vieram as noticias a nível presidencial: a morte de Jean-Marie Balestre (quem lembra dele?), o carrasco de Ayrton Senna, no campeonato de 1989. Por sua vez, o atual FIA, Max Mosley, o presidente, foi pego com a “boca-na-botija”, em orgias. Mas, tivemos, também, as de pilotos: Fernando Alonso, bicampeão, revelou estar sem esperanças para esta temporada. Rubens Barrichello também teve o seu momento, declarando que pretende chegar aos 300 GPs. Nenhuma delas foi motivante... A melhor de todas, talvez, tenha sido dada por Michael Schumacher que, sentado a frente de sua bola de cristal, revelou que outras equipes (além da Ferrari e Mclaren) irão vencer em 2008. Tomara!!!


FICHAS:

Disse, ainda, Schumacher, que Felipe Massa não tem mais fichas para gastar em 2008. Sua hora é agora. Portanto, resta para o brasileiro repetir o resultado de 2007 e vencer ou vencer em Sakhir. Mesmo com um inicio de temporada terrível, Massa – pelo equipamento que tem – demonstra condições de reagir na temporada. Precisará de equilíbrio emocional, quem sabe correndo para chegar, sem afobação. É aquela história do melhor resultado possível. Com um passo de cada vez. Primeiro, largar bem. Depois, pensar em chegar até o final e marcar pontos. Se der... podium. Se sobrar uma chance... vence. Porém, a obrigação e a ordem são reagir.

BOBÃO NO 1º DE ABRIL:

Contaram-me que Montoya voltaria para McLaren, no lugar do Hamilton. Que Barrichello será campeão da F1. Que Schumacher disputaria na Moto GP e Valentino, na F1. Que Raikkonen deixou da Vodka. Que Massa é o primeiro piloto da Ferrari. Que a cobertura da TV vai melhorar. Mas... Não acreditei!!!

URUGUAIANA, 02 DE ABRIL DE 2008.

quarta-feira, 26 de março de 2008

OS PATRIOTAS

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OS PATRIOTAS:

Muito estranha à ânsia da grande imprensa na defesa dos pilotos brasileiros, principalmente, nesta temporada. Atribuíram ao câmbio, à rodada de Piquet, nos treinos da Austrália. Atribuíram à Ross Brawn, o erro no pit stop de Barrichello, na mesma corrida. Esqueceram a passagem do sinal vermelho, que desclassificou o piloto brasileiro. Atribuíram para Coulthard, o acidente de Massa. Tudo com excessos, como se os nossos pilotos fossem infalíveis. Porém, a história do primeiro pit stop, em Sepang, ultrapassou os limites. Narrador e ambos os comentaristas iniciaram nova teoria conspiratória dentro da Ferrari, por força de 0,6 segundos de diferença, entre o pit de Massa (8,5s) e Raikkonen (7,9s). Veja-se o seguinte: contar a até dois (1,2) é equivalente a transcorrer um segundo. Já 0,6 segundos... Não é possível uma equipe de F1 montar uma estratégia com esta precisão cirúrgica. Portanto, houve sério equivoco. Para não dizer desrespeito ao espectador. Na mesma forma, ainda, tentaram justificar o erro de pilotagem de Massa, que – claramente – rodou sozinho. Culpam o carro, a pista, enfim...
Cabe um alerta: o público que acompanha na madrugada as corridas, é um público diferenciado. Exigente. Público que gosta de automobilismo e não está ali por acaso ou por insônia. Tem conhecimento das coisas. Portanto, espera-se da “cobertura” coisas mais precisas, mais condizentes com a realidade e menos ufanismos.

PREFERÊNCIA:

Já escrevi ao longo destes anos, que não é crível que uma equipe venha prejudicar o seu próprio piloto. Ora, é mais do que evidente - no mundo competitivo que vivemos - que a Ferrari e McLaren (assim como as outras equipes) queiram ocupar SEMPRE os dois principais lugares no podium, no fim de TODAS as corridas. Isto significa mais prestigio e mais interesse dos patrocinadores (quem é que investe em perdedor???) e melhor orçamento para a equipe. Portanto, não consigo entender como as pessoas conseguem criar e acreditar em teorias conspiratórias. Assim como, não é crível que a Ferrari venha a “prestigiar” somente o Raikkonen, quando estamos somente na segunda prova do campeonato, com dezesseis por vir. O futuro à Deus pertence e, portanto, a Ferrari sabe disto e não vai priorizar somente um de seus pilotos.

