BANDEIRADA – POR VICENTE MAJÓ DA MAIA
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MAIS IMPORTANTE:
Mais uma vitória de Jenson Button. Mais uma vitória da Brawn GP. Venceram em todos os tipos de pistas, em todas as condições, faça chuva, faça sol. Nada mais resta, a saber, no campeonato. Button já é campeão. Porém, algo de muito relevante vai ser objeto de muita analise a partir do que se viu nesta temporada: a importância da engenharia.
Veja-se que – até o final da temporada passada – Jenson Button amargava as últimas posições com um carro extremamente problemático como era a Honda. Num Passo de mágica, assumiu – quase na abertura desta temporada – um dos carros da Brawn e lidera facilmente o campeonato.
Qual a leitura que se pode fazer disto? Simples !! Um ótimo engenheiro é muito mais importante do que um bom piloto. O engenheiro consegue fazer milagres de transformar um carro perdedor, num vencedor. O piloto, me desculpem, não!!!
CABAL:
Tínhamos a noção da importância do carro. Agora, temos a prova cabal. Incontestável. Não estou dizendo com isto, que o piloto não tem importância. Porém, reduzo esta. A transformação da Honda em Brawn é a confirmação. Lembro da velha máxima: “Maior inimigo é o companheiro de equipe”. Única chance que o piloto tem de provar que é melhor.
REPROVADO:
O regulamento deste ano, com pneus lisos, limitações aerodinâmicas, difusores e etc está reprovado. Com nota vermelha e baixa. Vínhamos de quatro temporadas decididas na última prova. No detalhe, como a última em Interlagos. As novas regras deram ampla vantagem para uma só equipe, que soube “LER” melhor o regulamento. Não teremos mais interesse. As próprias equipes já estão se desmotivando e trabalhando no projeto do próximo ano. Portanto, retrocesso num momento crucial da F1.
FRIAMENTE CALCULADO:
Não lembro bem o nome do personagem que dizia fazer as coisas “friamente calculadas”. Creio que se tratava do Agente 86. Uma versão mais moderna da “Pantera Cor de Rosa”. Acertava as suas ações no último detalhe, sem a mínima intenção, com carregadas doses de sorte. E seguia sobrevivendo...
A história do novo regulamento da F1, com a LIMITAÇÃO DE GASTO, estão mais ou menos parecidas com a carreira do atrapalhado “86”. Os agentes Mosley e Ecclestone chegaram a montar uma estratégia, noticiando que as equipes deles (March=Mosley e Brabham=Ecclestone) estariam escritas no campeonato mundial de 2010. A seguir, o todo poderoso Mosley fez uma declaração tão bombástica, quanto ao nosso político (**) gaúcho: “- Estou me lixando para as montadoras.” E, ainda: “- Elas que criem uma competição...”
Na verdade, os “agentes” da F1 querem mesmo é colocar pressão nas “grandes” para a aprovação da “tabela” de gastos. Para isto, querem demonstrar que tem muita gente interessada em ocupar vagas na F1, desde que aja a drástica redução dos custos. Na listagem deles, já chegam a vinte (20) o número de inscritas para 2010.
Certamente, como no caso do atrapalhado agente 86, a F1 sobreviverá a mais esta. As montadoras ficarão; não vai haver nenhuma categoria nova, os custos descerão, e a March e a Brabham não disputarão a próxima temporada. Tudo friamente calculado...
(**) Aliás, político que construiu o autódromo de Santa Cruz do Sul.
URUGUAIANA, 10 DE JUNHO DE 2009.
Quarta-feira, 10 de Junho de 2009
Quarta-feira, 22 de Abril de 2009
BANDEIRADA – POR VICENTE MAJÓ DA MAIA
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APESAR DAS CIRCUNSTÂNCIAS:
Vocês que lêem este espaço sabem da minha posição em relação à Brawn GP. Defendi a tese de que a nova sensação inglesa seria alcançada. Esperava, eu, confesso que isto ocorresse na fase européia do campeonato, após o intervalo das quatro primeiras provas. Mas, o que se viu na China foi um avanço da Red Bull, mesmo que circunstancial, devido à chuva. Porém, lembro, que Sebastian Vettel poderia estar somente cinco pontos atrás de Jenson Button, não tivesse cometido a besteira de “brigar” com Kubica, na Austrália, onde tinha – no mínimo – o terceiro lugar garantido. Assim, se a Brawn é a força deste inicio de campeonato, posso afirmar que a Red Bull é a sua grande concorrente. A tendência é que a disputa fique cada vez mais acirrada, inclusive, com o avanço de outras equipes.
LONGA:
Para compensar a “meia” corrida anterior na Malásia, o GP China foi uma das mais longas dos últimos anos. Terminou com duas horas de corrida, devido à chuva e o Safety-Car. No aguaceiro, como sempre, varias ultrapassagens, rodadas, barbeiragens, estratégias que deixavam indefinidas a luta pelos pontos. Vettel confirmou ser bom de água. Barrichello, nem tanto, esperava mais do que a volta mais rápida da corrida feita no único momento em que a pista este mais seca. Massa vinha bem. Hamilton e Alonso – apesar de rápidos - cometem muito erros. Button regular, já pensando nos pontos e no campeonato.
TIME “B”:
Ironia do destino: A Mercedes prioriza a McLaren, mas quem vence é a Brawn. A Renault não vence com a sua equipe principal, mas com a Red Bull Racing. É a prova da desordem das grandes...
PERTURBAÇÃO:
A perturbação das grandes equipes é visível. Os carros não andam, os pilotos cometem erros, os pontos são poucos e, no caso da Ferrari, nenhum, em três corridas. Especula-se troca de dirigentes e até de pilotos em alguns casos. As grandes estavam desacostumadas a andar atrás. O quadro só se reverte, quando reinar a calma. Do jeito que as coisas andam ninguém consegue trabalhar tranqüilo. O mais incrível disto tudo é que passada a terceira corrida e tem gente falando no carro de 2010 e que a temporada está perdida. Alerto: tem muita coisa pela frente para jogar a toalha agora.
EMPREGO:
Senti algo no ar, quando li o desabafo (agora negado) de Nelson Ângelo. Tinha conteúdo justificativo. Ou de desculpa como queiram. Provavelmente, ele esteja andando com material inferior. Porém, os erros cometidos, as rodadas e batidas freqüentes, autorizam a rescisão do contrato. Nelson Ângelo fez bela carreira nas categorias inferiores, o que mostra se tratar de um bom piloto, porém, sempre teve a atenção total de suas equipes. Agora, não está conseguindo conviver sendo à sombra de Fernando Alonso e com a pressão dos resultados. Uma pena!
SEGUE:
A quarta etapa da F1 acontece neste final de semana. No Bahrein, no “velho” horário habitual da F1, às 09:00 da manhã. Os treinos são às 08:00 de sábado.
URUGUAIANA, 20 DE ABRIL DE 2009.
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Quarta-feira, 15 de Abril de 2009
A luta dos difusores é quase igual à luta do grande contra o pequeno. Do forte contra o fraco. Do bem contra o mal. Da FIA esperava-se qualquer coisa, neste julgamento. Já vimos cada decisão e imposição, nos últimos tempos, que nos autorizava a pensar e especular qualquer resultado final. Porém, foram mantidos e considerados legais. Fim da polêmica. Os pontos conquistados foram confirmados na tabela. Surpreendentemente, a Brawn lidera e Button segue como favorito ao título.
Mas, não sou engenheiro, nem especialista em aerodinâmica para emitir uma opinião corretíssima sobre o assunto; parece-me clara a vantagem de quem usa a peça. Basta ver o domínio da Brawn, o crescimento da Toyotta e os treinos da Williams. Todas as que tiveram a “visão” do funcionamento do dispositivo.
A vantagem da Brawn é “gritante”. Basta ver o carro bem sentado na pista nas curvas, muito menos, arrisco que os demais. A vantagem é visível. Percebível por quem está acostumado a acompanhar a F1.
CORRIDA DAS PRANCHETAS:
Agora, a corrida não é na pista. Os engenheiros das demais sete (07) equipes – sem difusores - correm atrás do tempo perdido. Pranchetas, desenhos, simuladores, enfim... Uma corrida contra o tempo perdido e a vantagem conquistada pelos espertos adversários. A Renault, por exemplo, já anunciou um equipamento “genérico” para o GP China, neste final de semana. Vamos ver se mais outras conseguem levar a pista suas engenhocas.
DECIDIDO:
Alguns mais pessimistas já entregaram as fichas para a Brawn, Toyotta e Williams. Para a “gang” dos difusores. Como a F1 não permite mais os testes, durante a temporada, entendem não terem chances de recuperar o tempo perdido. Não compartilho com esta posição. Acho que tem muita coisa ainda para acontecer na temporada. Inclusive, pode ocorrer uma reviravolta. Esperemos, então!
MÁGICA:
Embora o meu otimismo em relação ao equilíbrio da temporada, reconheço que os engenheiros das sete sem difusores terão um enorme trabalho para igualarem. Não é só colocar a peça e pronto!! Muita coisa do carro precisa ser redesenhada, para que se atinja o resultado esperado. Mas, como se trata de mágicos da prancheta, tudo é permitido. A maior dificuldade é que os testes das modificações ocorrerão nos treinos de sexta-feira, que passarão a ter uma grande importância no campeonato.
CHINA:
Domingo é na China e de madrugada, novamente. A prova começa as 04:00 horas. Ah! Como eu gosto das corridas da madrugada...
URUGUAIANA, 15 DE ABRIL DE 2009.
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Quarta-feira, 8 de Abril de 2009
PEQUENA GRANDE CORRIDA
Eram previstas 56 voltas. Correu-se 31. Porém, ninguém tem nada para reclamar. Foi uma pequena corrida de grandes emoções e expectativas. Pontos pela metade, o fato negativo. Não discuto a hora da corrida, pois aconteceu tanto coisa boa, que não me cabe analisar a ação da natureza. Não tivesse chovido, não teríamos tantas emoções e a corrida teria terminado na hora marcada.
Analiso que a Brawn é uma grata confirmação. Que a Toyotta evoluiu muito. E quem tem o KER estilinga na largada. E mais, as grandes estão completamente perdidas sem o difusor e atrapalhadas na suas entranhas. Ninguém se entende. Erros grosseiros que começam em mentiras para ganhar posições (McLaren, mentiu na Austrália, para Hamilton ganhar a posição de Trulli, não levou) e terminam na absurda escolha dos pneus de Raikkonen, na Malásia. Sem falar na avaliação do treino, no tempo da primeira parte (Q1). Ninguém assume os erros, o que é pior. Numa tendência de que eles possam continuar.
Mudou a F1. Para o bem geral dos amantes. Foram duas etapas. Falta muito ainda a acontecer. É só esperar.
REVIRAVOLTA:
Creio numa reviravolta breve na F1. Não acredito no domínio continuado da Brawn. Porém, entendo que ela se mantenha entre as primeiras, inclusive, obtendo novas vitórias, mas não um massacre. Nem um “fogo-de-malha”. No dia 14 de abril teremos importante decisão sobre o uso do difusor. Caso seja confirmado, já na China as grandes apresentam a sua versão inicial (ou genérica) da “peça”: Renault, McLaren e Ferrari. Quando chegar a fase européia, certamente, as coisas estarão ainda mais equilibradas e muitas equipes (e pilotos) poderão dividir vitórias e pontos importantes.
Talvez, a grande situação de Jenson Button é levar 15 pontos de vantagem em relação a três grandes pretendentes ao título: Massa, Raikkonen e Kubica. Tem vantagem de 14 em relação a Hamilton e 11 pontos em relação a Alonso. Eram cinco pretendentes ao título, que viraram seis com a surpresa da Brawn. A vantagem de Button conquistada agora é significativa e que pode ser muito importante no final do ano.
IMAGINAÇÃO:
Por mais criativo e arrojado que fosse o nosso palpite para o campeonato de 2009, ninguém imaginaria a revolução que proporcionou a Brawn. Todos – sem exceção – apostavam, no inicio da temporada, em: Massa, Hamilton, Alonso, Raikkonen e até no Kubica. Nunca nos pilotos da Brawn. É a transformação da F1. para o bem de todos e felicidade geral dos amantes do automobilismo. É o fim de marasmo.
URUGUAIANA, 07 DE ABRIL DE 2009.