ULTRAPASSAGEM DUPLA:

Falando um pouco do GP Malásia, posso dizer que a melhor coisa da corrida foi à dupla ultrapassagem de Hiedfeld sobre Weber e Alonso. Só possível pela largura da pista. Manobra que - certamente – será repetida várias vezes, nos meios de comunicação, até o fim da temporada. De resto, na madrugada, deu sono.

SEIS:

Duas corridas e seis pilotos diferentes ocupam o podium. Na Austrália: Hamilton (McLaren), Hiedfeld (BMW) e Rosberg (Williams). Na Malásia: Raikkonen (Ferrari), Kubica (BMW) e Kovalainen (McLaren). Sempre com três carros diferentes, também. Mostra o equilíbrio da temporada até agora. Equilíbrio também entre os brasileiros. Todos no zero.

RÁDIO GRID:

Já está disponível no site do GRID BRASIL (www.gridbrasil.com.br), os debates e análises deste inicio de temporada. É a RÁDIO GRID, o pod cast do melhor site de automobilismo do Brasil. A ancoragem e a apresentação são minhas.

URUGUAIANA, 26 DE MARÇO DE 2008.

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quarta-feira, 12 de março de 2008

VIDA DE DEDICAÇÃO

BANDEIRADA EXTRA - POR VICENTE MAJÓ DA MAIA

DEDICAÇÃO:

Abre a temporada de F1, neste final de semana. Por óbvio, será a principal atração. Não nego a minha ansiedade, já que foram cinco longos meses de espera desde a última prova (GP Brasil, outubro/2007). Não nego, também, a imensa dedicação que tenho por esta categoria, que é principal do automobilismo mundial.
Para começar, confesso: acompanho ininterruptamente todas as provas realizadas pela F1, desde julho/1971. (SIM, 1971, não é erro de digitação). Primeiro, pelo radinho de pilhas, de difícil sintonia, na Globo do Rio, às vezes, na Jovem Pan e até em rádios argentinas. Na TV só por vídeotape, a partir de 76 (a TV só chegou aqui em 1974). Ao vivo, só em 1978, quando foi estudar em Porto Alegre. São quase 600 provas acompanhadas (a F1 ainda não realizou 800, que será em Cingapura, este ano). Só perdi 201 de toda a história, que começou em maio/1950, dez anos antes de eu nascer.
Hoje, orgulhosamente, escrevo em 23 jornais/sites (22 do Brasil e 01 de Portugal) sobre a F1. Isto até me tornou um pouco conhecido, entre aqueles que militam no meio. Por isto, estou sempre recebendo convites para participar de várias corridas, especialmente, a Stock Car Brasil. Mantenho um arquivo invejável de ter a disposição todas as provas – em videocassete – desde a temporada de 1984 (toda a carreira do Ayrton Senna). Estou terminando de escrever um livro sobre os ACIDENTES. Especialmente, aquele inesquecível da Tamburello, em 1994, o último fatal.
Vibrei com Emerson, com Piquet. Chorei por Gilles, Senna, Cevert e Peterson. Ri de Mansell e admirei Schumacher.
Lembro de GPs, como o da Suécia/1973, que Dennis Hulme passou cinco carros, nas dez voltas finais e ganhou a prova. Do GP Mônaco/1982, que quase não teve vencedor. Lembro a cara do diretor de prova esperando – por ninguém – para dar a BANDEIRADA. Até que apareceu o Ricardo Patrese, único a recebê-la. (seis carros pararam na última volta, por uma série de problemas).
As corridas quem mais espero na temporada são: todas as realizadas na madrugada (duplo fascino, pela F1 e pela madrugada) e mais, o GP Mônaco e o GP Bélgica, na desafiadora pista de Spa-Francorchamps. E quando me atrevo a pilotar num Play-Station, sempre escolho as duas. Para passar no túnel de Monte Carlo e sentir um frio na barriga da Eau-Rouge de Spa. Quem já passou pela experiência sabe bem no que eu estou falando...
No domingo, começo a minha 38ª temporada da F1. Uma vida dedicada a uma de minhas paixões. Aguardo, com imensa expectativa, para ver como se apresentam as equipes, os candidatos ao título. Não descarto o favoritismo das Ferraris e das McLarens. Mas... Com o andar cada carruagem (metade do campeonato), incluo Fernando Alonso. O favorito ao título (ou ao bi) é o finlandês Kimi Raikkonen.
Para aqueles que apreciam a F1. Ótimo, GP Austrália. Ótima, temporada.