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Quinta-feira, 2 de Abril de 2009
A VOLTA DOS GARAGISTAS:
A Brawn confirmou! Fez jus a tudo aquilo que se disse dela, depois dos últimos testes. Fez dobradinha (mesmo que circunstancial, no caso de Barrichello), no primeiro GP do ano. Deu uma verdadeira lição nas grandes montadoras. Um carro simples, bem “grudado” ao solo, sem KERs, mas com um revolucionário “difusor”. Obra-prima. Aparentemente, sem dinheiro (despediu boa parte da equipe de trabalho, depois da corrida). Mas com soluções criativas, fazendo a F1 lembrar os “velhos” garagistas que marcaram a história da categoria.
O feito desperta a atenção de vários outros construtores que tiveram que deixar a categoria, em face de avalanche das montadoras. Agora, com o aparente declino das mesmas, passam a cogitar a volta ou a adesão de novos. É uma nova revolução da F1. A valorização das soluções caseiras.
Não escondo minha preferência: grids cheios, carros de garagem, engenheiros criativos. A volta dos velhos tempos...
IMPORTÂNCIA DO CARRO:
Ficou gritante a importância do carro, nesta revolução da F1. Talvez, o fato mais negativo. Enquanto se debate a importância do piloto, na pratica, isto não funcionou. O comparativo com o ano passado é quase inevitável. A Honda não tinha carro, seus pilotos não andaram em 2008. Bastou a Brawn ter um projeto bem nascido e pronto! Venceram com méritos. Portanto, valorizou-se o carro e minimizou-se o piloto.
GUERRA:
Ficou evidenciada a guerra da engenharia. Os carros bem nascidos têm o DNA de Ross Brawn (um mago não de agora) contra Adrian Newey (Red Bull) e contra Willi Rampf (BMW). Ficaram para trás, na primeira prova, os engenheiros das grandes: McLaren e Ferrari.
PNEUS:
O grande problema para se administrar na prova da Austrália foram os pneus “moles”. Não duraram mais do que seis (06) voltas. Uma tragédia. Talvez, a coisa complique mais ainda no próximo final de semana, quando teremos a segunda etapa na desértica Malásia. Portanto, possivelmente teremos um desgaste ainda maior. A estratégia passa a ser fundamental.
ANSIEDADE:
Atribuo à ansiedade o acidente entre Kubica e Vettel. Dois jovens, querendo espaço. Não acredito que Kubica pudesse “buscar” Button, como disse. Assim como, acho exagerada a punição ao Vettel.
HORÁRIOS:
Com as determinações da FIA, os horários das provas foram adaptados para que as transmissões da televisão sejam no domingo pela manhã na Europa. Assim, tivemos o GP Austrália no incomodo horário das 03:00 horas. Na Malásia a corrida será às 06:00 horas. Fica um pouco melhor do que “cortar” à noite. Mas, teremos um novo madrugadão no domingo (05/04/2009).
URUGUAIANA, 01 DE ABRIL DE 2009.
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Quarta-feira, 25 de Março de 2009
INQUIETAÇÃO
INQUIETAÇÃO:
Dominei a ansiedade jogando xadrez. Afinal de contas, a cada movimento que faço, sou obrigado a esperar pela resposta do adversário. Restou-me a inquietação, eventual; principalmente, quando se trata de algo novo ligado ao esporte. É assim que me encontro na espera pela abertura da temporada da F1, em 2009.
A prova será na madrugada de sábado para domingo (03:00 horas). Melhor ainda... Sempre me confessei um apaixonado pelas provas da madrugada. Mas, a cobertura da televisão começa cedo. Na quinta, às 22:00 horas já teremos um verdadeiro desfile dos novos carros, pelas apertadas “ruas” do Albert Park, em Melbourne, Austrália. Ali já poderemos tirar a “febre” das possibilidades de cada competidor, de cada equipe. Alguns mistérios revelados.
Estou abrindo a minha 38ª temporada, acompanhando a F1. Uma vida. São quase 600 provas ininterruptas. Sendo que – em toda a história – a F1 correu 804 vezes. Cheguei a calcular muito mais de mil horas de minha vida, assistindo provas da F1. Só de provas ao vivo. Sem contar o resto... Não gastei e não desperdicei um segundo sequer deste tempo de dedicação. Foi tudo sempre extremamente prazeroso.
Começou com a companhia de um rádio de pilhas, no distante ano de 1971, quando não tínhamos ainda um campeão brasileiro. Nem televisão em Uruguaiana... A primeira – ao vivo – foi pela televisão em Porto Alegre, em 1978, quando ainda não estudava Direito (Ciências Jurídicas e Sociais, na época).
De lá para cá, montei um arquivo invejável, onde – entre outras relíquias – tenho toda a carreira de Ayrton Senna, gravada no meu velho e arcaico videocassete.
Este gosto, que vocês podem chamar de fanatismo, doença, qualquer outra coisa, acabou contribuindo decisivamente para outro vício: a escrita. Hoje, meus textos são publicados em vários jornais e sites do Brasil e do exterior (Argentina, Portugal e Espanha). Tornei-me até conhecido e “alimento” meu blog especialmente sobre automobilismo, onde armazeno meus textos (www.blogbandeirada.blogpot.com).
Neste final de semana, depois de cinco meses (da última prova no Brasil), vou preparar o meu ritual. Vejo todos os treinos, leio tudo que posso na internet, principalmente, as opiniões dos especialistas e amigos que convivo. Mas, no domingo, preparo e atraso bastante a janta, cuja sobremesa será a BANDEIRADA de largada de mais uma temporada. Aliás, campeonato que tem tudo para ser sensacional, com as regras novas, carros praticamente reconstruídos, pneus lisos, sem favoritos, por enquanto.
Vou curtir muito este momento. Para mim absolutamente especial. Assim como, curto muito parar a vida para assistir o esporte na televisão. Fiz disto, um dos grandes prazeres da minha vida e a convicção de que a felicidade está presente sempre neste momento.
URUGUAIANA, 25 DE MARÇO DE 2009.
OBS.: **** CONVIDO aos leitores: acompanhar o especial do VOZES DO ESPORTE, no sábado pela manhã, a partir das 9:15 horas, pela Rádio São Miguel – AM 880, ou pela internet: (WWW.portaluruguaiana.com/smiguel). Confirmada a participação de CELSO ITIBERÊ, do Globo do Rio de Janeiro, um dos grandes especialistas da F1.
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Quinta-feira, 11 de Dezembro de 2008
OS GARAGISTAS
A política NEO “quebrou” o sistema financeiro mundial. Eles que pregaram a privatização de tudo que era do Estado, agora, por pura ironia do destino, recorrem ao próprio Estado, como tábua de salvação para a bancarrota. Por uma incrível coincidência, as coisas são semelhantes na F1, na categoria principal do automobilismo mundial.
Os dirigentes da F1 badalaram as grandes montadoras; criaram várias regras de acesso à categoria, até uma taxa de adesão na ordem de 40 milhões de dólares. Praticamente, eliminaram as equipes pequenas, que fizeram a história da categoria.
Festejaram e privilegiaram a chegada da Honda, Toyotta, Renault, Mercedes e BMW. Acharam que a paz estava selada para sempre e que todos seriam felizes com seus motorhomes, suas festanças (até orgias, como foi pego o Presidente Max Mosley, certa vez).
Não é que agora, assustados com o pouco comprometimento das grandes montadoras e com a possibilidade real de deserção, eles – os festeiros – apuram-se a correr atrás de “novos” parceiros. Criam a regra do “motorzinho básico baratinho” e recorrem a quem? Aos velhos garagistas abandonados. Aqueles que faziam seus carros de forma quase artesanal, na garagem de casa, mas que marcaram e criaram a história da categoria.
Assim como, os banqueiros, as seguradoras, as montadoras, recorreram ao “velho” Estado; na F1, os dirigentes tentam salvar a categoria, recorrendo aos maltratados garageiros, que desde a década de 50 até a entrada das “grandes” montadoras, mantiveram a F1.
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Sexta-feira, 5 de Dezembro de 2008
ROLETA-RUSSA
BANDEIRADA – POR VICENTE MAJÓ DA MAIA
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ROLETA-RUSSA:
Cada vez mais nos assustamos com a dimensão da crise econômica mundial. Seus reflexos, suas conseqüências ainda estamos longo de saber. Ficou a lição de que não há como sobreviver com a ciranda financeira e a roleta-russa que se estabeleceu no mercado econômico mundial e afetou tudo.
Uma das pioneiras da bancarrota foi um banco que tinha ações na F1. Depois, insinuam-se problemas com a GM americana (não está na F1) e, agora, caiu como uma bomba a desistência da Honda, em continuar participando do campeonato mundial de F1, já em 2009.
Claro que a Honda não quebrou na bolsa de valores, porém, deve destinar os investimentos que fazia (e não era pouco) na F1, para recuperar um ou outro setor abalado pela crise. A F1 passou a ser prejuízo e supérfluo.
Fico pensando cá com meu travesseiro, sem nunca ter aplicada na bolsa: qual será o destino das outras equipes, as pequenas da F1?? Questiono-me. Talvez, nunca a categoria tenha enfrentado um problema tão gigantesco. Já que – além das próprias montadoras – existem sérias dificuldades com os patrocinadores, fortemente abalados pela crise.
NEO:
Na crise na F1 e no mundo, boa parte deve ser creditada ao incoerente sistema NEO. Eles pregam que o Estado não pode gerir nada além da saúde e segurança pública. Que bancos, petróleo, minas e até serviços essenciais entre outros tantos devem ser administrados pela iniciativa privada. Porém, quando “estourou” a crise, os “quebrados” correrão aos seus Governos para pedir socorro. Tudo com a ameaça de desemprego, recessão, falta de valores para investimentos. Para isto, o Estado serve... Quem sabe, a Honda – agora – se socorre do governo japonês...
QUAL O DESTINO? (01):
Quem ficou “a ver navios” foi a nossa Petrobrás. Tinha contrato com Honda para fornecimento de combustível em 2009. Agora, a “estatal” brasileira, vai ter que procurar outro caminho. E dizer que a Petrobrás abriu mão do contato que tinha com a “velha” Williams...
QUAL O DESTINO? (02):
Quem definitivamente ficou sem lugar foi Rubens Barrichello, agora só um milagre para seguir na categoria. Levou junto Bruno Senna, apesar do “sobrinho” dizer preparado pelo plano “B”: Force Índia ou Toro Roso. Luca de Grassi já estava sem destino mesmo, não perdeu nada com isto.
DEZOITO CARROS:
Grid diminui sensivelmente. Muda-se até a divisão de treinos. É o menor grid desde 1969. Fato altamente preocupante.
URUGUAIANA, 05 DE DEZEMBRO DE 2008.
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Quinta-feira, 4 de Dezembro de 2008
MEDALHAS
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Na foto o colunista com Luciano Burti, em Tarumã, dia 22/11/2008, durante a 11ª Etapa da Copa Nextel Stock car 2008.
BANDEIRADA – POR VICENTE MAJÓ DA MAIA
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MEDALHAS:
Nos últimos três anos, tivemos os campeonatos da F1 decididos na corrida final. Era tudo que a categoria mais precisava. Nos dois últimos anos, o suspense foi até depois da bandeirada final. A fórmula da disputa está aprovada, portanto. Acontece que – agora – o Sr. Bernie Ecclestone quer incutir nas equipes um novo sistema de pontuação, outorgando aos vencedores medalhas, usando critério olímpico. No final do ano teríamos como campeão não o piloto com mais pontos, mas aquele que tiver mais medalhas de ouro. Não disseram para o “capo” da F1, o velho ditado: “Não se mexe em time que está ganhando.”
A “idéia” está sendo recebida com fortes protestos, por parte dos dirigentes, principalmente, as pequenas, que ficariam alijadas de qualquer possibilidade de ostentar uma medalha olímpica. Principalmente, pelo fato de que as vitórias passariam a ser muito valorizadas e, portanto, aumentaria o investimento das grandes equipes.
Recado: Bernie! Esquece isto...
VITÓRIAS:
Se o objetivo é valorizar as vitórias, que seja alterada novamente a pontuação. Dando-se mais pontos para quem vence. Aliás, a regra de diminuir a diferença de pontos entre primeiro e segundo, foi instituída na categoria após o domínio gigantesco de Michael Schumacher, que – pelo sistema antigo – chegava à metade do campeonato como quase campeão. Portanto, existem várias maneiras de se valorizar as vitórias, sem que seja adotado o “quadro de medalhas”.
ALVOROÇO:
Aqui no Brasil, os alvoroçados torcedores do piloto da casa, acharam uma maravilha as medalhas e projetaram: se fosse neste ano (2008), Felipe Massa teria sido o campeão, afinal de contas teria no quadro de medalhas seis ouros, contra cinco de Lewis Hamilton. Tão longo surgiu o comentário, lembrei: o ouro a mais seria o da corrida da Bélgica e repetiria: injusto.
MOTOS:
Schumacher revela a sua paixão por andar próximo ao asfalto, ao se referir que pretende continua pilotando em campeonatos de motociclismo. Quer arrumar confusão na vida. Depois de escapar ileso de 16 temporadas na F1, chegando à casa dos 40 anos, o alemão deveria escolher uma “emoção” com menos risco. Mas, quem sou eu para recomendar...
DÚVIDA:
A Honda está em duvida sobre qual brasileiro vai usar em 2009. Talvez, por força do patrocínio da Petrobras, embora ambas (equipe e patrocinador) neguem que aja obrigatoriedade de uso de um brasileiro como piloto do carro japonês. Lucas di Grassi parece ter sido descartado. Restou a disputa em Rubens Barrichello e Bruno Senna. Acho que pela força do nome dá Senna.
URUGUAIANA, 03 DE DEZEMBRO DE 2008.
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Quarta-feira, 19 de Novembro de 2008
OS MELHORES - TOP 10
BANDEIRADA – POR VICENTE MAJÓ DA MAIA (vmmaia@uol.com.br)
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OS MELHORES:
A nossa BANDEIRADA é sempre a primeira a publicar a lista dos melhores do ano da F1. Nesta temporada, não vai ser diferente. Certamente, que após a nossa singela indicação, aparecerão as divergências, mas este é o objetivo: a ampla discussão. Com a lembrança de que o campeonato não foi só o GP Brasil.
Pela ordem:
1º) SEBASTIEN VETTEL: foi o melhor piloto do ano em minha opinião. Explico: embora o começo não muito bom, vencer em Monza (foi pole, também), com uma Toro Roso, ex-Minardi (um dos piores carros da história da F1), não é feito para qualquer um. Vale como um título.
2°) LEWIS HAMILTON: no segundo lugar do podium por ter sido campeão. Fez uma temporada de altos e baixos. Foi extremamente ousado em algumas situações (Bélgica e Japão) e muito conservador em outras (Interlagos). Cometeu erros, entre eles, o abalroamento em Raikkonen, no Canadá.
3º) FELIPE MASSA: reagiu muito bem ao início complicado, onde cometeu erros como aquele na Malásia (2º prova). Também, ele teve altos e baixos momentos, durante a temporada. Erros como em Silverstone e acertos como o da largada na Hungria. Amadureceu como nunca, durante o ano e foi prejudicado em alguns momentos pela equipe, sem reclamar.
4º) ROBERT KUBICA: o polonês conseguiu a sua primeira vitória, chegou a assumir a liderança do campeonato, até o GP Canadá, algo surpreendente. Lutou pelo título até o GP Japão. Outro feito. Não teve equipamento para buscar Hamilton e Massa.
5º) FERNANDO ALONSO: mostrou no final de campeonato o seu currículo de bicampeão. Fez andar a “carroça” da Renault. Um pena ter conseguido reagir tarde demais. Mesmo assim, contabilizou duas vitórias.
6º) NICK HIEDFELD: embora a badalação sobre seu companheiro de equipe (Kubica), o alemão fez um boa temporada (4 podiuns). Destaque especial para a cartada no GP Bélgica, quando parou na última volta para trocar os pneus e a tática quase deu certo.
7°) NICO ROSBERG: fez dois podium (Austrália/Cingapura), com uma Williams é muita coisa. Porém, precisa melhorar para não ser a eterna promessa, a exemplo de Trulli, Button e muitos outros.
8º) JARNO TRULLI: talvez, sua melhor temporada na F1. Apareceu bem nos treinos, dificultou muito as ultrapassagens dos concorrentes. Esteve freqüentemente entre os oito primeiros e chegou a um podium, na França.
9°) KIMI RAIKKONEN: desmotivado, porém, por ter vencido duas corridas e ajudado a Ferrari na reta final, merece ficar no grupo dos dez.
10º) TIMO GLOCK: fez, também, seu primeiro podium, na Hungria. Esteve bem, principalmente, no final do campeonato.
A lista e a justificativa estão à disposição para o amplo debate. Mas cabe, novamente, o registro que a escolha se baseia nas dezoito (18) provas realizadas na temporada. Não somente a última.
URUGUAIANA, 19 DE NOVEMBRO DE 2008.
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Quarta-feira, 12 de Novembro de 2008
JUSTO
BANDEIRADA – POR VICENTE MAJÓ DA MAIA (vmmaia@uol.com.br)
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LISTA DOS MELHORES:
Aqui no BANDEIRADA, quase sempre, a lista dos melhores chega primeiro. Vou indicá-los, hoje, a justificativa vem na próxima semana: 1) Sebastian Vettel; 2) Lewis Hamilton; 3) Felipe Massa; 4) Robert Kubica; 5) Fernando Alonso; 6) Nick Hiedfeld; 7) Nico Rosberg; 8) Jarno Trulli; 9) Kimi Raikkonen; 10) Timo Glock.
DEZOITO:
A relação dos melhores leva em conta que a temporada tem dezoito provas (18) provas. Não se deixa levar pela emoção da última curva. É direito de o leitor opinar. Mas, não esqueçam disto. Analisei levando em conta os resultados, as possibilidades, as condições de cada uma nas suas equipes, condições dos carros que pilotaram durante a temporada toda, os erros cometidos. Cheguei ao meu resultado. Portanto, aqueles que não concordarem, basta fazer a sua lista.
LIÇÃO:
O próprio Felipe Massa mencionou que não perdeu o título na ultima curva. Perdeu no conjunto de dezoito corridas, onde ficou UM (01) pontinho só atrás do vencedor Lewis Hamilton.
PELO JUSTO:
Não gosto muito da história do “SE”. Porém, imaginando que Lewis Hamilton não tivesse ultrapassado Glock, na última corrida, teríamos Felipe Massa, campeão. Eles ficariam empatados com 97 pontos. O brasileiro seria campeão por ter conseguido uma vitória a mais do que o inglês (6x5). Porém, é importante lembrar que esta vitória a mais não seria só a conquistada no Brasil, na última prova.
A prova decisiva do campeonato, na verdade, seria o GP Bélgica, corrida na qual Lewis Hamilton foi o vencedor e, posteriormente, punido. Naquela oportunidade, a vitória foi tirada do inglês e entregue ao brasileiro Massa.
Assim, teríamos um campeonato decidido por um comissário, fiscal, que puniu (em minha opinião, injustamente) o inglês e, ainda, entregou a vitória para o nosso representante (grande e decisiva vantagem, no caso de empate entre ambos). Não seria justo o campeonato ser decidido assim. Principalmente, pela forte dúvida e/ou polêmica punição recebida pelo inglês. Para quem não lembra: Hamilton atalhou a chicane, devolveu a posição para Raikkonen e, logo a seguir, efetuou a ultrapassagem na curva seguinte, o que foi considerado irregular pelos fiscais. Este julgamento dos fiscais da Bélgica passaria a ser decisivo no campeonato. Mais importante do que as demais 18 provas.
O justo pelo justo: Lewis Hamilton.
URUGUAIANA, 11 DE NOVEMBRO DE 2008.
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Sábado, 8 de Novembro de 2008
KERS - Fórmula 1 a pilha ou a fricção
2009 vai ser um ano de mudanças na F1. Grandes mudanças. Já não bastasse a volta dos slicks e o fim dos penduricalhos aerodinâmicos, que devem melhorar as brigas na pista e tornar os carros mais bonitos, também teremos a introdução do KERS (Kinetic Energy Recovery System/Sistema de Reaproveitamento de Energia Cinética). Nós meros mortais pouco sabemos sobre o KERS e muita bobagem vem sendo dita inclusive na TV. O que basicamente se sabe e que ele dá choque (BMW) e que explode (Red Bull).
O KERS é uma forma de reaproveitar a energia perdida nas frenagens e usá-la como potência extra para o carro. Usando o movimento das rodas no momento que o piloto pisa no freio para gerar energia, armazená-la num dispositivo e aplicar essa energia novamente nas rodas em momento da aceleração.
O mais legal de tudo isso e que existem várias formas de se aplicar isso e as equipes estão trabalhando em projetos diferentes. Adorava a época que os motores eram liberados. V12, V10, V8, W16, H8. Um motor poderia ser melhor numa pista, mas não era em todas. Isso equilibrava a disputa. A beleza esta nas diferenças. Imagine se todas as mulheres fossem iguais. Todas seriam igualmente belas, mas nenhuma seria mais que a outra. E também apareceriam alguns dizendo que todas são feias. Dou como exemplo a Stock V8, todos iguais, todos horríveis iguais, nenhum mais, nenhum menos.
A princípio a maioria das equipes trabalham com soluções elétricas. Um gerador é acoplado ao sistema de transmissão que no momento da frenagem acumula energia em uma bateria e essa aciona um motor elétrico também acoplado ao sistema de transmissão ao comando do piloto. Esse motor pode gerar no máximo 80 cavalos por no máximo 6,67 segundos por volta segundo o regulamento da FIA. São 80 cavalos a mais em um motor que não chega a 800 cavalos, ou seja, mais de 10% de ganho em quase 7 segundos. Como na maioria dos circuitos atuais o tempo de volta varia em torno de 70 a 80 segundos podemos dizer que são 10% também do tempo. Ou seja, o ganho é significativo. O problema é que esse sistema é pesado, principalmente as baterias e na f1 mais é mais. Mais peso, mais lento.
Esse sistema acima seria um F1 a pilha, só que também existe uma solução a fricção. Engenheiros ingleses desenvolveram um dispositivo que acumula energia cinética em um volante que gira numa câmara a vácuo, apelidado de Flybrid. O volante em forma de disco é acoplado a um câmbio CVT (Continuously Variable Transmission/Transmissão Continuamente Variável) que e acoplado ao sistema de transmissão. Quando as rodas freiam o CVT é acionado fazendo girar o volante a até 100.000 rpms. Ao comando do piloto o câmbio CVT é acoplado ao sistema de transmissão transferindo o movimento do volante para as rodas. É igual o funcionamento do carrinho de fricção. Os desenvolvedores dizem que o aproveitamento de energia é de 70% contra 40% do sistema elétrico que tem que transformar movimento em eletricidade e depois eletricidade em movimento, perdendo eficiência, no sistema Fybrid a energia é acumulada em forma de movimento e não requer conversão e o sistema inteiro é muito mais leve.
Ao que parece a Williams deve usar esse sistema e também uma outra equipe que pode ser a McLaren ou a Renault, afinal os engenheiros são ex-funcionários a empresa francesa.
Vale lembrar que o KERS é permitido e não obrigatório para 2009. Acho que talvez nenhuma equipe vai usá-lo na primeira prova de 2009 mas me arrisco a dizer que ninguém vai chegar no final do ano sem ele.
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Stanley Ragazzi
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Quarta-feira, 5 de Novembro de 2008
REQUINTES DE CRUELDADE
BANDEIRADA – POR VICENTE MAJÓ DA MAIA
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REQUINTES DE CRUELDADE:
Já vi isto, sim, no automobilismo. Já vi isto, sim, em filmes. Aqueles cujo roteiro deixa para resolver tudo nos últimos momentos. A história do GP Brasil teve todos os requintes: tensão, com a chuva da largada. Dúvida, sobre a estratégia a seguir. Perigo, nas condições da pista, no final. Expectativa, pois a poucos metros da chegada, ninguém sabia ao certo que venceria o campeonato. O roteiro perfeito de um filmaço. Mas, teve o seu lado cruel: com a torcida da arquibancada, com a equipe Ferrari e com a família e amigos de Felipe Massa. Mas... Para quem aprecia o automobilismo foi mais uma corrida sensacional. E um campeonato mundial inesquecível. Que vale um livro. Que vale um filme.
JUSTO:
Houve um grande equilíbrio na temporada. Entre Hamilton e Massa. Ambos mereciam o título. Porém, somente um deles poderia ficar com a “taça”. Foi justo. Lembro do episódio da Bélgica, quando tiraram a vitória do inglês, por ele ter “ousado” a ultrapassar. Ali, a FIA estabeleceu um equilíbrio que o campeonato já não tinha. Uso isto para fundamentar a minha opinião. Felipe Massa foi grande. Principalmente, no final do campeonato. Mas, o título, pelo episódio da Bélgica, ficou nas mãos certas.