RITUAL

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RITUAL:

O início da temporada deve ser celebrado! Depois de longa espera, expectativa propiciada pelo teste de pré-temporada, mudanças no regulamento. Enfim... Merece algo especial. Assim será! Começarei recebendo a analise do Celso Itiberê (Globo do Rio), no meu programa de esportes. Na noite de sábado, pretendo reunir alguns amigos, aqueles que gostam de automobilismo. Que acompanham a F1. Depois da meia-noite estaremos em volta da TV, na espera da abertura da temporada. A corrida está marcada para 01:30 horas. Com todo o ritual das provas realizadas nas madrugadas. Com toda a expectativa que nos reserva a abertura da mais uma temporada da F1.

TRINTA E OITO:

Abro domingo a minha trigésima oitava temporada de F1. Quase 600 corridas. Mais de mil horas, só de corrida (sem treinos e reportagens). Tudo com muito orgulho. Uma vida dedicada a uma paixão. Vivi momentos extraordinários como o primeiro título brasileiro em 1972, com Emerson Fittipaldi, quando eu era ainda uma criança. Emoção repetida em 1974. Já adolescente vi o primeiro dos três títulos de Nelson Piquet. Fiz-me adulto para ver o tricampeonato de Ayrton Senna. Para ver a era Schumacher, entre outras tantas obras. Cito as positivas, as coisas alegres.

OS TRÊS:

Voltamos a ter três pilotos no grid, coma estréia de Nelson Ângelo Piquet, na Renault. Cada um com seus graus de dificuldades e objetivos. Rubens Barrichello objetiva bater o recorde de participações. Hoje, é de Ricardo Patrase com 256. Para o brasileiro faltam oito provas (França em 22/06/2008, poderá alcançar o objetivo). Claro, tentará fazer uma temporada melhor que a passada, quando não marcou nenhum ponto. No que se refere ao objetivo de Nelson ÂNGELO, creio ser o mais complicado. Primeiro, pela estréia. Segundo, pelo comparativo que sofrerá em relação ao seu ex-rival de GP2, Lewis Hamilton. Terceiro, pela concorrência com Alonso, que será evidenciado como primeiro piloto da Renault. Quarto, pois o carro francês não se apresentou bem nos testes. Não é daqueles bem nascidos, tanto que os franceses já preparam grandes modificações para a temporada européia, especialmente, carro novo para GP Espanha. Por fim, Felipe Massa. Ano especial e perigoso. Terá que superar o campeão Raikkonen dentro da equipe Ferrari e disputar o título até o fim. Quase um tudo ou nada.

FAVORITOS:

Na minha visão, são favoritos para a corrida: Raikkonen e Massa. Para o campeonato: Raikkonen e Hamilton.

CONTROLE DE TRAÇÃO:

Entre as novidades da temporada está o fim do controle de tração. Este fato, acrescenta um percentual maior de importância do piloto. Pilotagem menos robotizadas. Nos testes da pré-temporada ninguém reclamou, mas, certamente, as dificuldades aparecerão nas corridas. Talvez, com o aumento do risco, principalmente, na complicadíssima pista de Melbourne. É um aperitivo a mais para o espectador, principalmente, nas primeiras provas da temporada. Depois, os pilotos se acostumam, os engenheiros encontram soluções e a dificuldade passa a ser sem relevância.

PREOCUPAÇÃO COM A LARGADA:

A maior das preocupações com o fim do controle de tração está na largada, no meu entender. Sabe-se lá o que pode acontecer na primeira curva.... Muita atenção. Para os pilotos e para os espectadores.