CONSPIRAÇÃO:
Por favor, chega com a história de conspiração. Na última volta somente dois carros não tinham trocado os pneus para pista molhada. Estavam – portanto - com pneus para pista seca, com Interlagos chovendo. Eram eles ambos os pilotos da Toyotta, que resolveram arriscar ir até o final. Explico ainda, que Timo Glock somente estava na última volta em quarto lugar, pois não havia parado para trocar os pneus. Resumindo tempo de volta de Glock: 1.44.731. Tempo de volta de Trulli (seu companheiro de equipe e que estava nas mesmas condições): 1.44.800. Vejam, portanto, que Glock chegou até a andar mais rápido que Trulli, na última volta. Os dados podem ser coletados em vários sites e blogs de automobilismo e na própria página da FIA. Para finalizar: a Toyotta tem os seus compromissos com patrocinadores. Metas a cumprir durante a temporada. Jamais facilitaria a vida de uma concorrente, no caso a Mercedes-McLaren. Portanto, chega!!!!
CONSOLO:
O brasileiro entrou na onda do automobilismo, por força dos resultados de Felipe Massa. Por ter ele chegado ao Brasil com chances de ser campeão do mundo. Voltamos a dar importância a F1, pois tem brasileiro ganhando. Então, um lembrete: anotem as datas do calendário da próxima temporada em começa no final de março/2009 (28/29). E um detalhe: Felipe Massa amadureceu muito neste ano de 2008. Começou mal o campeonato, cometeu erros (Malásia), reagiu. Mostrou evolução no aspecto psicológico e se credenciou ao título do próximo ano.
ENTENDEM??
Pessoal que lê o BANDEIRADA, sabe do meu fanatismo por automobilismo de competição. Deixo de fazer qualquer coisa para assistir uma corrida, especialmente, as da F1. O final do GP Brasil, no domingo, é a prova definitiva que este fanatismo não é à toa. Entenderam porque gastei mais de MIL HORAS da minha vida, frente a uma televisão vendo provas da F1????
SAUDADES:
Serão quase cinco meses sem F1. Confesso! Já estou morrendo de saudades.
URUGUAIANA, 05 DE NOVEMBRO DE 2008.
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Vicente Majó da Maia
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Quarta-feira, 29 de Outubro de 2008
Equipes da MotoGP 2009
Yamaha:
Valentino Rossi
Jorge Lorenzo
Ducati:
Casey Stoner
Nicky Hayden
Honda:
Dani Pedrosa
Andrea Dovizioso
Suzuki:
Chris Vermeulen
Loris Capirossi
Kawasaki:
John Hopkins
Marco Melandri
Yamaha Tech 3:
Colin Edwards
James Toseland
Gresini Honda:
Toni Elias
Alex de Angelis
Ducati d´Antin:
Niccolo Canepa
Mika Kallio
Honda JIR:
Yuki Takahishi
Honda LCR:
Randy de Puniet
Ducati Onde 2000:
Sete Gibernau
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Stanley Ragazzi
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DECISÃO E PRESSÃO
BANDEIRADA – POR VICENTE MAJÓ DA MAIA
LEIA - BLOG BANDEIRADA: WWW.BLOGBANDEIRADA.BLOGSPOT.COM
DECISÃO E A PRESSÃO:
Sinceramente, não creio que a pressão será o fator de decisão, no campeonato. Qualquer praticante de esporte sofre a sua pressão. Uns mais outros menos. Imagine uma final de futebol, estádio cheio... Uma decisão no basquete americano. De outra medalha olímpica. Portanto, todo o atleta tem que estar preparado para viver este momento. Assim, não podemos dizer que o inglês Lewis Hamilton vai sentir mais pressão do que o brasileiro Felipe Massa, quando apagarem-se as luzes na largada do GP Brasil, domingo. Já estiveram em situações semelhantes em suas carreiras, nas categorias de base e mais jovens. Estão acostumados com a pressão, embora, quem sejamos nós para medi-las. Certamente, Hamilton vai ser arrojado como sempre e Massa usará a sua tática de corrida. O resultado final, dependerá de vários fatores. Porém, não vejo a pressão como fator relevante na hora da decisão.
CHANCES:
A Ferrari é o carro mais adequado a Interlagos. Venceu facilmente ano passado. Porém, a escolha dos pneus pode ser fator de equilíbrio nesta disputa, já que a McLaren tem se dado melhor com os compostos, principalmente, nas ultimas corridas (conjunto duro e semi-mole). Mas, tem o fator motor. Neste quesito a vantagem é da Ferrari, que corre com motores novíssimos e a McLaren terá que repetir o mesmo do GP China. Mais chance de quebra. Muito embora, para o piloto da McLaren não seja necessário correr riscos.
DEPENDÊNCIA:
Imaginam que Felipe Massa seja o vencedor do GP, para chegar ao título necessitaria da colaboração de mais quatro pilotos para preencher as posições a frente de Hamilton (2º, 3º, 4º e 5º lugares, deixando para o inglês o 6º). Na verdade, pelo que se viu no campeonato, não tem ninguém, exceto Raikkonen, que possa garantir a tarefa. Ambas as BMW e as Renault não têm força suficiente para derrotarem o inglês, sem o infortúnio. É melhor o brasileiro torcer pela quebra ou acidente do inglês.
PIZZA:
Depois do anuncio da FIA de que quer motores padronizados e quase monomarca na F1, houve manifestações da Ferrari e Toyota em abandonarem a categoria. Nos meus 38 anos acompanhando a categoria, já vi este filme muitas vezes. Basta uma discórdia e volta o papo de abandono da categoria. Desta vez, sei, a turma do Bernie Ecclestone foi longe demais. Motor padrão é exigir que as grandes montadoras do planeta usem equipamento produzido por terceiros. Uma heresia. Ninguém vai topar. A história do motor padrão e do abandono da categoria pelas montadoras, vai acabar como sempre: em pizza.
URUGUAIANA, 29 DE OUTUBRO DE 2008.
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Vicente Majó da Maia
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PUBLICADO NO JORNAL TRIBUNA DE URUGUAIANA
NÃO TEM OUTRO ASSUNTO:
No domingo, em Interlagos, se decide mais um mundial de F1. Será a final do 49º campeonato da história, que começo no dia 13/05/1950, em Silverstone, na Inglaterra. É a primeira vez, que um brasileiro decide “em casa”, o título da categoria. Tudo isto, não me sobra outro assunto para abordar aqui.
Todos sabem da minha paixão pelo automobilismo, acompanho a F1, desde 1971. Antes de termos o nosso primeiro campeão, o Emerson Fittipaldi (1972). Vi todas as corridas de Nelson Piquet, todas de Senna, todas de Michael Schumacher. Disse todas. Pois desde lá, não perdi nenhuma, de acompanhar ao vivo. Ininterruptamente. No início, escutava no rádio de pilha, na Globo do Rio, com narração do Jorge Curi, reportagem do húngaro Janos Langel e comentários do hoje meu amigo Celso Itiberê (colunista de automobilismo do Globo), o melhor dos melhores. Depois, veio o compacto, no Fantástico. Finalmente, em 1978, quando fui morar em Porto Alegre, passei a ver ao vivo as corridas nos domingos pela manhã. Lembro que o narrador era o Luciano do Vale. O Reginaldo Leme gatinhava nos comentários. Em 1984, já na era do vídeo cassete, passei a gravá-las. Todas, sem perder um detalhe. Finalmente, a F1 tornou-se um dos maiores espetáculos da terra. Cada corrida uma verdadeira obra de arte no colorido dos carros, dos motorhomes, da sofisticação dos autódromos, cuja arquitetura serve exemplo para outras grandes obras no planeta. Veja-se a que ponto chegou a F1, que corridas são realizadas à noite, com clarão de um dia, ao custo dos bolsos emergentes de Cingapura. Lá no longínquo, 1971, isto nunca me passou pela cabeça...
Depois de uma temporada com 17 corridas já disputadas, me encontro no aguardo da última (18ª). Cheio de expectativas, como se fosse à primeira. Depois de ter acompanhado 593 delas, de um total de 802, já realizadas desde 1950. Dado incrível para quem nasceu dez anos depois da criação da categoria. Talvez, poucos tenham isto no currículo, aqui no Rio Grande do Sul, quiçá até no Brasil. Uma doença, não nego, pois NADA me tira da frente da televisão, durante uma corrida de F1. Disse NADA.
VICENTE MAJÓ DA MAIA - vmmaia@uol.com.br
Uruguaiana, 29 de outubro de 2008.
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Quinta-feira, 16 de Outubro de 2008
BANDEIRADA JUNHO/SETEMBRO DE 2008
EXAGERADA:
Achei equivocada a punição ao inglês Lewis Hamilton, no GP Bélgica. Disputava posição com Raikkonen, devolveu após atalhar a chicane. Recuperou na curva seguinte e foi punido. Agora, mais recentemente, no GP Japão, largou mal e tentando recuperar-se, sofreu nova punição. Reservo-me o direito de achar, novamente, exagerada. Ao que parece, estabeleceram uma nova regra na F1: É proibido ultrapassar. É proibido arriscar. E a implicância dos fiscais parece ser dirigida ao inglês. Veja-se que – recentemente, na Hungria – Felipe Massa arriscou tudo no final da reta, fritou pneus, cortou a frente dos demais, assumindo a liderança da corrida. Por aqui, consideraram a manobra digna de comparativo com a feita por Nelson Piquet, em 1986, sobre Ayrton Senna, no mesmo lugar. Não houve qualquer punição e não deveria ter havido mesmo. Foi risco, arrojo, coragem, determinação. Portanto, entendo exagerada ambas as punições ao inglês: na Bélgica e no Japão.
DAS BOAS:
Não choveu e, mesmo assim, tivemos uma baita corrida de F1, no Japão. Ultrapassagens, punições (quase todas equivocadas), resultados fora dos prognósticos e nova vitória de Fernando Alonso. Ele conseguiu fazer a “carroça” da Renault vencer duas corridas em 2008. Uma façanha. Das maiores. Recupera-se a equipe francesa, projeta-se para a próxima temporada. Recupera-se também Nelson Ângelo que tira a corta do pescoço e mostra que merece nova chance, já que também ajudou na recuperação da equipe. Destaque também para Robert Kubica que mantêm condições matemáticas de chegar ao título, imagem!
CINCO:
Diminuiu (ou diminuíram, me refiro ao episodio das punições) a cinco pontos a desvantagem de Felipe Massa em relação ao inglês Lewis Hamilton. Mas, são duas provas somente para o final. Porém, tanto China, como Brasil, favoráveis à Ferrari. Se é que nesta temporada podemos antecipar algo. E tem o Kubica, como sua BMW, correndo bem por fora, com chances somente na matemática e no improvável. Nem Massa, nem Kubica dependem de seus resultados. Ambos contam com o insucesso de Hamilton. Porém, o brasileiro poderá ser ajudado pelo seu companheiro Raikkonen, já fora da luta pelo bicampeonato. O próximo round da luta, acontece na madrugada de sábado para domingo.
O QUE FAZER?:
É a primeira vez que temos uma prova às 5:00 horas da manhã (deveria ser às 4:00, mas estaremos no horário de verão). O que fazer? Dormir e madrugar no domingo. Ou varar a noite e dormir depois da corrida? Ainda não resolvi. Sério problema para resolver... Mas...Avisarei aos amigos se sair a tradicional reunião (churrasco, cerveja e F1).
URUGUAIANA, 15 DE OUTUBRO DE 2008.
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ILUSÓRIO:
Veja-se que – depois das vitórias não previstas de Vettel e Alonso – aumenta significativamente o número de vencedores na temporada. Somam-se a eles os vencedores: Hamilton, Raikkonen, Massa, Kubica e Kovalainen. Nos últimos anos, foi a temporada com mais número de vencedores diferentes. Porém, por mais incrível que pareça, nada disto significa que tenha havia equilíbrio na temporada. Muito pelo contrário. Houve sim, muitas condições circunstancias que propiciaram a existência de vários resultados fora dos prognósticos. O domínio da Ferrari é evidente. A única equipe a combatê-la é a McLaren. Porém, quando ambas falham, surgem as vitórias inesperadas, sem continuidade, de BMW, Renault e até a Toro Roso. Não por estarem no mesmo nível, mas por circunstâncias.
MERECIDA:
Apesar de circunstancial, foi merecida a vitória de Fernando Alonso, no GP Cingapura. Vejam o sacrifício feito pelo espanhol que passou a temporada inteira. Foi uma recompensa pelo trabalho que se propôs, a partir de um contrato de recuperação da Renault. Quem sabe, com um novo projeto aerodinâmico e com um carro melhor “nascido”, o espanhol volta a lutar pelas vitórias e pelo título em 2009.
CORDA:
A corda está no pescoço de Nelson Ângelo, infelizmente. Creio que não falta talento ao piloto brasileiro. Porém, esteve sempre acostumado a ter todas as atenções de suas equipes, nas categorias onde se formou e mostrou talento. Agora, é apenas mais um tentando espaço na F1. Isto, pode ter sido o principal motivo para ter cometido os erros que cometeu. Veja-se que o piloto chegou a disputar roda a roda o título da GP2 com Lewis Hamilton. Prova de que é do ramo. Mas, precisa se sentir mais a vontade dentro da equipe para render o potencial. Tomara que tenha outra chance.
FUJI:
Na madrugada de domingo teremos mais uma decisiva etapa da F1. Ano passado a prova foi debaixo de um temporal. Alonso bateu, Hamilton venceu e Massa ultrapassou Kubica de forma sensacional na última volta. Mais uma prova que promete, muito embora, a meteorologia preveja tempo bom, no Japão.
CÁLCULOS;
São sete pontos de vantagem para Hamilton. Faltam três provas. Basta para o inglês chegar em segundo em todas elas. Porém, os cálculos não podem ser só assim. Felipe Massa tem duas pistas prediletas pela frente: China e Brasil. Isto pode ser fator decisivo na luta pelo título.
URUGUAIANA, 08 DE OUTUBRO DE 2008.
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DRIVE-THOUGH:
A punição de Lewis Hamilton na Bélgica, ocorreu após o término da prova, porém, era equivalente a um “drive-trough” (na linguagem da F1, uma passagem pela área de Box, com a velocidade de pit-stop). Calcula-se que tal passagem represente a perda de 25 segundos para o piloto. Como a punição não ocorreu durante a prova, os fiscais resolveram somar ao tempo de inglês, os 25 segs. O grande ponto da discussão é em relação ao cabimento ou não de recurso, no caso de aplicação desta punição (drive-trough). Assim, encontramos uma grande divergência a ser debatida: primeiro, se houve ou não a infração; segundo, se cabe o recurso da McLaren, já que não é admitido recurso ao drive-trough.
Minha opinião: a punição foi totalmente INJUSTA. Não se pode proibir de ultrapassar. Não é claro se houve a vantagem de Hamilton com a manobra, ao que me pareceu o inverso: Raikkonen se apresentava muito lento no local. Porém, questiono o fato de que não é admitido o recurso no drive-trough. Portanto, creio que a decisão foi corretamente mantida por este segundo aspecto. O campeonato pode ter se decidido a partir desta punição. Foram sete pontos em discussão.
É uma regra a ser modificada na F1, concedendo o direito de discussão em relação à punição.
PROÍBIÇÃO:
Não gostei nada daquilo que vi, no GP Itália. A cada passagem sobre as zebras, os pilotos se apressavam em devolver a posição. Ora, há muitos anos se discute a ultrapassagem na F1. Agora, que elas às vezes acontecem, punem-se os pilotos. Sinceramente, quem acabar com o espetáculo.
ILUMINADO:
No próximo domingo, nas ruas do novo circuito de Cingapura, a primeira corrida com luz artificial na F1. O GP Iluminado. Cabe uma explicação: o GP será de noite em Cingapura, para obedecer ao horário normal das corridas na Europa (14:00 horas). É a força da televisão, que obrigaram os organizadores ao custo altíssimo da luz artificial para que pudessem realizar o GP. A direção da categoria irá forçar outros países ao mesmo procedimento, padronizando o horário da largada.
DOIS:
Com a confirmação do resultado do GP Bélgica, a diferença ente os dois pretendentes ao título é de somente um (01) PONTO. A vantagem de Hamilton é no ponto, porém, não é em vitórias, onde Massa tem mais. Quase, portanto, um empate técnico. Os demais estão fora da briga. Faltam quatro provas e a diferença para Raikkonen é de 21 pontos. O finlandês terá que ser fiel escudeiro de Felipe Massa até o fim do campeonato.
URUGUAIANA, 24 DE SETEMBRO DE 2008.
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PRESSENTIMENTO:
A minha coluna, antes do GP Bélgica, revela um pressentimento: que na primeira prova com chuva daria vitória de Sebastien Vettel. Dito e feito! A minha sorte é que está escrito. Repito o que escrevi (basta ver as colunas anteriores): “...Porém, se chover, poderemos ter grandes surpresas. Coisas imprevisíveis, como uma vitória da Toro-Roso, com um Vettel da vida. Só para citar um exemplo. Aguardemos, então.”
Não vou dizer mais nada!
NOVA GERAÇÃO:
Fala-se muito na nova geração de pilotos da F1. Pródiga é certa. Porém, alguns precisam ocupar melhores espaços para revelação de seus talentos. O próprio Vettel, por exemplo, fez uma grande façanha, em Monza, mas dificilmente poderá repeti-la num futuro próximo, já que pilotará uma Red Bull, em 2009, carro que ainda não tem condições de levá-lo a ocupar um espaço importante entre os pretendentes à vitória e títulos no próximo ano. Portanto, é um desperdício. Existem outros casos de pilotos talentosos, que estão explodindo de vontade de ocuparem melhores lugares e que não tem chances.
FAÇANHA:
Realmente, é uma façanha vencer em Monza pilotando um carro de segundo time e de quinto escalão na F1. O resultado conseguido por Vettel é – na minha visão – superior ao segundo lugar de Ayrton Senna, de baixo de chuva, com uma Tolemann, em 1984. Desculpem os mais fanáticos. Mas... Não estou desmerecendo o feito de nosso grande campeão. Vejam que, dois anos atrás, o carro de Vettel era - nada mais, nada menos – do que uma Minardi, um dos piores carros da F1. Claro que os mais fanáticos vão me corrigir e dizer que a Toro Roso tem o dedo de Adrian Newey. Porém, a equipe principal dos energéticos (Red Bull) nunca chegou perto da vitória e já tenta há muito tempo, com um orçamento bem maior que a equipe “B”, pilotada por Vettel. E um detalhe de registro importante: a vitória foi em Monza, não em circuitos que nivelam por baixo os carros, como é o caso das pistas de rua.
PROIBIDO:
Olha! Que baita frescura criaram na F1, depois da punição de Hamilton, em Spa. Toda vez que o piloto conseguia passar, usava as zebras, fazia um pequeno atalho e vinha à ordem da equipe para devolver a posição. Foi decretado, então: é proibido ultrapassar! Sinceramente, querem acabar com o espetáculo. O pior de tudo é que os pilotos ficam nas mãos da decisão de fiscais, que – muitas vezes – sequer sentaram em carros para pilotar em uma corrida.
CAMPEONATO:
Definitivamente, o campeonato ficou entre Lewis Hamilton e Felipe Massa. Diferença de um só ponto em favor do inglês. Os finlandeses (Kovalainen e Raikkonen) trabalhando em prol de seus companheiros de equipe. Quatro etapas de grande emoção. Com o “gran finale” no Brasil em novembro.
URUGUAIANA, 17 DE SETEMBRO DE 2008.
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QUATRO MINUTOS:
Não vamos resumir o GP Bélgica, em Spa-Francorchamps, há apenas os quatro minutos finais. Foi uma ótima corrida, quase na sua totalidade. Na largada ficou claro que teríamos grandes emoções. Já havia antecipado, na semana passada, que – em Spa – não é necessário chover para termos emoção. E foi assim. Porém, as voltas finais foram algo eletrizante. Os minutos finais estilo ao GP Mônaco, 1982, quando o Diretor de Prova, incrédulo, aguardava o vencedor, depois de uma chuvarada, antes da bandeirada. Em Spa, domingo, foi quase isto. Quem não fez um pit-stop de emergência, arrastou-se pela pista e pela grama na última volta da corrida, criando uma enorme expectativa. Coisas incríveis aconteceram, tanto que o resultado ainda está sendo discutido. Mas é outra prova para não esquecer.
DISCUSSÃO:
Não ainda de nada lermos textos sobre o GP Bélgica, sem entre no mérito da discussão e tomar uma posição sobre o resultado da corrida, na questão da punição de Hamilton. Portanto, vou dar a minha: INJUSTA! Vejam o seguinte: havia a disputa da posição entre Raikkonen e Hamilton, na chicane Bus-Stop. Ambos se enrolaram. Chegaram a roçar os carros. Hamilton efetivamente atalhou. Porém, fez a manobra clara de devolução da posição. Mas, a partir daquele momento, vimos o carro de Raikkonen muito mais lento do que o normal. Visivelmente, lento. Tão longo cruzaram a linha de chegada completando mais um volta, o inglês retomou o seu objetivo de ultrapassar o Raikkonen que estava muito, muito lento. O fez. Portanto, acho que a manobra foi normal. O que não foi normal, foi o fato de que Raikkonen estar muito mais lento. Falam que Hamilton vinha com melhor tração, porém, discordo desta posição. Quem vinha tentando acelerar na pequena reta era Raikkonen. Hamilton vinha desajustado pela parte do atalho. Assim, injusta – na minha ótica – a punição do inglês Lewis Hamilton.
GRAVE:
Surge a noticia de que a McLaren teria consultado os Fiscais, após a manobra, sendo que eles teriam validado a atitude de Hamilton. A consulta teria sido feita de modo a propiciar a Hamilton, se recuperar, caso tivesse que entregar novamente a posição para Raikkonen. Com a confirmação dos fiscais, Hamilton foi embora, fez o seu restante de corrida e venceu. Depois, a equipe foi surpreendida pela punição. Caso a ser discutido na apelação.
MASSA:
Numa corrida discreta, massa acaba sendo declarado vencedor, diminui a desvantagem para Hamilton, tira do campeonato Raikkonen e parte para as provas finais com a inteira preferência da equipe Ferrari. Está correndo com a cabeça e está sendo beneficiado pela sorte. Tem tudo para chegar ao Brasil disputando o título.
MONZA:
AS emoções seguem domingo. Agora, é no templo de Monza na Itália. Tudo pode acontecer...
URUGUAIANA, 09 DE SETEMBRO DE 2008.
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FASCINANTE:
Entre aquelas (corridas, é claro!) que mais espero está o GP Bélgica, em Spa-Francorchamps. Talvez, a única corrida dos circuitos históricos da F1, que ainda trás boas emoções. É risco extremo, alta velocidade, lugar fascinante, entre o arvoredo nas “vilas” de Spa e Francorchamps. O circuito teve origem em uma estrada que ligava as duas localidades. Por isto, até, tem uma chicane, que passa pela “Parada do ônibus” (Bus-Stop). É sempre um desafio para os pilotos o contorno da Eau-Rouge, um “S” em subida, que dá “frio”, até quando se pilota em vídeo-game. E tem a Blanchimont a curva mais veloz da F1. E a largada no grampo da “La Source”, onde vários já ficaram fora.
CHUVA:
A previsão meteorológica garante 80% de possibilidade de chover na hora da prova. Fico pensando: se Spa é uma corrida boa, quase sempre, porque não choveu, então, em Valência, onde tivemos a prova mais chata da história da F1. Acho que em Spa não precisa chover para ser uma boa corrida. Porém, se chover, poderemos ter grandes surpresas. Coisas imprevisíveis, como uma vitória da Toro-Roso, com um Vettel da vida. Só para citar um exemplo. Aguardemos, então.
IMPORTANTE:
Muitas definições poderão acontecer nas próximas duas semanas e duas corridas. Não haverá intervalo entre Spa e Monza, a próxima. Assim, as pretendentes ao título, em número de três (Hamilton, Massa e Raikkonen) terão que marcar o máximo de pontos possíveis para se manterem na “briga”. Quem fraquejar, fica fora a partir do GP Cingapura e sem a preferência da equipe.
Para Spa, um detalhe: nas últimas três corridas disputadas no circuito belga deu Raikkonen (2004, 2005 e 2007). **Em 2006, não teve o GP da Bélgica.
MOTORES:
A Ferrari e Massa têm uma preocupação extra para o veloz circuito belga. Será a segundo prova do motor. Portanto, depois dos últimos acontecimentos, toda a cautela é pouca. Por sua vez, Raikkonen estará de motor novinho em folha. Mas, estará em desvantagem, na semana seguinte em Monza. O assunto é relevante, pois a Ferrari chegou a pensar em trocar o motor de Massa para o GP Bélgica, sem perder as posições no grid, usando da possibilidade de uma troca que faculta o regulamento.
URUGUAIANA, 03 DE SETEMBRO DE 2008.
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AS GALINHAS E OS OVOS:
Esperamos por três semanas a volta da F1. Esperamos a estréia do GP Valência, cujo objetivo é rivalizar com Mônaco a preferência. Esperamos por mais uma corrida de rua, num lugar paradisíaco. Esperamos por grandes disputas. Por grandes emoções. Enfim, esperamos...