URUGUAIANA, 11 DE MARÇO DE 2008.

quarta-feira, 5 de março de 2008

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FALTA POUCO:

Depois de três meses de espera, faltam menos de dez (10) dias para começar mais uma temporada da F1. Será a 38ª da minha vida, quase 600 corridas ininterruptas. Confesso que – neste período de espera – revi várias corridas, da última temporada e de outros campeonatos. Acompanhei algo que não tinha visto, através do canal Speed, da Sky (lá vai propaganda gratuita). Vivo distante da ansiedade, defeito que não tenho e que, quando bate, consigo dominar com facilidade, em face de pratica do xadrez. Porém, quando se trata de abertura da temporada de F1, simplesmente, me balança. Fico aguardando, imaginando e, até, contando os dias. Afinal de contas, considero a F1 uma das sete maravilhas da vida (depois eu conto as outras seis).

INIMIGOS:

Cada um dos principais candidatos ao título, aponta seus adversários. O brasileiro Felipe Massa diz que disputará o título contra o companheiro Kimi Raikkonen e contra o inglês Lewis Hamilton. Exclui Fernando Alonso, que - por sua vez – exclui Massa e aponta os mesmos adversários. Raikkonen limita-se em dizer que Ferrari e McLaren dominarão. Já Lewis Hamilton vê em Raikkonen o principal adversário na luta pelo título. São os protagonistas apontando seus principais adversários. A disputa não foge disto: Raikkonen, Hamilton e Massa, pela ordem. Corre por fora: Alonso, sem descartá-lo. Quiçá tenhamos outra surpresa a exemplo do ano passado, quando ninguém apostava em Hamilton e o inglês surpreendeu.

PROJETISTA:

Tanto a Toyotta, como a Williams, correm com o mesmo motor. Pelos testes realizados, a média de Williams foi melhor. O carro dos ingleses é melhor nascido. Isto prova que o maior problema enfrentado pela montadora japonesa está no chassi, no projeto do carro. O motor até que rende bem. Como a Toyota é uma das equipes que mais investe dinheiro na F1, fica clara a necessidade de melhorar a escolha de seus projetistas. Quem sabe, um Adrian Newey...

URUGUAIANA, 05 DE MARÇO DE 2008 (03)

sábado, 1 de março de 2008

CARTAS EMBARALHADAS

BANDEIRADA – POR VICENTE MAJÓ DA MAIA - LEIA - BLOG BANDEIRADA: WWW.BLOGBANDEIRADA.BLOGSPOT.COM

CARTAS EMBARALHADAS:

Os últimos testes antes do início da temporada, realizados em Barcelona (sempre lá) embaralharam as cartas da F1. A Williams liderou parte com Nakajima e, no final, a surpresa de Trulli com a sua desacreditada Toyotta. Aliás, esta que fornece os motores da outra (ou de ambas, como queiram). Seria um indício? (não creio). No meio disto tudo, teve o sobe e desce da Ferrari e da McLaren. Ambas alternaram primeiras e últimas posições. As cartas estão muito bem embaralhadas, portanto, pois ainda temos que acrescentar no baralho a BMW e a Renault. Somente na primeira corrida, na metade de março é que saberemos quem efetivamente achou o melhor caminho, após o fim do controle de tração. Mesmo depois disto, ainda mantenho a minha posição inicial: Ferrari (os dois) e Hamilton disputam o título. Alonso corre por fora.


PAGANDO DÍVIDA:

Um atento leitor português me cobrou a lista dos melhores de 2007. Na verdade a minha dívida é parcial, pois a lista foi publicada na BANDEIRADA de 22/10/2007 (a primeira coluna como sempre a fazer o balanço dos melhores). Faltou sim a explicação de como apontei o Hamilton como o melhor do ano. Pois bem! Vamos lá. Escolhi o Hamilton como o melhor do ano, pois nunca um estreante chegou na F1 e surpreendeu tanto. No inicio da temporada sequer era apontando entre os favoritos. Todos achavam que o inglês iria ser o fiel escudeiro de Alonso, apenas. Mas, ele disputou o título até a última corrida. Deixo de considerar os erros cometidos e que comprometeram o título. Porém, aquele no Brasil, atribui inteiramente à equipe. O segundo escolhido foi Raikkonen, afinal campeão. Mas, até a metade da temporada, estava em quarto no campeonato e atrás de seu companheiro de equipe. No terceiro lugar, escolhi o Alonso, que vi prejudicado pela equipe após o episódio espionagem. Mesmo assim, o espanhol perdeu o título por um ponto. E, ainda, na última corrida pilotou uma carroça. Os demais, sem grandes explicações, pela ordem: 4) Massa, 5) Rosberg, 6) Hiedfeld, 7) Vettel, 8) Kubica, 9) Kovalainen e 10) Sutil.
ENROLAÇÃO:

Continua enrolada a situação da McLaren com a Justiça italiana. Agora, os investigadores do caso de espionagem afirmam a participação dos principais dirigentes da equipe no caso. A FIA já fez a sua parte. Já puniu a equipe inglesa.Agora, se novos fatos forem descobertos, a McLaren não sofrerá as conseqüências, já que ninguém pode ser punido duas vezes pelo mesmo delito.

NEGAÇÃO:

Enquanto isto, Raikkonen nega o favoritismo dele e da Ferrari. A McLaren nega a saída de Ron Dennis. Nelsinho Piquet nega que a Renault tenha chance de vitórias.

Uruguaiana, 28 de fevereiro de 2008.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

DE VOLTA EM 2008

BANDEIRADA – POR VICENTE MAJÓ DA MAIA - LEIA-BLOG BANDEIRADA: WWW.BLOGBANDEIRADA.BLOGSPOT.COM (vmmaia@uol.com.br)

SUMINDO E VOLTANDO:

Pessoal, sumi!!! Com o fim da temporada de F1, não me animei aborrecer o leitor, contando fatos de difícil comprovação, como são os testes de “inverno”. Voltei, agora, quando faltam somente 30 dias para o começo da temporada de 2008.
Assim, costumem-se a ler a BANDEIRADA, aqui neste espaço já tradicional, durante esta que – certamente – será uma temporada eletrizante.

ELETRIZANTE:

Trovejam forte as novidades no mundo da F1. A expectativa é grande para o começo na Austrália, no dia 16 de março. Depois de várias especulações sobre a formação dos “times”, Fernando Alonso acabou na Renault e recolocou os franceses na disputa das vitórias e quiçá até o título em 2008. No seu lugar, Heikki Kovalainen, que dividirá espaço com Lewis Hamilton, na McLaren. A Ferrari segue fortíssima. Cresce: Williams e BMW. Portanto, muita gente para disputar as vagas no podium, as vitórias, os pontos e o título da temporada. De quebra, os brasileiros terão duas boas expectativas: Felipe Massa credenciado ao título e a estréia de Nelson Ângelo Piquet.
As novidades não atingem somente os pilotos e as equipes. Os carros não terão controle de tração. Isto, pelo menos na teoria, nivela as equipes e renova a importância dos pilotos. Fator que poderá deixar a temporada ainda mais eletrizante.

APOSTAS:

Como não sou de ficar em cima do muro, tomo partido e digo: três disputam o título da temporada. São eles, pela ordem: Raikkonen, Hamilton e Fernando Alonso. Por fora: Massa e Kovalainen. A Ferrari é favorita (quando não é?). Alonso vem para a briga, mesmo que tenha que carregar a Renault nas costas. É uma questão de honra!!! Felipe Massa estará sobre forte pressão: ou vai ou racha. Nelson Ângelo poderá ocupar pódios, não creio em vitórias. Kovalainen vai dar um sufoco no Hamilton. Brigas nas posições intermediárias. A lista é grande: Rosberg, Hiedfeld, Kubica... Tem a Red e a Roso. Será que a Toyotta vem? Não creio na Honda, nem com a estratégia de Ross Brawn.

GP NOTURNO:

Quem lê a BANDEIRADA sabe das minhas preferências pelas corridas de Mônaco, Spa e todas que chegam na madrugada aqui no Brasil (a lista é grande). Mas, vou acrescentar duas novas de 2008: Cingapura e Valência. Ambas provas de rua, sendo que o GP Cingapura será a primeira prova noturna da F1 (28/09/2008). Imaginem!!!

URUGUAIANA, 20 DE FEVEREIRO DE 2008 (01)