Mas, lembrei domingo, após o GP, de uma frase milenar de minha bisavó: “muita galinha e pouco ovo”. Acho que foi isto o GP de Valência. Muita expectativa e pouquíssimo resultado positivo. A pista é paradisíaca, porém, não rivaliza com Monte Carlo. A corrida foi das piores que já vi em minha vida. Os três primeiros não mudaram durante todas as voltas da corrida. Ultrapassagens: zero. Não vi nenhuma. De positivo, somente a vitória do brasileiro Felipe Massa, deixando o campeonato cheio de expectativas até o seu final.
PASSEIO:
Por falar em Felipe Massa, registre-se o verdadeiro passeio no Porto de Valência, na beira do Mediterrâneo. Pole, melhor volta e vitória de ponta a ponta. Diminuiu a desvantagem em relação ao líder Lewis Hamilton e superou seu companheiro de equipe na tabela. Credencia-se para obter a atenção total da equipe nas seis provas finais do campeonato. Resumindo: amadureceu o seu título.
DESMOTIVAÇÃO:
Apesar de negar, é clara a desmotivação de Kimi Raikkonen, nesta temporada. Na metade da temporada, houve declarações de aposentadoria do finlandês e de seu aborrecimento com os compromissos contratuais. Da falta de tempo para gozar a vida! Não estaria ele sabendo conviver com as obrigações com seus patrocinadores e da equipe. Realmente, trata-se de um piloto diferente. Completamente a moda antiga. Como já conquistou o seu “pé-de-meia” na F1, pode estar dando adeus e indo finalmente realizar o sonho: Não fazer nada... Existe algo melhor?
ESPECULAÇÕES:
Fala-se muito na “aposentadoria” de Raikkonen. Isto abriria uma vaga importante na Ferrari. Quem se credencia é Fernando Alonso. O espanhol é assediado pela Honda, a pedido de Ross Brawn. Há falatório, também, em relação ao espanhol na BMW, no lugar de Hiedfeld. Alonso disse que – até final de setembro – define o seu futuro.
FICA:
Nelson Ângelo deve mesmo ficar na Renault. Não vejo possibilidade de que seja trocado, já que reagiu bem nas últimas provas e conseguiu um podium, coisa que nem o bicampeão Alonso conseguiu para a fraca Renault. Se alguém tem problema dentro da equipe, este alguém é o próprio carro. Péssimo até agora.
URUGUAIANA, 28 DE AGOSTO DE 2008.
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CIRCUITO URBANO:
Mais uma prova em circuito urbano, na F1. Desta vez, será o GP Europa, nas ruas de Valência, Espanha. Interessante, pois Valência tem um autódromo, onde várias modalidades competem (carros e motos). O circuito é totalmente novo, para a F1, embora já tenha sido usado em outras categorias. O desafio será a curva UM, feita (calcula-se) a mais ou menos em 290 km/h, sem área de escape. Perigo eminente. A previsão é que o Safety-Car entre várias vezes, durante a corrida. Portanto, as equipes terão grande trabalho nas suas estratégias de corridas e saber administrar bem as entradas de pit-stop de seus pilotos.
AS MELHORES:
Não nego! Sou fanático pelas corridas de rua. Até quis trazer uma delas para as ruas de Uruguaiana, em 2002 (F-3 sul-americana). Quase consegui realizar meu sonho. Mas, as da F1 são especiais. É um desafio atrás de outro. Quando vejo o calendário com os GPs: Austrália, Mônaco, Canadá, Valência e Cingapura, todos em circuitos urbanos, é a gloria para mim. Certamente, vou estar na frente da televisão vidrado, durante todo o final de semana. Quanto mais provas de rua, melhor.
VISUAL:
Pelo que vi na internet, não gostei muito do visual da pista. Muito muro e grades. Pouco da cidade. Mas, como disse, em imagens precárias vistas na internet. Quem sabe, no quando começarem os treinos, aparecem os pontos principais da cidade.
RISCO:
Tentei de tudo para saber sobre a programação da televisão “oficial”, no domingo, já que teremos provas e o encerramento das Olimpíadas de Pequim. Ninguém sabe informar nada. Manifesto a minha preocupação, pois há risco de termos um GP fracionado. Misturado com provas das Olimpíadas. Espero ver toda a corrida.
Até entenderia a prova não ser livre na sua integra na televisão aberta, se fosse oportunizada a imagem na televisão à cabo. Mas, sabemos isto não acontece. Esperemos então. Quem tiver a informação, não deixe este colunista de fora.
IMPORTANTE:
A corrida será muito importante para o campeonato. Tanto a McLaren, como a Ferrari se apresentam como favoritas a vencer nas ruas de Valência. Não há como fazer um prognóstico adequado. Primeiro, pois é a estréia do circuito. Não há dados de comparação. Segundo, pois – com a parada de três semanas – muitas novidades serão apresentadas pelas equipes.
URUGUAIANA, 20 DE AGOSTO DE 2008.
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CORRIDA DE NEURÔNIOS:
O intervalo de três semanas, que estão sendo chamados de “férias”, já é tradicional no calendário. Servem para os pilotos “descansarem” dos carros, mas atenderem seus compromissos publicitários. Enquanto isto, as equipes de engenheiros das principais equipes fervem os neurônios, tentando achar soluções que lhe permitam dominar o final da temporada. Quem sabe, levar seus pilotos ao título e suas equipes a vencer o mundial de construtores. Quase sempre, conseguem achar soluções e surpreender nas provas seguintes do campeonato. Tudo porque não são somente os carros que correm rapidamente nas pistas. São as invenções dos engenheiros, que mudam a cada momento para deixarem os carros mais rápidos. A F1, portanto, corre 24 horas por dia, durante 365 dias do ano.
Se não temos corrida nas pistas, certamente, há correria nas fábricas, no grupo de engenheiros, tentando soluções mirabolantes para a definição do campeonato. É só esperar, então, pelas novidades. Tudo pode mudar na próxima corrida...
F1 E AS ELEIÇÕES:
A temporada da F1 deu uma parada de três semanas. Descanso para uns e muito trabalho para outros. Porém, até as nossas eleições (05/10/2008), ainda teremos quatro provas (Valência, Spa, Monza e Cingapura). Até lá, as equipes já terão elegido seus candidatos ao título, bem se vendo que somente a Ferrari ainda tem dúvida no voto (se fica com Massa ou Raikkonen, para enfrentar Hamilton da McLaren). Mas, a definição deve ser rápida, pois a equipe italiana já não tem amplo favoritismo anterior e Hamilton continua liderança o campeonato, enquanto os pilotos da Ferrari se dividem entre bons e maus resultados.
MUDANÇAS:
Fervem, também, as informações sobre a formação das equipes para a próxima temporada. De todos os nomes de destaque, o único ainda indefinido é o de Fernando Alonso. Novamente, diga-se de passagem. Ano passado, a tônica foi saber qual a equipe do espanhol. Parece ser esta a única dúvida, mas que – porém – poderá modificar alguns lugares nas equipes. Mexendo-se a peça Alonso, poderemos ter gente desempregada. Por enquanto, o único que definiu sua nova equipe é o alemão Sebastian Vettel. Este vai de Red Bull, oficial, em 2009.
POSSIBILIDADES:
A possibilidade maior é que Alonso fique onde está e quase todas as equipes repitam a mesma formação em 2009. Porém, há a possibilidade do espanhol ir para a Honda (pedido de Ross Brawn). Neste caso ou Barrichello ou Button perderia a vez (Brawn gosta de Barrichello). Porém, falasse em BMW e neste caso trocaria de lugar com Nick Hiedfeld, que iria para a Renault. Falasse, ainda, na Toyotta, possibilidade descartável.
URUGUAIANA, 14 DE AGOSTO DE 2008.
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COISAS DE CORRIDAS:
O que aconteceu com Felipe Massa, no GP Hungria, não é nenhuma novidade em corridas de automóveis. São vários os exemplos. Lembro alguns trágicos, como o fato de Michael Schumacher ter perdido o título de 2006, para Fernando Alonso, logo após o estouro do motor Ferrari, no GP Japão. O alemão vinha reagindo no campeonato e foi fulminado pela quebra do motor da Ferrari. No caso de Felipe Massa, as coisas são um pouco diferentes, pois o piloto brasileiro ainda tem sete provas que poderão oportunizar uma recuperação no campeonato. Portanto, não se pode “atirar” toda a culpa do mundo para a equipe italiana. Quebrar motores são fatores previsíveis em corridas de automóveis e, desta forma, não é hora de lamentações. Registre-se que de bom, ficou a largada arrojadíssima do brasileiro e a lição: corrida são corridas. Dizia o mestre Fangio.
CIRCUNSTANCIAS:
Outra corrida definida pelas circunstâncias. Veja-se que Kovalainen largou mal, ficou conformado com o terceiro lugar. Mas, a sorte sorriu para o finlandês (100 vencedor da história da F1). Primeiro, o pneu furado de seu companheiro Hamilton. Depois, a quebra de Felipe Massa. A primeira vitória caiu no colo do piloto. Mas, mais pelas circunstâncias; menos, por sua atuação na corrida.
DESINTERESSE:
O grande problema de Massa foi o aumento da vantagem de Hamilton na tabela. Porém, dois fatores correm do lado do brasileiro: primeiro, a McLaren já não tem a vantagem adquirida nas provas anteriores. Segundo, o desinteresse de seu companheiro de equipe, que – apesar de estar melhora classificado na tabela – parece não estar preocupado com o campeonato. É crível a frieza do “Homem de Gelo”. Parece não estar nem um pouco preocupado em defender o seu título e lugar pelo bi.
REAGINDO:
A Renault parece estar reagindo em relação ao péssimo inicio de temporada. Está longe ainda de lugar sempre pelo podium e mais distante ainda das vitórias. Porém, os carros têm marcado pontos nas últimas corridas. Bom para Alonso e melhor ainda para Nelson Ângelo.
FÉRIAS:
Agora, a F1 ganha três semanas de “férias”. Quando voltar, será o GP Europa, na nova pista de rua de Valência, na Espanha. Pelo que vi na “rede” pista cheia de muros e poucos espaços abertos para que o telespectador veja a cidade. Porém, foi uma simulação. Tomara que a realidade seja diferente.
URUGUAIANA, 08 DE AGOSTO DE 2008.
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SALVAÇÃO:
Qual será a salvação do GP, neste final de semana? É uma pergunta com resposta importante. Nas duas últimas, tivemos boas corridas. Uma pela chuva. Outra pelo acidente de Glock. Agora, esperamos por uma ação circunstancial para não termos em Hungaroring, uma grandiosa chatice. A pista é estreita, sem pontos de ultrapassagens, não foi modernizada. Geralmente, quem sai na frente: vence! Com o favoritismo de Lewis Hamilton, parece que o resultado já está projetado. Esperemos, então, pela salvação!
INVERSÃO:
Na primeira metade da temporada ficou claro o domínio da Ferrari. Porém, a vantagem não se confirmou na tabela de classificação, onde seus pilotos não conseguiram abrir vantagem em pontos. Dividiram interesses, cometeram erros, houve falhas da equipe. Neste período, a McLaren limitou-se a fazer o que era possível. Assim, manteve seu piloto perto na tabela de classificação, apostando no desenvolvimento do carro. Deu certo! Inverteram-se os valores. Na segunda metade quem parece estar melhor é juntamente a equipe inglesa. Lewis Hamilton lidera, tem pistas pela frente, onde pode aumentar a vantagem. Transferiu o problema para a rival. Vamos ver se os italianos saberão administrar a inversão dos papéis e força para recuperar a liderança do campeonato.
BRASILEIROS:
Depois de Massa liderar o campeonato, de Barrichello e Piquet subirem ao podium, caímos na realidade. Somente uma combinação de resultados pode levar os dois últimos a um bom resultado em Hungaroring. Algo fora da normalidade. Em relação à Massa, é o único que pode ter chances de lutar por um bom resultado. Mas, a liderança no campeonato, dependerá mais de um fracasso de Hamilton, do que da força da Ferrari. A sua missão principal deverá ser manter-se a frente do companheiro de equipe: Raikkonen.
MELHOR DIVISÃO:
Mais uma vez, surge movimento de dirigentes na F1. As equipes principais chegaram até a formar recentemente uma nova associação - FOTA (Formula One Teams Association) - para evitar a retirada de marcas importantes do cenário do automobilismo, bem como, para pressionarem a direção da categoria. Não há rupturas. Nas vezes anteriores, os movimentos foram acalmados, abaixo de melhor divisão do ”bolo” ($$$$). Agora, não sei.
URUGUAIANA, 31 DE JULHO DE 2008.
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CIRCUNSTANCIAS (I):
O GP está exatamente como eu tinha anunciado aqui no Bandeirada: uma grande procissão. Porém, até o acidente de Timo Glock, que obrigou a entrada do Safety-Car na pista e embaralhou os carros e modificou o resultado da corrida. Portanto, se tivemos uma boa metade de prova, foi por circunstâncias, não por força de eventual equilíbrio entre os carros ou de ultrapassagens e disputas interessantes. Nada disto! Se Glock não tivesse batido, teríamos um inicio de domingo sonolento, aborrecedor.
CIRCUNSTANCIAS (II):
O resultado mais badalado pela nossa imprensa, relativo ao segundo lugar e podium de Nelsinho Piquet, também, foi obra das circunstancias. Não tivesse ele a sorte de estar no box, exatamente na hora do acidente de Glock. Modificou a sua história na corrida, na Renault e, quem sabe, no seu futuro na F1. Mas, temos que registrar que foi muito bem, quando esteve na liderança e na manutenção do segundo lugar. Se tiver um carro melhor, pode surpreender, sim!
RELEVANTE:
Tão relevante quanto o resultado de Piquet, foi o fato de que os engenheiros de Fernando Alonso copiaram o seu SETUP, depois do treino de sexta-feira. Ora, isto desmente completamente a história que correu na imprensa brasileira, que Piquet não vinha colaborando com as informações para a equipe. Não treinava e não trazia bons dados. Ora, se o bicampeão do mundo, badalado Fernando Alonso, usa do expediente de copiar o seu setup, significa noticia contrária ao que se divulgava. Aliás, eu já havia alertado aqui no BANDEIRADA, algo. Veja-se que Piquet era piloto de testes da Renault. Nesta condição, é obrigado a saber passar informações sobre o comportamento do carro.
DOMÍNIO:
Olha, contrariando aquilo que todos “achavam”, a McLaren recuperou terreno, passou a Ferrari. O título não ficará oriundo de uma disputa interna entre Massa X Raikkonen, como se dizia. O domínio de Lewis Hamilton foi massacrante, na Alemanha. Assumiu a liderança do campeonato e definitivamente se inscreveu entre os pretendentes ao título. Fica melhor assim a F1. Quanto mais gente melhor.
PENA:
Que pena ver um Kovalainen não fazer nada com uma McLaren. Ver Alonso e Piquet com uma carroça da Renault. Poderíamos ter mais gente na fila de pretendentes ao título.
ERRO OU ACERTO?
Discutiu-se muito se a McLaren errou ao não chamar Hamilton para o pit, quando da batida de Glock. Inclusive, a grande imprensa manifestou que foi um sério equivoco da equipe. Porém, o resultado final foi de vitória de Hamilton. As circunstâncias em que ela aconteceu, não são relevantes. Portanto, a estratégia foi certa. Deu a vitória e a liderança do campeonato para o inglês.
URUGUAIANA, 23 DE JULHO DE 2008.
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ÍNDIOS:
Depois do que se viu nas provas de Mônaco e Silverstone, disputadas sob pista molhada e pelo que não se viu na Malásia e na Espanha, disputadas em pista seca; convido aos meus leitores para que passem a rufar os seus tambores, como faziam os índios, em busca de alguns pingos de chuva para que possamos nos divertir, durante o GP da Alemanha, no próximo domingo. Caso contrário, a previsão é que teremos mais uma procissão dominical. Portanto, vamos aos batuques. Vamos pedir chuva!!!
FLORESTA NEGRA:
A “nova” F1 podou do circuito de Hockenheim, a parte da chamada floresta negra. Tiraram as grandes retas e um passeio entre um arvoredo maravilhoso. Optaram por um circuito mais curto, mais “moderno”, cujas corridas são mais previsíveis, mais sem graça e sem o antigo visual. E de quebra, a floresta ajudava na alteração climática da região. Por muitas vezes, chovia na mata e fazia sol no lugar onde hoje está a pista.
E PARA PIORAR AS COISAS...:
Pois a exemplo do que já havia acontecido antes do GP da Espanha e da Inglaterra, foram autorizados – também – testes na semana passada em Hockenheim. Isto significa que todos chegam para disputar o GP Alemanha, com seus segredos já revelados. A McLaren andou bem, a Ferrari ficou em segundo e o resto é o resto. Assim, sem chuva. Sem emoção.
SEM CRÉDITO:
Mesmo liderando o campeonato, o piloto brasileiro volta a não ter crédito entre os torcedores brasileiros. Explico: conceituado site de automobilismo fez a seguinte pergunta durante a semana: “Se Alonso for para a Ferrari, quem sai ou perde o lugar?” A resposta foi que a grande maioria - 55% - entende que quem perde o lugar é o brasileiro. Isto acrescido de mais 12% que entendem que tanto Massa, como Kimi devem sair. Portanto, o percentual de quem não acredita em Felipe Massa está em 67%. É muito para quem lidera o campeonato.
DÚVIDA:
A aposta da semana é para saber quem saíra de Hockenheim como líder do campeonato. Há quatro opções: Hamilton, Massa, Raikkonen e Kubica. Os três primeiros dependem só de seu resultado. Chegar na frente dos demais. Kubica precisa de um pouco mais.
URUGUAIANA. 16 DE JULHO DE 2008.
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INTERVENÇÃO:
Mais uma corrida que se tornou sensacional devido à intervenção da chuva. A F1 segue dependente da chuva para proporcionar emoção e corridas interessantes. Quanto mais possas d’água, maior é o atrativo, maior o desafio e mais imprevisível o resultado final. É isto que buscamos ao ver a F1. É isto que buscamos quando sentamos na frente da televisão, nas manhãs de domingo. Infelizmente, a F1 tornou-se dependente. As mais diversas pesquisas e modificações em regulamentos não foram suficientes para tornar a F1 atrativa. Precisou-se do auxilio da natureza, para que pudéssemos nos divertir. Um atestado de incompetência para os dirigentes e um atestado de solidariedade outorgado por São Pedro. O Santo da F1.
BEM:
Lewis Hamilton se recuperou, em casa, fez uma bela corrida. Tranqüilo na frente, não cometeu erros, diferente da maioria de seus adversários. A McLaren, em franca evolução, trabalhou bem nos pits e garantiu a vitória e liderança para seu piloto, que – antes da prova - era somente o quarto no campeonato. Bem, também, Nick Hiedfeld e Rubens Barrichello integrantes do podium, porém, ambos quase um volta atrás do vencedor.
MAL:
Por sua vez, Felipe Massa foi muito mal no GP. Cinco rodadas, deu a sorte de não ter achado o muro ou a caixa de brita (destino que tirou Piquet, numa única rodada). Não é bom de chuva. Não adianta a grande mídia insistir. Pela atuação em Silverstone, revelou a “velha” inconstância de pilotagem e de resultados, que tem atrapalhado seu desempenho. Agora, luta de igual para igual pelo titulo com o seu companheiro e mais a companhia indigesta de Hamilton e sua McLaren, cada vez mais forte. Complicou as coisas. Sozinho.
RELARGADA:
Chegamos à metade do campeonato com três pilotos empatados com 48 pontos na liderança do campeonato (Hamilton, Massa e Raikkonen). O quarto (Kubica) vem logo atrás com 46. Coisa inédita na categoria. A partir da Alemanha, próxima prova, acontecerá uma espécie de relargada no campeonato. Tudo praticamente do zero entre os quatro pretendentes ao título. Com alguns detalhes importantes como a estréia de duas provas em circuito de rua: Valência e Cingapura. O que, certamente, aumentará o grau de dificuldade e de imprevisibilidade do campeonato.
URUGUAIANA, 08 DE JULHO DE 2008.
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METADE:
Estamos chegando à metade do campeonato de 2008. Sinceramente, ninguém poderia prever que – nestas alturas – um dos pretendentes ao título seria o polonês Robert Kubica. Talvez, só os mais otimistas acreditaram em Felipe Massa, principalmente, depois do inicio de temporada titubeante do brasileiro. E depois do ano passado, ninguém mais acreditava na volta da falta de sorte do atual campeão, Kimi Raikkonen. Mas, parece que a aura de pé-frio voltou a acompanhar a carreira do finlandês. E, ainda, o desempenho pouco previsto da McLaren, com Lewis Hamilton. Apesar da situação pouco prevista, temos quatro pretendentes ao título. Igual ao que acontecia no ano passado. Mas, com diferenças: desta vez, são três carros diferentes e Fernando Alonso foi substituído na briga por Robert Kubica.
HORA “H”:
Bom! É evidente que a etapa da Inglaterra, a ser disputada em Silverstone, nesta final de semana, será importantíssima para algumas definições. Principalmente, quando se trata de tabela de classificação. Porém, talvez, os mais ameaçados pelos resultados são: Robert Kubica, que parece ainda não ter carro para acompanhar a concorrência e Kimi Raikkonen, que duas provas atrás era o líder do campeonato e, agora, aparece somente na quarta posição. Este ameaçado dentro da equipe pelo líder Felipe Massa. Com mais um resultado negativo, a Ferrari poderá definir o primeiro piloto e investir as “fichas” no brasileiro. Esta deve ser – portanto - a torcida brasileira: secar Raikkonen.
PRENÙNCIO:
Prenúncio de uma corrida chata. Adivinhem, por quê? Pelo simples fato de que – na semana passada – as equipes treinaram em Silverstone. Ora, com tanto lugar para exercer atividades, a direção da categoria autoriza testes na pista da próxima corrida. Assim, se não chover (como está previsto), teremos um carrossel, costumeiro, sem ultrapassagens, sem nada para se divertir. Tomara que eu esteja errado.
CASA:
Quem corre em casa é a McLaren, que, aliás, fez bons testes em Silverstone na semana passada. A Ferrari – apesar da vitória de Raikkonen, ano passado – não tem bom retrospecto recente nesta pista. Na era Schumacher, o alemão somente conseguiu uma vitória nesta pista, em 1998. Mas na história de Silverstone há em empate técnico entre as tradicionais: McLaren, 11, Ferrari, 11 e Williams, com 10 vitórias. Quem sabe, um desempate no domingo.
URUGUAIANA, 02 DE JULHO DE 2008.
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GANGORRA:
Uma verdadeira gangorra está acontecendo com os pilotos da Ferrari, nesta temporada. O campeonato começou com Felipe Massa titubeando e Raikkonen assumindo a liderança. Porém, nas últimas três provas, o finlandês teve sérios equívocos e o balanço inverteu-se em favor do brasileiro. De quebra, as falhas da Ferrari. Também balançam. Ora, atingem Felipe Massa, ora atingem Kimi Raikkonen. Talvez, por isto, o campeonato se mantenha equilibrado até agora, pois - caso contrário - teríamos um fácil domínio da equipe de Maranello, já que é o melhor carro deste ano de 2008. Veja-se que Massa reagiu a partir das três ultimas provas, onde Raikkonen somente marcou oito pontos. Isto, inclusive, contando-se que tinha vitória certa em Magny-Cours e sua Ferrari teve o escapamento quebrado, coisa que não é normal. Na prova anterior, foi abalroado grosseiramente por Hamilton na saída do box. E em Mônaco, erro duplo, da equipe que o deixo sem pneus na largada e a batida vexatória no carro de Sutil. Por isto tudo, corridas são corridas. Quem se aproveitou bem do momento foi o brasileiro Felipe Massa, que agora lidera o campeonato.
LEMBRANÇA:
Enquanto os pilotos da Ferrari dividem pontos e vitórias, eu aqui lembro 1986 e do ano passado. Em ambas, a melhor equipe perdeu, pois não priorizou um de seus pilotos. Em 1986, Piquet e Mansell dividiram pontos e vitórias. Alain Prost acabou campeão. No ano passado, a briga interna da McLaren dividiu a equipe e o título acabou com a “quase zebra” Raikkonen. Mais uma vez, a história parece se repetir. O fim, ninguém sabe.
O VERDE E O MADURO:
Apesar de ter disputado o título do ano passado, Lewis Hamilton continua VERDE. A manobra da largada, quando encurtou a pista é a prova. Por sua vez, apesar de conseguir a primeira vitória, o polonês Kubica não se precipitou na seguinte, fez o que poderia fazer. Parece MADURO.
MOTIVAÇÃO:
Cada vez maior a motivação do brasileiro Felipe Massa. Assumiu a liderança do campeonato, está com a sorte virada para seu lado. O principal adversário Raikkonen parece despreocupado com os resultados e mais interessado em se livrar dos contratados de publicidade que o impedem – muitas vezes – de ver as partidas de Hóquei no Gelo, de seu time de Espoo. O brasileiro tem que aproveitar as próximas três provas e se firmar na liderança. Daí, o título estará nas mãos.
URUGUAIANA, 25 DE JUNHO DE 2008.
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LISTA:
Se Bernie apresentou a sua lista indicando Alonso e Kubica como os melhores pilotos da atualidade, nós temos o direito de opinar e debater o assunto. Até porque Bernie (o Ecclestone) não foi “convidado” a se manifestar sobre o assunto. Foi espontâneo. Assim, posso concordar e discordar do grande comandante da F1. Na minha lista, tem Alonso, mas não tem Kubica. Tem Raikkonen. São nomes consolidados. O polonês, apesar da vitória no Canadá, ainda tem um longo caminho até chegar ao topo. Precisa ser melhor que Hamilton. Se tiver que escolher um dos novos, fico com o Vettel. O tema é para ampla discussão.
MAGNY-COURS:
O circuito de Magny-Cours não chega a ser de nova geração. Porém, é o mais novo da França. Não está entre as corridas que trazem emoção ao espectador. Portanto, quem espera uma grande corrida no domingo, que espere. Provavelmente, não vai ser desta vez. A não ser é claro, que ajam agentes da natureza que venham a trazer emoção para a corrida. O circuito é estreito, só tem a curva Adelaide, onde os pilotos tentam ultrapassar fazendo o famoso “X”. E resto, largar na frente é muito importante. Só uma grande estratégia pode mudar o resultado dos treinos.
CHANCES:
Por óbvio, que Felipe massa pode assumir a liderança do campeonato, nesta corrida. Os motivos: 1) treina melhor que Raikkonen; 2) Hamilton largará muito atrás (sofreu punição pela batida no Canadá); 3) Kubica só é concorrente eventual. Portanto, o brasileiro pode sair da França como favorito ao título de 2008.
CASA:
Não é só a Renault que corre em casa. O seu segundo piloto, Nelson Ângelo, tem a chance de se recuperar na temporada. De se manter forte dentro da equipe. Conhece muito bem o circuito, assim como, também a sua equipe. Portanto, é a chance de recuperação. Ou vai ou racha...
TEXTO:
Das minhas quatro mulheres restaram três. A vozinha Paula foi com 102 anos. Mas ficaram a Nilza (a mãe), Alessandra (esposa) e a Amandinha (filha). Para elas, as quatro, o texto, a minha admiração e dedicação.
URUGUAIANA, 18 de JUNHO DE 2008.
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Vicente Majó da Maia
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Quarta-feira, 11 de Junho de 2008
OS EFEITOS
BANDEIRADA – POR VICENTE MAJÓ DA MAIA
LEIA - BLOG BANDEIRADA: WWW.BLOGBANDEIRADA.BLOGSPOT.COM
ESCUTE A RÁDIO GRID: www.gridbrasil.com.br
Nosso email: vmmaia@uol.com.br
OS EFEITOS:
A BMW vinha bem na temporada. Apresentou seu carro com vários apêndices, fez bons testes de pré-temporada, vinha colhendo resultados até o Canadá. Faltava a vitória. Ela veio com dobradinha e um domínio significativo e a liderança de Kubica no campeonato, o que é mais surpreendente até o momento. A dúvida, agora, é saber se a BMW veio para ficar. A dúvida é saber quais os efeitos desta vitória e da liderança do campeonato. Em dois aspectos, em especial: primeiro, a importância na elevação evidente da auto-estima da equipe; segundo, na reação de Kubica – agora – convivendo com a sua primeira vitória e com a liderança do campeonato.
Para a equipe o resultado significou um alivio. O fim do jejum. Para o piloto as coisas são bem mais complicadas, pois defende a surpreendente liderança do campeonato. As respostas, só na França...
OS EVENTUAIS:
Passo cada vez mais a defender as corridas nas pistas que são abertas uma vez só por ano, para as provas da F1. Vejam o seguinte: tivemos três provas realizadas em circuitos fechados (Austrália, Mônaco e Canadá) e que foram as três melhores provas até agora. Quando as corridas são realizadas em pistas abertas (e alguns casos de testes dos carros) são chatas e previsíveis. Espero ver boas corridas ainda este ano: Valência e Cingapura, ambas de rua. Certamente, teremos surpresas.
COISA DE GÊNIO:
Realmente, é coisa de gênio a regra de abrir o box para entrada e fechar o box para saída, quando da entrada do safety-car na pista. Não quero com isto absolver o Massa e o Fisichella (ano passado), nem o Hamilton (agora), ou qualquer outro que tenha “furado” o sinal. Mas, questiono a regra. Não é compreensível. E só está criando problemas, vejam o preço pago pelo Kimi Raikkonen, que estava tentando cumprir a regra. Se o objetivo de quem criou a regra é a segurança, pior ainda. O acidente dentro do box poderia ter conseqüências gravíssimas, já que ali circulam carros, combustíveis e, principalmente, pessoas.
BENZEDURA:
A Ferrari precisa de uma benzedura. Kimi Raikkonen, também. No GP de Mônaco deixaram seu carro sem as rodas. Agora, foi abalroado, por trás, como tinha feito com Adrian Sutil. Perdeu a liderança em duas provas. Já o Massa, deixou de ir ao podium, pois não funcionou a mangueira de injeção de combustível. Porém, fez uma baita corrida e uma ultrapassagem digna de registro, dupla: Barrichello e Kovalainen.
MELHOR:
Melhor corrida do ano. Sem dúvidas. Mas, ficou muito satisfeito de ver a BMW vencendo e outro piloto entrando (de mansinho) na luta pelas vitórias e quiçá título. Fica melhor assim a F1.
URUGUAIANA, 11 DE JUNHO DE 2008.
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Vicente Majó da Maia
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Quinta-feira, 5 de Junho de 2008
PSICÓLOGO
LEIA - BLOG BANDEIRADA: WWW.BLOGBANDEIRADA.BLOGSPOT.COM
ESCUTE A RÁDIO GRID: www.gridbrasil.com.br
PSICÓLOGO:
Não há como ignorar que Felipe Massa está em alta no campeonato. Recuperou-se de um inicio de erros, aproximou-se de seus principais rivais na luta pelo título. Soube administrar bem os equívocos do inicio da temporada, amadureceu e encontra-se preparado psicologicamente para enfrentar a luta pelo seu primeiro título. A recuperação foi elogiável, já que as criticas foram pesadas, após os erros cometidos, principalmente, na Malásia, quando – sozinho – pos fora um segundo lugar mais do que garantido. Recuperou-se na tabela de classificação e, agora, tem tudo para assumir, breve a liderança do campeonato.
Se o leitor deste espaço recordar, mencionei, antes do GP Espanha, que a missão de Massa seria chegar ao fim da prova, marcar pontos, não se preocupar exclusivamente em vencer a corrida. Precisava ele, naquele momento, de afirmação. Pois a partir daquela prova (e do meu texto) as coisas se transformaram para o brasileiro. Talvez, o pior já tenha passado. Agora, é saber administrar a face do campeonato e não se deixar envolver em teorias conspiratórias e outros atos da imprensa que não serve para absolutamente nada.
Preocupando-se com a pilotagem, o brasileiro tem chance sim de conseguir o seu primeiro título.
DONO:
Tem alguns jogadores de futebol que precisam se sentir os donos do time para render o seu potencial. Não sabem dividir espaço com outra(s) estrela(s). Acho que trazendo este exemplo para a F1, podemos identificar o que acontece com Nelson Ângelo, hoje na Renault. Veja-se que ele sempre teve a atenção completa em toda a sua carreira no automobilismo. Teve, muitas vezes, equipe própria, com atenção total de engenheiros e mecânicos. Mostrou resultados. Não podemos esquecer que rivalizou com Lewis Hamilton na G2, lutando até a última prova pelo título. Foi vice. Portanto, não se trata de um piloto sem condições para estar na F1. Porém, parece que está encontrando dificuldades de enfrentar e conviver com o bicampeão Fernando Alonso que tem todas as atenções da equipe. Portanto, parece que Piquet não está conseguindo lidar com outro camisa dez, dentro da equipe. Não está se sentido o dono do pedaço. Daí, não consegue render o seu potencial.
TROCAS:
Muita especulação sobre troca-troca de pilotos em meio à temporada. Passo agir como São Tomé: só vendo para crer. No caso de Piquet, por exemplo, deve ser considerado os patrocínios levados pelo piloto para a Renault. Portanto, não deve ser fácil de desmanchar estes contratos. Desta forma...
MONTREAL:
Outra baixa pista, é esta da Ille de Notre Dame, em Montreal, Canadá, onde teremos – domingo a tarde – mais um etapa do mundial. Quem já pilotou em Playstation, nesta pista, pode verificar que são longas retas seguidas de freadas fortíssimas. Circuito exigente para motores e freios. Nos dois grampos, existe possibilidade de ultrapassagens. Porém, existem trechos perigosos, com um – em especial – que quase vitimou Robert Kubica, ano passado. Bem se vendo que o polonês bateu no quase parado Trulli.
URUGUAIANA, 04 DE JUNHO DE 2008.
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Quarta-feira, 28 de Maio de 2008
O DIA MUNDIAL DA VELOCIDADE
ESPIRITO ESPORTIVO – VICENTE MAJO DA MAIA
O DIA MUNDIAL DA VELOCIDADE
Gastei (ou aproveitei) o meu domingo, em volta da TV, assistindo as corridas mais tradicionais do automobilismo mundial. Primeiro, acordei com o GP Mônaco, da F1. Depois, à tarde, as tradicionais 500 Milhas de Indianapólis. No total, foram quase oito horas de degustação. Terminei o domingo realizado.
Não escondo de ninguém as minhas preferências pelo GP Mônaco. O charme todo, a badalação, o perigo. Na F1 atual com toda a tecnologia, é insano correr ali. Porém, mais insano é ver esta corrida ser tirada do calendário. Por tudo que ela significa para a F1 e para a história do automobilismo mundial.
Para os pilotos, correr em Monte Carlo é um tremendo risco. São pouquíssimos aqueles que gostam de passar duas horas (de corrida, fora os treinos), espremidos, entre as laminas, os muros de concreto. De passarem duas horas acelerando na reta curva da largada, contornando a Saint Devote, onde domingo tivemos um cemitério de carros e de erros de pilotos. De Subirem 78 vezes, o Cassino; se esfregando no muro de pedra da Mirabouex. Parando no Lewis (a curva mais lenta da F1). Acelerarem no túnel, contornando a “nova chicane”. A seqüência de baixa velocidade que passa pela Tabacaria, os “SS” das piscinas, Rascasse. A última é a Albert Nogets, em homenagem ao “inventor” do GP nas ruas do Principado.
As câmeras carregadas pelos carros, quase na visão do piloto, nos propiciam sentir, em casa, no sofá, a emoção que é este GP. Os mais audaciosos, se arriscam num Playstation, para sentirem a emoção de pilotar ali, num lugar onde não é permitido erros. Num lugar em a gloria é terminar a prova. O título é vencê-la! Disse título, pois vencer em Mônaco é quase igual a ser campeão, tal a importância dada a quem sobre ao podium ao lado do Rei Albert e das Princesas: Caroline e Stefani. Quem levanta o troféu, janta no palácio real, ao lado dos descendentes da dinastia dos Grimaldis. É a consagração para o vencedor.
Nas tradicionais 500 Milhas de Indianápolis, tudo começou como sempre. Nos mínimos detalhes. Trinta e três (33) carros no grid, hino americano, sendo que poucos minutos antes da largada, veio à matriarca da família George e determinou: “Senhoras e senhores, liguem os seus motores!” Sendo ovacionada por mais de 300 mil pessoas que se empilhavam nas arquibancadas do templo sagrado ao automobilismo norte-americano. Este ano, em especial, a Sra. George usou a saudação: “senhoras e senhores”, já que no grid tinham três mulheres, buscando colocar a imagem de seu rosto no consagrado troféu das 500 milhas. Ali, onde Emerson Fittipaldi colocou seu rosto duas vezes. Ele e o Helio Castroneves. Gil de Ferran, uma vez.
Foram 200 passagem, em alta velocidade, risco extremo, contornando as quatro curvas do oval e cruzando a linha de tijolos, que a tradição conserva como linha de chegada, até que Scott Dixon, um neozelandês, recebeu a bandeirada final, com o brasileiro Vitor Meira na sua cola.
Degustei tudo! Das 8:45 da manhã até às 17:45 da tarde, com um intervalo para o almoço...
URUGUAIANA, 28 DE MAIO DE 2008.
Postado por
Vicente Majó da Maia
às
16:26
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